Vítima era servidora pública e muito querida na comunidade local. O autor do crime, de 34 anos, tentou fugir para Fervedouro, mas foi capturado pela Polícia Militar e segue internado sob escolta policial.
A cidade de São Francisco do Glória, localizada a cerca de 50 quilômetros de Muriaé, na Zona da Mata mineira, foi palco de um crime brutal que chocou os moradores na terça-feira (20 de outubro). A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) prendeu em flagrante um homem de 34 anos apontado como o autor do feminicídio de sua própria companheira.
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A vítima, identificada como Maria Rita da Rocha, de 40 anos de idade, foi assassinada dentro de sua residência, situada na Rua Raimundo Pereira Bahia. De acordo com as informações preliminares divulgadas pelas autoridades policiais que atenderam a ocorrência, a mulher foi atingida por diversos golpes de faca desferidos pelo suspeito.
Foto: Reprodução
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A comoção na cidade e o perfil da vítima
A trágica notícia abalou profundamente a população local, uma vez que Maria Rita era uma figura bastante conhecida, ativa e estimada no município de São Francisco do Glória. Ela atuava como funcionária pública municipal, prestando serviços essenciais no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) da cidade.
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Moradores e colegas de trabalho descrevem a vítima como uma mulher íntegra e muito dedicada à sua profissão e família. Em entrevista, uma amiga próxima à vítima relatou o estado de choque de toda a comunidade: “Pessoa maravilhosa, trabalhadora, honesta, todos gostavam muito dela”.
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Maria Rita era viúva e deixa uma filha de seu primeiro casamento. Ela já convivia maritalmente com o atual companheiro e autor do crime há um tempo considerável. Relatos extraoficiais apontam que o casal estaria enfrentando quadros depressivos, fator de saúde mental que será devidamente apurado no inquérito policial.
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As últimas homenagens à servidora pública reúnem familiares e amigos sob um clima de forte comoção e indignação. O corpo de Maria Rita foi velado na Capela de São Francisco, com o sepultamento agendado para o meio-dia da quarta-feira (21).
Foto: Reprodução
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Fuga, prisão e estado de saúde do autor
Logo após o cometimento do crime bárbaro, o suspeito empreendeu fuga em direção ao município vizinho de Fervedouro. As forças de segurança foram prontamente acionadas e iniciaram um intenso rastreamento na região para capturar o homem antes que ele deixasse a jurisdição.
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A ação rápida e coordenada das equipes do 47º Batalhão de Polícia Militar resultou na localização bem-sucedida e na prisão do indivíduo de 34 anos ainda durante o período de diligências contínuas.
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No momento da captura, os policiais constataram que o homem também apresentava ferimentos graves pelo corpo. Ele foi inicialmente socorrido por familiares e levado ao Hospital de Fervedouro, sendo posteriormente transferido para o Hospital de Carangola devido à complexidade das lesões, onde passou por procedimento cirúrgico e permanece internado sob custódia policial.
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) assumiu as investigações e realiza um levantamento minucioso de toda a cena. A perícia técnica e os futuros depoimentos ajudarão a esclarecer a dinâmica exata do crime dentro da residência e a origem dos ferimentos apresentados pelo autor.
Foto: Reprodução
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Como pedir ajuda e denunciar a violência doméstica
Casos extremos e irremediáveis como o feminicídio de Maria Rita reforçam a urgência da sociedade em debater e combater ativamente a violência contra a mulher. A violência doméstica raramente começa de forma letal; ela geralmente dá sinais prévios por meio de agressões verbais, violência psicológica, controle financeiro ou ameaças, tornando a denúncia precoce o principal mecanismo para evitar desfechos fatais.
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No Brasil, o canal mais abrangente para buscar ajuda, orientação e registrar denúncias é o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher). O serviço, oferecido pelo governo federal, é totalmente gratuito, confidencial e funciona 24 horas por dia, orientando as vítimas sobre os seus direitos legais e direcionando-as para a rede de proteção mais próxima.
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Em situações de emergência aguda, onde a agressão física está ocorrendo ou há risco iminente à vida, a orientação primordial é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo número 190. A intervenção rápida de uma viatura policial é o método mais eficaz para cessar o crime no ato e garantir a integridade física da vítima e de seus filhos.
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Além dos canais telefônicos, as mulheres que se sentem ameaçadas podem procurar de forma presencial as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM), os postos da Polícia Civil, ou os órgãos de assistência social do município (CRAS e CREAS). A comunidade também tem um dever legal e moral: vizinhos, amigos e familiares que presenciam episódios de violência não devem hesitar em denunciar, assumindo a responsabilidade coletiva de proteger a vida de mulheres em situação de vulnerabilidade.
Algumas informações: Rádio Muriaé / Silvan Alves
Síntese da Matéria
🚨 O Crime: Maria Rita da Rocha, servidora pública de 40 anos, foi morta a facadas pelo companheiro dentro de casa na terça-feira (20).
📍 Local: O feminicídio ocorreu na Rua Raimundo Pereira Bahia, em São Francisco do Glória (MG).
👤 A Vítima: Maria Rita era viúva, deixa uma filha do primeiro casamento e era muito querida na cidade pelo seu trabalho no CAPS local.
🚔 A Prisão: O autor, de 34 anos, fugiu, mas foi rastreado e preso pela Polícia Militar (47º BPM) no município de Fervedouro.
🏥 Estado do Autor: O suspeito também se feriu e está internado sob escolta policial no Hospital de Carangola, onde passou por cirurgia. As circunstâncias de seus ferimentos estão sendo investigadas pela Polícia Civil.
📞 Rede de Apoio: A matéria alerta para a importância da denúncia em casos de violência doméstica, orientando o uso do Ligue 180 para orientações e do 190 (Polícia Militar) para emergências.
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