Kethiny Alves Caetano sofreu complicações pós-operatórias em Guaratinguetá. Família relata falta de clareza nas explicações médicas e Polícia Civil aprofunda as apurações.
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A cidade de Guaratinguetá, localizada no Vale do Paraíba, acompanha com comoção e busca por respostas o caso da morte de Kethiny Evinlyn Alves Caetano, de 34 anos. Conhecida carinhosamente como Ket, a jovem faleceu na madrugada da última quinta-feira (22 de outubro), dias após ser submetida a um procedimento cirúrgico na Santa Casa de Misericórdia do município.
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O trágico desfecho gerou não apenas uma onda de luto entre familiares e amigos, mas também a abertura de uma investigação rigorosa por parte das autoridades competentes.
O episódio mobiliza as autoridades policiais e levanta discussões sobre a necessidade de transparência nos relatórios médicos repassados aos familiares de pacientes que sofrem agravamentos repentinos em ambiente hospitalar.
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A internação e as complicações clínicas
De acordo com o histórico médico e os relatos colhidos preliminarmente, Kethiny deu entrada na unidade de saúde na terça-feira (20 de outubro) com o objetivo de realizar uma cirurgia ortognática. O procedimento tem a finalidade de corrigir alterações ósseas no maxilar e na mandíbula.
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Contudo, a evolução do quadro pós-operatório não ocorreu como o esperado. A paciente apresentou uma grave intercorrência clínica durante o período de atendimento na unidade, cujo gatilho exato ainda é alvo de apuração.
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Devido à rápida deterioração de seus sinais vitais, a jovem precisou ser transferida às pressas para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa. No setor de cuidados críticos, ela permaneceu inconsciente e precisou ser entubada.
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A documentação médica expedida no hospital menciona diagnósticos técnicos como choque refratário de causa não esclarecida e lesão cerebral por falta de oxigênio, eventos ocorridos no período pós-operatório.
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Inconformada e buscando entender a dinâmica dos fatos, a irmã da vítima registrou o caso na Polícia Civil. Em seu depoimento, relatou que a família foi comunicada superficialmente sobre a possível falta de oxigenação cerebral, mas criticou o fato de não ter recebido explicações clínicas conclusivas e satisfatórias sobre o que teria desencadeado o problema fatal.
Foto: Reprodução Redes Sociais
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Investigação policial e reclassificação do caso
Diante das dúvidas levantadas pelos parentes e da ausência de clareza imediata sobre as causas do choque refratário, a Polícia Civil assumiu as investigações para reconstituir os fatos que levaram ao óbito.
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Inicialmente, o boletim de ocorrência havia sido registrado sob a natureza de morte suspeita. No entanto, com o andamento dos trâmites iniciais, a autoridade policial decidiu reclassificar o inquérito para homicídio culposo.
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Essa mudança na tipificação legal é adotada para garantir que as circunstâncias do caso sejam investigadas com maior profundidade, permitindo a requisição de laudos periciais e necroscópicos mais específicos. A reclassificação não representa, nesta fase da investigação, a comprovação definitiva de responsabilidade criminal de nenhum profissional envolvido.
Foto: Reprodução Redes Sociais
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Luto, homenagens e sonhos interrompidos
Nas redes sociais, a notícia da morte precoce de Kethiny provocou uma enxurrada de homenagens emocionadas, evidenciando o carinho que a comunidade e os amigos nutriam por ela.
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A cabeleireira Tatiana Silva relatou a incredulidade diante da perda, recordando que a jovem esteve em seu salão há cerca de 15 dias, quando conversaram, organizaram o perfil nas redes sociais e combinaram um retorno próximo para pintar o cabelo. "Tão jovem, tão cheia de planos", lamentou Tatiana, pedindo forças à família.
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Outros amigos próximos, como Anderson Celestino e Joel Silva, também expressaram a dor da despedida. Anderson destacou que Ket "deixou um pedacinho de luz neste mundo", enquanto Joel a descreveu como uma verdadeira irmã de coração, ressaltando a dificuldade coletiva de aceitar a ausência de uma mulher com uma vida inteira pela frente.
Foto: Reprodução Redes Sociais
Fontes consultadas: Jornal A Notícia, Sampi e Redes Sociais.
Síntese da Matéria
🏥 O Caso: Kethiny Alves Caetano, de 34 anos, faleceu após complicações de uma cirurgia ortognática na Santa Casa de Guaratinguetá (SP).
📉 Quadro Clínico: Internada no dia 20 de outubro, a paciente teve falta de oxigenação cerebral e choque refratário, permanecendo na UTI até o óbito no dia 22.
⚖️ Reclamação da Família: A irmã da vítima relatou à polícia que a unidade de saúde não forneceu explicações conclusivas sobre o que causou as complicações.
🚓 Investigação: A Polícia Civil alterou o registro de "morte suspeita" para "homicídio culposo" com o objetivo de aprofundar as apurações, ainda sem apontar culpados formalmente.
🖤 Comoção: Amigos e familiares usaram as redes sociais para prestar homenagens e lamentar a partida inesperada da jovem.
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