Créditos: Reportagem Aristides dos Santos/ Informações – imagens: ESPN e Adil Pimenta Júnior
POLILAMININA SURGE COMO LUZ PARA EX-ATLETA DADO COMO TETRAPLÉGICO APÓS ACIDENTE GRAVE
Encontro com cientista, conduzido pela equipe da ESPN, revela limites e possibilidades de tratamento experimental para lesões na medula
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SÃO PAULO / SÃO JOÃO NEPOMUCENO, sexta-feira, 24 de abril de 2026 — O ex-jogador de futebol Adil Pimenta Júnior, natural de São João Nepomuceno, hoje com 60 anos, protagoniza uma história marcada por superação após um grave acidente automobilístico ocorrido em setembro de 2000, que interrompeu sua carreira e o deixou com diagnóstico inicial de tetraplegia.
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Ex-meia-atacante com passagens por grandes clubes do futebol brasileiro, como Corinthians, Cruzeiro, Grêmio e Bahia, Adil atuava pelo Tupi, na segunda divisão do Campeonato Mineiro, quando teve sua trajetória drasticamente interrompida. Na época, aos 35 anos, ele viajava como passageiro ao lado do ex-sogro com destino a Belo Horizonte, quando o veículo colidiu contra uma árvore.
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Foto: ESPN e Adil Pimenta Júnior
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O impacto causou lesões graves nas vértebras C5 e C6, comprometendo os movimentos do pescoço para baixo. Desde então, Adil enfrenta um longo processo de reabilitação. Com esforço contínuo, conseguiu recuperar parcialmente a motricidade dos membros superiores e, atualmente, se locomove com o auxílio de muletas, ainda com limitações.
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Décadas após o acidente, o ex-atleta decidiu buscar novas possibilidades e visitou a pesquisadora , da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), que conduz estudos com a substância polilaminina, um composto experimental voltado à regeneração de lesões na medula espinhal.
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Foto: ESPN e Adil Pimenta Júnior
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A polilaminina é investigada por seu potencial de estimular a reconexão de neurônios lesionados. O tratamento, segundo a pesquisadora, envolve aplicação por meio de procedimento cirúrgico e apresenta melhores perspectivas quando realizado na fase aguda da lesão, ou seja, dentro de até 3 meses após o trauma.
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No entanto, a própria cientista faz um alerta técnico importante: casos como o de Adil, classificados como lesões crônicas — quando já se passaram anos desde o trauma — ainda não possuem respaldo científico para aplicação do tratamento.
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“Temos resultados fortes indicando benefício na fase inicial, no máximo até três meses. Após isso, os dados ainda são frágeis e precisamos de mais estudos”, explicou a pesquisadora.
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Foto: ESPN e Adil Pimenta Júnior
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Os testes realizados até o momento envolveram um grupo reduzido de pacientes. Em 8 casos analisados, 6 apresentaram algum nível de melhora, ainda em fase pré-clínica. Recentemente, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o início da fase clínica da pesquisa, que irá avaliar riscos e possíveis efeitos colaterais da substância.
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Apesar das limitações, o encontro entre Adil e a cientista representa mais do que um avanço científico: simboliza a persistência de quem convive com as consequências de uma lesão severa há mais de duas décadas.
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Mesmo sem indicação imediata para o seu caso, Adil mantém a perspectiva positiva. Para ele, o avanço da ciência já representa uma mudança significativa no cenário de milhões de pessoas que convivem com a mesma condição.
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Foto: ESPN e Adil Pimenta Júnior
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Créditos: Reportagem Aristides dos Santos/ Informações – imagens: ESPN e Adil Pimenta Júnior

Síntese da reportagem
⚽ Atleta: Adil Pimenta Júnior, ex-Corinthians, Cruzeiro, Grêmio e Bahia
🚨 Acidente: ocorrido em 2000, com lesão nas vértebras C5 e C6
🧠 Diagnóstico: tetraplegia, com recuperação parcial dos membros superiores
🔬 Pesquisa: polilaminina, voltada à regeneração da medula
👩🔬 Cientista: Tatiana Sampaio, da UFRJ
⚖️ Ponto-chave: tratamento promissor, porém ainda experimental e restrito à fase inicial da lesão
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