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Vídeo: La Niña terminou, mas El Niño ainda não começou

Vamos ter um Super El Niño?

A situação atual é de neutralidade na porção central e leste do oceano Pacífico Equatorial e que deve persistir até o fim de abril. Até julho de 2026, a previsão é de 61% de que comece um El Niño e persista até pelo menos o final de 2026.

A última atualização da situação do oceano Pacífico Equatorial divulgada pela NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica), dos Estados Unidos, em 13 de abril de 2026, considerou que o fenômeno La Niña terminou, mas um novo episódio El Niño ainda não foi iniciado.

 

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Tecnicamente a temperatura média da porção central e leste do Pacífico Equatorial, região que abrange a costa do Peru e onde se monitora a variação da temperatura para definir os fenômenos El Niño e La Niña, está numa situação de neutralidade. Isto significa que, neste momento, a combinação dos padrões de vento, de temperatura e de precipitação nesta região não correspondem aos critérios técnicos necessários para definir um El Niño e nem um La Niña.

Imagem da notícia La Niña terminou, mas El Niño ainda não começou

Foto: ClimaTempo

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Clínica 27 de Abril

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Temperatura média atual no Pacífico Equatorial 
Desde o início de janeiro de 2026, a maior parte do Pacífico Equatorial começou a parar de esfriar. No início de fevereiro de 2026, a TSM (temperatura da superfície da água do mar) começou a ficar acima da média no extremo leste do Pacífico Equatorial. Desde março de 2026, a água com temperatura acima da média vem se deslocando para leste, avançando pela costa do Peru em direção à região central do Pacífico Equatorial.

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Nas últimas quatro semanas, segundo o boletim da NOAA, a temperatura da superfície do mar (TSM), nas diversas regiões do Pacífico Equatorial monitoradas estiveram próximas ou abaixo da média nas porções centro-leste e no extremo oeste e acima da média a oeste da Linha Internacional de Data e no extremo leste do Pacífico Equatorial.

As últimas variações semanais da TSM foram

  • Niño 4: 0,2ºC
  • Niño 3,4: -0,3ºC
  • Niño 3: -0,2ºC
  • Niño 1+2: 1,0ºC
Regiões no oceano Pacífico Equatorial de monitoramento dos fenômenos El Niño e La Niña

Foto: ClimaTempo

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Quando o El Niño vai começar? 
O conjunto de critérios técnicos que definem o modo térmico do oceano Pacífico Equatorial indica que atualmente, em meados de abril de 2026, a situação é de neutralidade. Isto quer dizer que nem o La Niña e nem o El Niño estão presentes. As temperaturas da superfície do mar (TSM) equatoriais estão próximas ou abaixo da média na porção central e leste do oceano Pacífico Equatorial.

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A previsão da NOAA é de que há 80% de chance de que as condições de neutralidade persistam pelo restante de abril até junho de 2026. 
Em maio ou julho de 2026, a previsão é de 61% de que comece um El Niño e persista até pelo menos o final de 2026.

Probabilidade de ocorrência de El Niño (barra vermelha), de La Niña (barra azul) e de neutralidade (barra cinza)

Foto: ClimaTempo

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Qual a previsão da força do El Niño 2026? 
As simulações climáticas de médio e longo prazo, dos principais centros mundiais de monitoramento do clima global, concordam que um novo episódio do fenômeno El Niño deve se desenvolver e influenciar o clima no planeta Terra no segundo semestre de 2026. Porém, a força deste novo El Niño ainda é incerta.

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A previsão da NOAA, no boletim divulgado em 13 de abril de 2026, é de que de novembro de 2026 a janeiro de 2027, há chances quase iguais (25%) de um El Niño muito forte, forte ou moderado. A chance de manutenção do modo neutralidade no Pacífico Equatorial é baixa, de quase 1 em 10 chances.

Atualização da previsão da intensidade do fenômeno ENSO - El Niño/Oscilação Sul, em abril de 2026

Foto: ClimaTempo

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Na avaliação da Climatempo, o El Niño de 2026 tem potencial para ser forte a muito forte, com intensidade comparável ao El Niño observado no ano de 2023.

O monitoramento climático a longo prazo da Climatempo já trabalha com a ideia da influência deste fenômeno no inverno, na primavera e em pelo menos parte do próximo verão no Brasil. 
Historicamente o aumento da chuva sobre o Sul do Brasil é mais preocupante na primavera, que já é uma estação quando normalmente se observam eventos de chuva intensos e até extremos nesta região.

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O que é o índice RONI? 
A sigla RONI (Relative Oceanic Niño Index), ou Índice Niño Oceânico Relativo, é o novo método de medição da temperatura da água do oceano Pacífico Equatorial criado pelo CPC/NOAA (Centro de Previsão Climática da NOAA, nos Estados Unidos). Ele começou a ser usado em fevereiro de 2026 e substitui o ONI (Oceanic Niño Index). 
O RONI é a principal medida para monitorar, avaliar e prever episódios dos fenômenos El Niño e La Niña. Este índice ajuda a situar os eventos atuais em uma perspectiva histórica. 

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O RONI representa os desvios da temperatura da superfície do mar (TSM) em relação à média na região Niño 3.4 (5ºN-5ºS, 120º-170ºW), subtraindo-se os desvios da TSM da média tropical (20ºS-20ºN). A variância é ajustada para corresponder à variância do índice Niño 3.4 original. Uma média móvel de três meses é aplicada ao índice. Os dados de temperatura da superfície do mar (TSM) são baseados em um conjunto de análises históricas homogêneas de TSM aprimoradas.

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RONI de El Niño e de La Niña

  • O El Niño é caracterizado por um RONI positivo, maior ou igual a +0,5ºC;
  • La Niña é caracterizado por um RONI negativo, menor ou igual a -0,5ºC;

De acordo com os padrões históricos, para ser classificado como um episódio completo de El Niño ou La Niña, esses limiares devem ser excedidos por um período de pelo menos 5 temporadas consecutivas sobrepostas de 3 meses. O CPC considera que as condições de El Niño ou La Niña ocorrem quando os desvios relativos mensais do Niño3.4 atingem ou excedem +/- 0,5ºC, juntamente com características atmosféricas consistentes. Além disso, é preciso que haja previsão de que essas anomalias persistem pelos 3 meses seguintes a partir da constatação de um índice de El Niño ou La Niña.

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Mundo das Utilidades

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O valor RONI mais recente, calculado para o período de janeiro a março de 2026 é de -0,7ºC.

Confira o RONI trimestral desde o período centrado em janeiro de 2014 até o trimestre centrado em fevereiro de 2026. Os retângulos em vermelho representam El Niño, em azul, La Niña e o cinza significa neutralidade.

Índice RONI calculado para o trismestre centrado em janeiro de 2014 até o trimestre centrado em fevereiro de 2026.

Foto: ClimaTempo

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Possíveis impactos do El Niño no Brasil 
Historicamente o El Niño reduz as precipitações em áreas do Norte do Nordeste do Brasil e aumenta a frequência e o volume de chuva sobre a região Sul, especialmente sobre o Rio Grande do Sul. 
Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, o maior impacto do El Niño é o aumento da irregularidade das precipitações na primavera e no verão e aumento do calor, com períodos prolongados de temperaturas acima do normal.

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Maior risco de ondas de calor 
Uma das maiores preocupações em relação aos impactos do El Niño no Brasil é o maior risco de ondas de calor. Os períodos prolongados com temperaturas acima do normal podem acontecer em qualquer estação do ano, mas os impactos negativos para a população são maiores na primavera e no verão quando as temperaturas naturalmente já estão em processo de elevação.

Alguns efeitos prováveis do El Niño no Brasil

  • aumento da chuva no Sul, especialmente sobre o Rio Grande do Sul;
  • maior risco de chuva extrema no Sul do Brasil, especialmente na primavera e no verão;
  • maior risco de ondas de calor, que poderão ocorrer várias vezes no segundo semestre de 2026;
  • mais dias com umidade do ar muito baixa na primavera;
  • aumento dos problemas de saúde provocados pelo calor, especialmente em crianças e pessoas idosas;
  • risco de atraso no início do próximo período úmido do Sudeste e do Centro-Oeste;
  • aumento do risco de alastramento de focos de fogo na primavera;
  • aumento do consumo de energia elétrica por causa do aumento do calor; 
     

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Preço Fixo Utilidades

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Os 3 modos do Pacífico Equatorial 
Em relação à temperatura da superfície do mar, o oceano Pacífico Equatorial pode estar no modo El Niño, no modo La Niña ou em situação de neutralidade. El Niño e La Niña são fenômenos cíclicos de interação oceânica-atmosférica. Ambos ocorrem no oceano Pacífico Equatorial, na costa do Peru, e um é o oposto do outro.

Várias alterações na atmosfera e no mar precisam ser observadas ao mesmo tempo para que se tenha realmente um El Niño ou um La Niña. As mudanças no padrão de temperatura da água do mar na porção central e leste do Pacífico Equatorial é uma das alterações principais, mas não é a única.

Regiões no oceano Pacífico Equatorial de monitoramento dos fenômenos El Niño e La Niña

Foto: ClimaTempo

Modo El Niño: é caracterizado pelo aquecimento da água do Pacífico Equatorial na costa peruana (Niño 3,4) em pelo menos 0,5°C acima da temperatura média normal, por pelo menos três trimestres consecutivos, e a previsão é de continuidade de temperatura acima da média nos meses seguintes 
Modo La Niña: é caracterizado pelo resfriamento da água do Pacífico Equatorial na costa peruana (Niño 3,4) em pelo menos 0,5°C abaixo da temperatura média normal, por pelo menos três trimestres consecutivos, e a previsão é de continuidade de temperatura abaixo da média nos meses seguintes 
Modo neutro: quando nenhuma das duas condições acima são verificadas, dizemos que o Pacífico Equatorial está em situação de neutralidade.

Veja o vídeo:

Vídeo: Reprodução Redes Sociais

Informações: ClimaTempo / Josélia Pegorim


A Palavra Morde no Portal

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