Levantamento aponta 637 casos suspeitos de ciguatera investigados entre 2022 e 2026; não houve registro de mortes relacionadas à doença.
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Fernando de Noronha registrou 255 casos considerados compatíveis com ciguatera, uma forma de intoxicação associada ao consumo de peixes contaminados. Os dados fazem parte de um levantamento da Vigilância em Saúde da ilha e abrangem o período entre 2022 e 2026.
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Foto: Reprodução
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Segundo as informações divulgadas, ao longo desses quatro anos foram investigados 637 casos suspeitos relacionados a doenças provocadas pelo consumo de alimentos e água.
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Do total de notificações analisadas, 255 foram confirmadas ou consideradas compatíveis com ciguatera. A doença está relacionada à ingestão de peixes que acumulam toxinas produzidas por determinadas microalgas marinhas.
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Apesar do número de casos registrados no período, não houve mortes relacionadas à intoxicação em Fernando de Noronha, segundo os dados divulgados pela Superintendência de Saúde da Administração da Ilha.
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A ciguatera pode ocorrer quando pessoas consomem peixes que, ao longo da cadeia alimentar, acumulam toxinas produzidas por microalgas presentes no ambiente marinho.
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A intoxicação pode provocar diferentes sintomas, que variam de acordo com o organismo afetado e a quantidade de toxina ingerida. Entre as manifestações relatadas em episódios recentes estão alterações gastrointestinais e neurológicas.
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A ocorrência da doença vem sendo acompanhada pelas autoridades de saúde de Pernambuco desde 2022, quando os primeiros casos passaram a ser investigados de forma sistemática na ilha.
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O levantamento ganhou atenção novamente após um episódio recente envolvendo pessoas que passaram mal depois de consumir peixe em Fernando de Noronha. O caso também foi investigado pelas autoridades de saúde.

Foto: Reprodução
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Na ocorrência mais recente, moradores e turistas foram atendidos no Hospital São Lucas após apresentarem sintomas. Todos receberam atendimento médico e tiveram alta, segundo informações divulgadas sobre o episódio.
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Entre os sintomas relatados estavam diarreia, vômitos, dores musculares, queda da pressão arterial e redução dos batimentos cardíacos. A suspeita inicial foi de ciguatera, mas a confirmação depende de investigação e análises laboratoriais.
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A situação reforça a necessidade de acompanhamento epidemiológico dos casos relacionados ao consumo de pescado na ilha, especialmente diante do histórico de notificações registrado nos últimos anos.
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Os dados também evidenciam que a maior parte das notificações investigadas não necessariamente correspondeu a casos confirmados da intoxicação, já que foram 637 suspeitas e 255 registros considerados compatíveis com ciguatera.

Foto: Reprodução
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As autoridades de saúde mantêm o monitoramento dos episódios e a investigação das ocorrências para identificar possíveis relações entre o consumo de determinados peixes e os sintomas apresentados pelos pacientes.
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A recomendação diante de sintomas após o consumo de pescado é procurar atendimento médico, principalmente quando houver manifestações intensas ou persistentes. A avaliação profissional é necessária para determinar a causa do quadro.
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Com 255 casos registrados no período analisado e nenhum óbito relacionado à doença, o histórico de Fernando de Noronha chama a atenção para a necessidade de vigilância contínua sobre a ciguatera e sobre os riscos associados ao consumo de peixes contaminados.
Créditos: G1.globo.com

Foto: Reprodução
Síntese da Matéria
🐟 O fato: Fernando de Noronha confirmou 255 casos considerados compatíveis com ciguatera entre 2022 e 2026.
📊 Os números: Ao todo, foram investigados 637 casos suspeitos relacionados a doenças provocadas pelo consumo de alimentos e água.
⚠️ A intoxicação: A ciguatera está associada ao consumo de peixes que acumulam toxinas produzidas por microalgas marinhas.
🏥 Atendimento: Um episódio recente envolvendo moradores e turistas levou pacientes ao Hospital São Lucas após o consumo de peixe. Todos receberam atendimento e tiveram alta.
🕊️ Mortes: Não houve registro de mortes relacionadas à intoxicação no período analisado.
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