Autor confesso do homicídio contou aos policiais que apanhou na noite anterior ao crime e voltou no dia seguinte para matá-lo por vingança; decapitação ocorreu com Dantinho imobilizado e vivo
Dante Brito Michelini, de 76 anos, foi decapitado em vida. A informação foi divulgada pela Polícia Civil em coletiva de imprensa na tarde da quarta-feira (11 de fevereiro), horas após o encontro da cabeça do empresário, que era mais conhecido como Dantinho. O membro foi localizado oito dias após a descoberta do corpo, em um sítio na localidade de Meaípe, em Guarapari. Ele tinha sinais de mutilação.
Foto: Reprodução
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"Ele foi morto no dia 19 (de janeiro) e descobrimos o corpo no dia 3 (de fevereiro). A putrefação é grande, mas podemos afirmar que ele sofreu muito. Teve a cabeça cortada. E ele (autor) fez coisas antes que pode se comparar a tortura", destacou o chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegado Fabrício Dutra.
Segundo a polícia, a morte, com requintes de crueldade, foi uma espécie de vingança. O assassino, de 28 anos, já preso, narrou ter invadido o sítio de Dante Michelini para dormir, mas foi descoberto, expulso e agredido com golpes de madeira. Essa agressão fez com que virasse alvo de chacota de outros criminosos, que contaram que ele tinha apanhado de um “Jack” (gíria para estuprador).
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Com raiva por ter sido alvo de deboche, o assassino de Michelini retornou pela mata e, mais tarde, ficou à espera de o empresário sair do imóvel, momento em que o atacou, lutou com ele, torturou e cortou a cabeça do idoso.
Dantinho era de uma influente família do Espírito Santo no início dos anos 1970, quando foi denunciado pelo Ministério Público à Justiça pelo desaparecimento, estupro e morte de Araceli Cabrera Crespo, de 8 anos. Na década de 1990, foi absolvido sob a justificativa de falta de provas.
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Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
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Entenda o caso (FIM TRÁGICO): Absolvido no Caso Araceli é Encontrado Decapitado e Carbonizado em Sítio de Guarapari
Dante de Brito Michelini, de 76 anos, foi assassinado na terça-feira (03). Irmão de Araceli quebra o silêncio e fala em "justiça divina" após 53 anos do crime que chocou o país. (Veja o vídeo no final da matéria).
Um crime brutal registrado na terça-feira (03 de fevereiro) em Meaípe, zona rural de Guarapari, trouxe à tona memórias de um dos episódios mais sombrios da história policial brasileira. O corpo encontrado decapitado e carbonizado em um sítio da região foi identificado por familiares como sendo de Dante de Brito Michelini, de 76 anos.
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Dante era uma figura conhecida por ter sido um dos acusados — e posteriormente absolvido — no processo sobre o assassinato da menina Araceli Cabrera Crespo, ocorrido em 1973. O caso permanece, até hoje, como um símbolo da impunidade e da violência contra a criança no Brasil.
Foto: Reprodução / TV Gazeta
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A Cena do Crime
A descoberta do corpo ocorreu após uma testemunha estranhar a ausência do proprietário e notar sinais de destruição na propriedade. Ao verificar o local, encontrou o corpo dentro de uma estrutura incendiada.
Um irmão de Dante esteve no sítio e confirmou a identidade da vítima. No entanto, a Polícia Civil do Espírito Santo adota cautela e informou que a identificação técnica oficial só será atestada após a conclusão dos exames de DNA.
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O caso é tratado como homicídio. Até a última atualização desta reportagem, a cabeça da vítima não havia sido localizada pelos investigadores.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
"A justiça dos homens falhou", diz irmão de Araceli
A notícia da morte violenta de Dante repercutiu imediatamente junto à família de Araceli. Carlos Cabrera Crespo, irmão da menina, manifestou-se sobre o ocorrido, relembrando a dor de um processo judicial que, segundo ele, foi marcado por falhas e negligência.
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Para Carlos, que hoje vive fora do país, a morte de Dante evoca um sentimento misto de desabafo e resignação.
"O que dizer? Um crime mal investigado na época. A justiça dos homens falhou. Só queria que meus pais estivessem vivos para ver. Deus deixou esta pessoa viver bastante tempo para ele sofrer na consciência dele o mal que ele fez. Se é que ele tinha consciência", declarou Carlos.
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Carlos reforçou a convicção da família na culpa dos acusados da época, criticando a falta de perícia em locais cruciais, como o carro onde a irmã teria sido transportada e drogada. "Um crime mal investigado onde não fizeram sequer, ao que me consta, perícia em vários locais", pontuou.
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Foto: Reprodução / TV Gazeta
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Histórico
O Caso Araceli ocorreu há quase 53 anos. A menina foi sequestrada, drogada, estuprada e morta. Na época, Dante de Brito Michelini foi levado a julgamento, que acabou anulado. No segundo julgamento, o caso foi arquivado por falta de provas.
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Dante pertencia a uma das famílias mais tradicionais e influentes do Espírito Santo; seu avô, que levava o mesmo nome, batiza uma das principais avenidas da capital, Vitória.
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Dante de Barros Michelini foi um dos acusados pela morte da menina Araceli Cabrera Crespo, em 1973, no Espírito Santo. Foto: Reprodução / TV Gazeta
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Irmão de Araceli — Foto: Arquivo Pessoal/ Carlos Cabrera Crespo
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Foto: Reprodução / TV Gazeta
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Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
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Algumas informações: A Gazeta ES / TV Gazeta / ES em Foco
📝 Síntese da Matéria
🚨 O Crime: Dante de Brito Michelini (76 anos) foi encontrado morto, decapitado e carbonizado em seu sítio em Guarapari na terça-feira (03/02).
⚖️ Passado: Dante foi absolvido no histórico caso da menina Araceli (1973).
🕵️ Investigação: A polícia trata como homicídio e busca a cabeça da vítima; confirmação oficial depende de DNA.
🗣️ Repercussão: Carlos Cabrera, irmão de Araceli, declarou que a "justiça dos homens falhou" e viu o desfecho como uma forma de justiça divina.
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