Uma tradicional unidade industrial localizada na zona sul de São Paulo deixará de fabricar materiais de isolamento térmico e acústico após décadas de operação. A medida foi adotada pela empresa responsável pela fábrica em cumprimento a um acordo firmado com órgãos ambientais e o Ministério Público.
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A fábrica pertence à marca Isover, integrante do Grupo Saint-Gobain, multinacional com atuação em diversos países e milhares de colaboradores ao redor do mundo. A unidade é reconhecida pela produção de lã de vidro, material amplamente utilizado na construção civil, na indústria e em projetos de infraestrutura.
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O cronograma definido estabelece o encerramento da fabricação dos produtos e, posteriormente, o desligamento definitivo do forno de fusão de vidro, considerado um dos principais equipamentos do processo industrial.
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Apesar da interrupção da produção, a companhia informou que permanecerá presente no Brasil. O espaço deixará de funcionar como fábrica e passará a operar exclusivamente como centro de distribuição para abastecer o mercado nacional.
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A mudança representa o fim de um importante ciclo industrial em Santo Amaro, bairro que abrigou a operação da empresa durante mais de sete décadas. Ao longo desse período, a fábrica tornou-se referência na produção de soluções para isolamento térmico e acústico.
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O encerramento das atividades produtivas também gera preocupação entre trabalhadores e fornecedores. A expectativa é de que mais de uma centena de empregos diretos seja impactada, além de profissionais que atuam em serviços terceirizados, logística, manutenção e transporte.

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Segundo a empresa, o processo de desativação ocorrerá de forma planejada para reduzir os efeitos sociais da decisão. A companhia afirma que seguirá cumprindo todas as obrigações previstas no acordo firmado com as autoridades.
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Entre as medidas previstas estão ações de monitoramento ambiental, tratamento adequado de resíduos industriais e gerenciamento das áreas que passaram por atividades fabris ao longo dos anos.
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O fechamento da produção acontece após uma série de reclamações apresentadas por moradores da região. Nos últimos anos, a comunidade relatou episódios envolvendo fumaça, odores intensos e ruídos provenientes da operação da fábrica.
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As manifestações da população levaram órgãos ambientais e o Ministério Público a intensificarem o acompanhamento das atividades da unidade, resultando em negociações que culminaram na assinatura do acordo para encerramento da produção industrial.
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Em nota, a empresa destacou que sempre buscou operar em conformidade com a legislação ambiental e afirmou ter investido em melhorias para reduzir impactos à vizinhança, incluindo tecnologias de controle de emissões e programas de comunicação com a comunidade.
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Mesmo assim, a solução negociada definiu que a fabricação seria encerrada, preservando apenas as operações logísticas da companhia no local. A empresa ressalta que continuará atendendo o mercado brasileiro por meio de outras unidades de produção.
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Especialistas observam que decisões desse tipo refletem o desafio de conciliar atividade industrial, exigências ambientais e o crescimento urbano em regiões onde fábricas passaram a dividir espaço com áreas residenciais.
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O futuro da área onde funcionava a produção industrial ainda deverá ser discutido entre a empresa, os órgãos públicos e representantes da comunidade, especialmente em relação à recuperação ambiental e ao uso do imóvel.
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Com a mudança, encerra-se um capítulo importante da história industrial de Santo Amaro. Embora a multinacional mantenha sua atuação no país, a unidade deixa de produzir e passa a desempenhar uma nova função dentro da estratégia logística da empresa, marcando uma transformação significativa para a região e para os trabalhadores envolvidos.
Créditos: Portal Tempo Novo.
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