O custo de um deputado federal vai muito além do salário mensal recebido pelo parlamentar. Embora a remuneração seja o valor mais conhecido pela população, manter um gabinete em funcionamento exige recursos destinados à contratação de assessores, deslocamentos, comunicação, aluguel de escritórios e diversas outras despesas ligadas à atividade legislativa. Somados, esses custos podem superar R$ 300 mil mensais por deputado, dependendo da utilização das verbas autorizadas.
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Atualmente, o salário bruto de um deputado federal é de R$ 46.366,19 por mês, mesmo valor pago aos senadores. O subsídio é definido por decreto legislativo e sofre descontos apenas quando há faltas não justificadas às sessões deliberativas do Plenário.
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Além da remuneração, cada parlamentar recebe uma verba de gabinete de até R$ 165.806,07 por mês. Esse recurso não é incorporado ao salário do deputado, mas serve exclusivamente para pagar os vencimentos dos servidores comissionados que trabalham diretamente no gabinete parlamentar.
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Com essa verba, cada deputado pode contratar entre cinco e 25 secretários parlamentares. Os salários variam entre R$ 1.710,83 e R$ 25.958,90, de acordo com a função exercida e a distribuição feita pelo próprio parlamentar dentro do limite orçamentário disponível. Além dos salários, a Câmara paga separadamente encargos como férias, 13º salário, contribuição previdenciária e auxílio-alimentação desses servidores.
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Outra despesa importante é a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), conhecida como cota parlamentar. Trata-se de um valor mensal destinado a custear despesas relacionadas ao exercício do mandato, como passagens aéreas, aluguel de veículos, combustível, contas de telefone, serviços postais, hospedagem, alimentação em viagens oficiais, manutenção de escritórios políticos nos estados, consultorias, divulgação da atividade parlamentar e acesso à internet.
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O valor da cota parlamentar varia conforme o estado representado pelo deputado. Estados mais distantes de Brasília possuem limites maiores devido aos custos de deslocamento. Em média, a CEAP varia entre aproximadamente R$ 36 mil e mais de R$ 52 mil por mês, dependendo da unidade da Federação.
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Os deputados também têm direito à moradia funcional em Brasília. A Câmara mantém 447 apartamentos funcionais destinados aos parlamentares. Quem opta por não ocupar um desses imóveis pode solicitar um auxílio-moradia de R$ 4.253,00 mensais. Caso o aluguel seja superior a esse valor, a diferença ainda pode ser paga com recursos da cota parlamentar, dentro do limite permitido.

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Nas viagens realizadas em missão oficial, os parlamentares recebem diárias para cobrir despesas com alimentação e hospedagem. Atualmente, a diária nacional é de R$ 842,00. Em viagens internacionais, o valor é de US$ 391 para países da América do Sul e US$ 428 para os demais destinos, além das passagens custeadas pela Câmara quando autorizadas.
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Somando apenas o salário bruto (R$ 46.366,19), a verba de gabinete (R$ 165.806,07), uma cota parlamentar média de aproximadamente R$ 45 mil e o auxílio-moradia (R$ 4.253,00), o custo potencial de um mandato já ultrapassa R$ 261 mil por mês. Quando são considerados encargos trabalhistas dos assessores, diárias, passagens aéreas, manutenção dos apartamentos funcionais, estrutura administrativa da Câmara e demais despesas institucionais, especialistas estimam que o custo mensal efetivo de um deputado pode superar R$ 300 mil.
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Como a Câmara possui 513 deputados federais, apenas a verba de gabinete representa um limite anual superior a R$ 1 bilhão. Em 2025, os gastos efetivamente realizados com essa verba chegaram a R$ 777,7 milhões, segundo dados oficiais da Casa.
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A cota parlamentar também movimenta cifras expressivas. Em 2025, as despesas dos deputados com a CEAP ultrapassaram R$ 220 milhões, utilizadas principalmente para custear deslocamentos, comunicação institucional, aluguel de veículos, escritórios políticos e divulgação da atividade parlamentar.
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Embora esses números frequentemente gerem críticas da população, a Câmara dos Deputados ressalta que grande parte desses recursos não constitui remuneração pessoal dos parlamentares, mas sim verbas destinadas à manutenção da estrutura necessária para o exercício das funções legislativas e de fiscalização do Poder Executivo.
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Todos os gastos precisam obedecer às normas internas da Câmara e são fiscalizados por sistemas de controle. Despesas reembolsáveis exigem apresentação de notas fiscais, recibos e demais documentos comprobatórios, enquanto diversos pagamentos são realizados diretamente pela administração da Casa.
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Além das verbas individuais dos deputados, o orçamento da Câmara dos Deputados também cobre despesas com servidores efetivos, segurança, tecnologia da informação, manutenção dos prédios, energia elétrica, limpeza, funcionamento das comissões, transmissões da TV Câmara, consultorias legislativas, biblioteca, gráfica, serviços médicos e demais áreas de apoio ao Poder Legislativo. Esses custos não são contabilizados individualmente para cada parlamentar, mas fazem parte da estrutura necessária ao funcionamento do Congresso Nacional.
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Com a divulgação detalhada dos gastos no Portal da Transparência da Câmara, qualquer cidadão pode acompanhar quanto cada deputado recebe, quanto gasta e como utiliza os recursos públicos destinados ao mandato. A disponibilização dessas informações tornou-se um dos principais instrumentos de controle social sobre o uso do dinheiro público e de fiscalização da atuação dos representantes eleitos.
Créditos: ICL Notícias.
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