Segundo a Polícia Civil, Tuani Maia Nascimento, de 33 anos, havia denunciado violência psicológica e possuía medida protetiva contra o suspeito, que responderá por feminicídio.
Uma mulher de 33 anos, identificada como Tuani Maia Nascimento, foi morta a facadas na manhã deste sábado (1º) dentro de um estabelecimento comercial na Avenida Rui Barbosa, no bairro Alto dos Cajueiros, em Macaé, no Norte Fluminense. O crime, classificado como feminicídio, teve como principal suspeito o ex-companheiro da vítima, preso em flagrante no local.
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De acordo com a Polícia Militar, equipes do 32º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foram acionadas inicialmente para atender a uma ocorrência de lesão corporal. Ao chegarem ao endereço citado, os agentes encontraram policiais da Operação Segurança Presente e uma equipe do Corpo de Bombeiros, que atestaram o óbito de Tuani.
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As investigações iniciais apontam que o agressor atacou a ex-companheira desferindo diversos golpes de faca. Logo após cometer o crime, o suspeito tentou tirar a própria vida, mas foi contido e recebeu os primeiros socorros das equipes de resgate que chegaram ao local da ocorrência.
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O homem foi imediatamente encaminhado pelo Corpo de Bombeiros ao Hospital Público Municipal (HPM) de Macaé. Ele permanece internado na unidade de saúde, recebendo tratamento médico sob constante custódia de agentes da Polícia Militar do estado.
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A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro informou que a principal linha de investigação aponta para motivação passional. O crime teria sido motivado pela inconformidade do suspeito com o término do relacionamento amoroso que mantinha com a vítima.
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O histórico do casal revela que Tuani já vinha sofrendo abusos antes do desfecho fatal. A corporação confirmou que, em junho deste ano, a mulher havia procurado a 123ª Delegacia de Polícia (Macaé) para registrar um boletim de ocorrência denunciando o ex-companheiro por ameaças e grave violência psicológica.
Foto: Reprodução Redes Sociais
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Na ocasião da denúncia, Tuani solicitou medidas protetivas de urgência, que foram rapidamente concedidas pela Justiça para tentar garantir sua segurança e afastar o agressor. Infelizmente, a determinação judicial foi descumprida pelo indivíduo neste fim de semana.
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A perícia técnica foi acionada e realizou os trabalhos de praxe na cena do crime, apreendendo a faca utilizada no ataque para a realização de exames periciais. Os investigadores também estão recolhendo imagens de câmeras de segurança da região para auxiliar na elucidação completa da dinâmica dos fatos.
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O caso segue sob a responsabilidade da 123ª DP (Macaé). As autoridades policiais confirmaram que, assim que receber alta médica, o suspeito será oficialmente transferido para o sistema prisional e responderá judicialmente pelo crime de feminicídio.
Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
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Como pedir ajuda em casos de Violência contra a Mulher
O trágico episódio em Macaé reacende o alerta para a importância da rede de proteção e dos canais de denúncia contra a violência doméstica no Brasil. Especialistas reforçam que romper o ciclo de violência logo nos primeiros sinais de abuso psicológico, controle ou ameaças é fundamental para evitar que os casos cheguem a extremos.
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O principal canal de orientação e denúncia no país é o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher). O serviço é gratuito, funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e garante o anonimato do denunciante, oferecendo escuta qualificada e encaminhamento para a rede de atendimento especializada.
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Em situações de emergência, em que a agressão está ocorrendo no momento ou a vítima corre risco iminente de morte, o canal correto é o número 190 da Polícia Militar. A corporação envia rapidamente uma viatura ao local para interromper o crime, proteger a vítima e efetuar prisões em flagrante.
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Para registrar boletins de ocorrência e solicitar medidas protetivas de urgência, as vítimas devem procurar, preferencialmente, as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs). Nos municípios onde não há uma unidade especializada, qualquer delegacia de Polícia Civil comum está apta e tem o dever legal de registrar o caso.
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Além da atuação policial, as vítimas podem buscar auxílio psicológico, social e jurídico nos Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CEAMs), na Defensoria Pública e no Ministério Público. A legislação brasileira atual estabelece que casos de violência contra a mulher são de ação penal pública incondicionada, o que significa que qualquer pessoa, incluindo vizinhos, amigos e familiares, pode e deve denunciar as agressões, mesmo sem o consentimento direto da vítima.

Foto: Reprodução
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Informações: Inter TV / Tá na Rede RJ
Síntese da Matéria
🚨 O Fato: Tuani Maia Nascimento, de 33 anos, foi morta a facadas pelo ex-companheiro dentro de um estabelecimento comercial no município de Macaé (RJ). O agressor tentou suicídio logo em seguida e foi hospitalizado sob custódia.
📜 Histórico: A vítima já havia denunciado o ex-parceiro por violência psicológica e ameaças em junho deste ano e possuía uma medida protetiva de urgência contra ele.
⚖️ Investigação: O crime está sendo investigado pela 123ª DP (Macaé) como feminicídio, motivado pela não aceitação do fim do relacionamento. A faca usada no crime foi apreendida.
🛡️ Como pedir ajuda: Vítimas e testemunhas de violência doméstica devem acionar a Polícia Militar pelo 190 em emergências ou o Ligue 180 para denúncias anônimas e orientações. As Delegacias da Mulher (DEAMs) e a Defensoria Pública também compõem a rede de proteção.
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