Depoimentos chocaram equipes médicas e policiais; Justiça converteu flagrante em prisão preventiva. (Veja o vídeo no final da matéria).
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu um casal acusado de asfixiar e enterrar o próprio filho recém-nascido na cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O crime, marcado pela frieza dos suspeitos durante os depoimentos e pela recusa da maternidade, chocou as equipes médicas e as autoridades policiais envolvidas no caso.
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A Justiça do Estado do Rio de Janeiro decretou na última terça-feira, 28 de julho, a prisão preventiva de Larissa Monteiro da Costa, de 22 anos, e Bruno Lucas Ribeiro da Silva, de 29 anos. Ambos responderão criminalmente na Justiça sob a acusação de homicídio qualificado contra o próprio filho.
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A trágica ocorrência começou a ser desvendada na manhã de sábado, 25 de julho, quando a jovem deu entrada na emergência do Hospital Adão Pereira Nunes. Ela apresentava um quadro de sangramento intenso, indicativo de pós-parto, mas chegou à unidade de saúde sem apresentar o bebê.
Foto: Reprodução
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Durante o atendimento inicial, a técnica de enfermagem responsável pela triagem e acolhimento notou a presença da placenta ainda aderida ao útero da jovem. A condição clínica atestada no exame físico era compatível com uma gestação já em estágio avançado, estimada entre 38 e 39 semanas. Diante da evidência incontestável, a paciente foi imediatamente transferida para o setor especializado de obstetrícia.
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Ao ser questionada seguidas vezes pelos profissionais de saúde sobre a gravidez e o paradeiro da criança, a mãe optou por manter o silêncio e não forneceu explicações. A situação só começou a ser esclarecida quando o pai do bebê, que acompanhava a companheira, quebrou o silêncio e confessou à equipe médica que o recém-nascido havia sido enterrado.
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A partir dessa grave revelação, a Polícia Militar foi imediatamente acionada pela direção do hospital para intervir no caso. Por meio de uma chamada de vídeo, já com a presença e orientação de um policial, um tio do recém-nascido foi instruído sobre a localização exata da cova improvisada e resgatou a vítima.
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O familiar levou o bebê às pressas para o Hospital Adão Pereira Nunes. A criança chegou enrolada em uma camisa preta e escondida dentro de um saco plástico. Assim que a vítima deu entrada, uma equipe composta por uma médica, uma enfermeira e uma técnica de enfermagem iniciou manobras intensas de ressuscitação, mas a criança já se encontrava sem sinais vitais.
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A análise clínica preliminar realizada no corpo do menino não apontou deformidades congênitas ou erupções que pudessem justificar o óbito por causas naturais. No entanto, foram encontrados restos de terra e sangue coagulado no cordão umbilical, reforçando as evidências materiais do enterro clandestino e indicando uma morte recente. O Instituto Médico Legal (IML) ficou responsável pela necropsia.
Foto: Reprodução
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Em seus depoimentos prestados à Polícia Civil, colhidos enquanto Larissa ainda recebia atendimento médico, o casal confessou a autoria do assassinato, embora tenha apresentado algumas contradições sobre a dinâmica. Bruno revelou que o parto ocorreu por volta das 4h30 da madrugada de sábado, de forma precária, sobre um pedaço de papelão no quintal da casa da avó da namorada. O cordão umbilical foi cortado com uma tesoura.
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A jovem relatou aos investigadores que havia chegado do trabalho na sexta-feira sentindo fortes dores. Ela afirmou ter pedido analgésicos ao namorado, percebendo apenas algum tempo depois que já estava em trabalho de parto ativo. Segundo Larissa, a criança nasceu com vida, saudável e chorando muito.
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A motivação relatada para o crime hediondo, segundo a própria mãe, foi o fato de a gravidez ser indesejada e mantida em segredo. "Tinha deixado bem claro que eu não queria o neném. Ele disse que também não queria", declarou a mulher, afirmando que a decisão de ceifar a vida do filho ocorreu em comum acordo.
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O depoimento formal aponta que Larissa asfixiou a criança sozinha, enquanto pedia para o companheiro resolver a situação. Bruno alegou perante o delegado ter ficado paralisado no momento da execução. "Na hora que ela fez, eu fiquei em choque, eu não consegui fazer nada, eu não consegui falar, eu não consegui nem mexer", disse o pai. Relatos apontam que a mulher chegou a ofendê-lo, chamando-o de "frouxo" por sua postura passiva.
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O delegado Túlio Pelosi, titular da delegacia de Campos Elíseos e responsável pela investigação, determinou a prisão em flagrante de ambos logo após a confissão. O relatório final da investigação destacou a frieza extrema da mãe, ressaltando que ela agiu de forma consciente e objetiva, sem demonstrar arrependimento ou culpa, e que não apresentava qualquer indício de quadro psiquiátrico de depressão pós-parto.
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A ausência de remorso e a frieza da mãe ficaram ainda mais evidentes no ambiente hospitalar. Ao ser questionada pela equipe médica se gostaria de ver o corpo do bebê morto para uma despedida, a jovem recusou terminantemente e reiterou de forma ríspida que nunca desejara ter aquela criança.
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Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
Informações: Veja Rio / Estadão
Síntese da Matéria
🚨 O Fato: Um casal foi preso e teve a prisão preventiva decretada após confessar ter asfixiado e enterrado o filho recém-nascido.
📍 Onde e Quando: O caso ocorreu em Duque de Caxias (RJ). A prisão em flagrante ocorreu no sábado, 25 de julho, e a prisão preventiva foi decretada na terça-feira, 28 de julho de 2026.
🏥 Descoberta: O crime foi descoberto após a mãe, de 22 anos, dar entrada no Hospital Adão Pereira Nunes com sangramento intenso pós-parto, mas sem o bebê. O pai, de 29 anos, confessou o enterro.
⚖️ Desfecho: O casal foi indiciado por homicídio qualificado. Segundo as autoridades, a mãe agiu de forma consciente, fria e alegou que não desejava a criança, sem apresentar indícios de depressão pós-parto.
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