O frango é uma das proteínas mais consumidas no Brasil, mas, quando armazenado ou preparado de forma inadequada, pode representar um importante risco à saúde intestinal. A presença de microrganismos patogênicos pode provocar infecções que variam de quadros leves de gastroenterite a complicações mais graves em crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade.
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Entre os principais agentes envolvidos estão as bactérias *Salmonella* e *Campylobacter*, frequentemente associadas a surtos de doenças transmitidas por alimentos. Em alguns casos, carnes contaminadas também podem carregar parasitas capazes de desencadear processos inflamatórios no trato gastrointestinal.
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Após a ingestão de alimentos contaminados, os sintomas podem surgir em poucas horas ou alguns dias, dependendo do agente infeccioso.
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Os sinais mais comuns incluem diarreia, dor abdominal, cólicas, náuseas, vômitos e febre.
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Quando a infecção é intensa ou prolongada, o intestino pode sofrer alterações que comprometem temporariamente sua capacidade de absorver nutrientes e manter o equilíbrio da microbiota intestinal.

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A microbiota, formada por trilhões de microrganismos benéficos, exerce papel importante na digestão, na produção de vitaminas e no funcionamento do sistema imunológico. Alterações nesse ecossistema podem favorecer inflamações e aumentar a vulnerabilidade a novos desequilíbrios.
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Especialistas destacam que a melhor estratégia continua sendo a prevenção. A compra de carnes em estabelecimentos confiáveis e a manutenção da cadeia de refrigeração reduzem significativamente o risco de proliferação de bactérias.
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Durante o preparo, é fundamental evitar a chamada contaminação cruzada. Facas, tábuas e utensílios utilizados no frango cru devem ser higienizados antes de entrar em contato com outros alimentos, especialmente aqueles consumidos crus.
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Outra recomendação importante é cozinhar completamente a carne. O interior do frango deve atingir temperatura suficiente para eliminar microrganismos potencialmente perigosos, sem deixar partes cruas ou malpassadas.
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Também não é recomendado lavar o frango cru na pia. Essa prática pode espalhar gotículas contaminadas para superfícies, utensílios e outros alimentos, aumentando o risco de transmissão de bactérias na cozinha.
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Além dos cuidados com a segurança alimentar, manter hábitos que favoreçam uma microbiota equilibrada pode contribuir para a saúde intestinal de forma geral.
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Alimentação rica em fibras, hidratação adequada e estilo de vida saudável estão entre as principais recomendações.
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Pesquisas também investigam compostos naturais presentes em plantas aromáticas, como os bioativos do orégano , entre eles o carvacrol e o timol, por sua atividade antimicrobiana em estudos laboratoriais. No entanto, esses compostos não substituem medidas de higiene, preparo adequado dos alimentos ou tratamentos médicos quando necessários.
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Caso os sintomas persistam por mais de alguns dias, sejam intensos ou venham acompanhados de febre alta, sangue nas fezes ou sinais de desidratação, a orientação é procurar atendimento médico para diagnóstico e tratamento adequados.
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A prevenção continua sendo a principal ferramenta para reduzir casos de infecção alimentar. Cuidados simples no armazenamento, no preparo e no consumo do frango podem fazer diferença na proteção da saúde intestinal. Quem busca melhorar a saúde do intestino também pode se beneficiar de uma avaliação individualizada, já que alterações da microbiota e do funcionamento intestinal podem ter diferentes causas e exigir abordagens específicas. O acompanhamento de um profissional de saúde é fundamental para definir a melhor estratégia para cada pessoa.
Créditos: A gazeta.
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