Abalo sísmico de magnitude 2,1 ocorreu na tarde do sábado (20) e foi analisado pelo Centro de Sismologia da USP; evento não causou danos materiais ou feridos.
Um tremor de terra de magnitude 2,1 na escala Richter foi registrado na tarde do sábado, 20 de junho, nas proximidades do município de Piúma, localizado no Litoral Sul do Espírito Santo. O abalo sísmico ocorreu por volta das 14h12, no horário de Brasília, e ativou os sistemas de monitoramento da região.
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O fenômeno foi detectado pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado tecnicamente pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). Moradores de Piúma, de áreas vizinhas em Anchieta e de alguns bairros de Guarapari relataram ter sentido leves vibrações em suas residências no momento.
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Apesar do susto e dos relatos de vibração em estruturas, as autoridades locais e os órgãos de Defesa Civil confirmaram que não houve registro de pessoas feridas, desalojadas ou de danos estruturais em imóveis. Segundo os especialistas da USP, o evento foi de baixa intensidade e os dados preliminares ainda podem passar por revisões técnicas complementares.
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Este foi o primeiro tremor de terra oficialmente identificado no território capixaba em quase cinco anos. O último registro de atividade sísmica no Espírito Santo havia ocorrido em julho de 2021, quando um abalo menor, de magnitude 1,4, foi detectado pelas estações de monitoramento no município de Pancas, na região Noroeste do estado.
Foto: Reprodução
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Espírito Santo registras 40 terremotos em 250 anos de observação
Com o novo registro, o sismo de Piúma entra para o catálogo do Laboratório de Neotectônica e Sismologia (Lanesi) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). A instituição contabiliza mais de 40 terremotos históricos documentados no estado em pouco mais de 250 anos de observação, cujo primeiro registro oficial data do ano de 1767.
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De acordo com a geóloga e coordenadora do Lanesi, Luiza Bricalli, tremores de baixa magnitude são relativamente frequentes no Brasil e ocorrem devido às pressões geológicas naturais sobre a crosta terrestre. A especialista explica que, mesmo em áreas tectonicamente estáveis no interior da Placa Sul-Americana, estruturas antigas acumulam tensões e liberam energia.
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O histórico recente do estado demonstra que esses fenômenos, embora esporádicos, fazem parte da dinâmica local. No ano de 2020, moradores da Grande Vitória relataram vibrações decorrentes de um sismo com epicentro no bairro Maruípe, na capital; no mesmo período, as estações registraram atividades semelhantes em Ecoporanga e no litoral.
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Contudo, a história geológica capixaba guarda eventos de proporções muito maiores. Há 71 anos, em 28 de fevereiro de 1955, o Espírito Santo foi palco daquele que é considerado o quarto maior terremoto da história do Brasil, registrando uma magnitude de 6,1 na escala Richter.
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Aquele grande abalo ocorreu no Oceano Atlântico, a aproximadamente 300 quilômetros de distância da linha de costa capixaba. Apesar da distância do continente, a energia liberada foi forte o suficiente para balançar prédios e assustar gravemente a população de Vitória, Vila Velha, Cariacica, Guarapari e Colatina.
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Arquivos da imprensa da época, como as edições do jornal A Gazeta de março de 1955, relatam que o tremor ocorreu por volta das 22h e provocou pânico generalizado. Moradores correram para as ruas após testemunharem paredes vibrando, objetos se movendo dentro das residências e vidros de janelas se quebrando com o impacto das ondas de choque.
Foto: Reprodução A Gazeta
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Relatos históricos do repórter José Luiz Holzmeister descrevem que as redações de jornal foram inundadas de ligações de cidadãos assustados. Testemunhas que estavam próximas às praias chegaram a relatar o surgimento de uma fresta de luz ou uma espécie de bola de fogo alaranjada no horizonte do mar logo após o abalo.
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Naquela mesma noite, autoridades políticas também testemunharam a força da natureza na capital. O então vereador Raulino Gonçalves declarou à imprensa da época que as portas e janelas de seu gabinete tremeram intensamente, enquanto objetos de trabalho, como réguas e lápis, movimentavam-se sozinhos sobre as mesas.
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O maior terremoto já documentado em solo brasileiro ocorreu apenas um mês antes do evento capixaba, em janeiro de 1955, no estado de Mato Grosso, alcançando a magnitude estimada de 6,2. Sismos dessa magnitude permanecem como exceções extremas no histórico do país, que é majoritariamente marcado por microtremores de terra.
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Especialistas reforçam que o episódio em Piúma reforça a importância da manutenção e expansão da Rede Sismográfica Brasileira, coordenada pelo Observatório Nacional. O monitoramento contínuo permite mapear as falhas geológicas ativas e compreender o comportamento das pressões internas da Terra, garantindo dados científicos precisos para o estado.
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Informações: Guarapari Acontece / Folha Vitória / Guia Miraí / A Gazeta
📝 Síntese: Tremor de terra é registrado em Piúma e sentido em cidades do Litoral Sul do ES
🌐 O Fenômeno: Um abalo sísmico de magnitude 2,1 na escala Richter foi registrado na tarde de sábado, 20 de junho, próximo ao município de Piúma (ES). O tremor ocorreu às 14h12 e foi detectado pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR).
🏙️ Cidades Afetadas: Além de Piúma, moradores de Anchieta e de alguns bairros de Guarapari relataram ter sentido leves vibrações em suas residências. A Defesa Civil confirmou que não houve feridos ou danos materiais.
⏳ Hiato de Cinco Anos: Este foi o primeiro sismo registrado no Espírito Santo desde julho de 2021, quando o município de Pancas registrou um abalo de magnitude 1,4.
📊 Histórico e Geologia: O estado soma mais de 40 terremotos documentados em 250 anos de observação (desde 1767). Segundo a geóloga Luiza Bricalli (Ufes), tremores de baixa intensidade são comuns no Brasil devido à liberação de energia em falhas geológicas antigas, mesmo no interior de uma placa tectônica estável.
🌊 O Grande Sismo de 1955: O texto relembra que o maior abalo associado ao Espírito Santo ocorreu em 28 de fevereiro de 1955. Com magnitude de 6,1 e epicentro no Oceano Atlântico (a 300 km da costa), o tremor quebrou vidros, moveu objetos e causou pânico em Vitória, Vila Velha, Cariacica, Guarapari e Colatina.
🔍 Importância do Monitoramento: Especialistas reforçam que eventos como o de Piúma destacam a necessidade do monitoramento contínuo da RSBR para mapear falhas geológicas ativas e compreender as pressões na crosta terrestre.
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