O uso cada vez mais frequente de celulares, tablets e outros dispositivos eletrônicos por crianças tem despertado preocupação entre profissionais da saúde. Especialistas afirmam que o excesso de tempo diante das telas pode comprometer o desenvolvimento físico, emocional, cognitivo e social, especialmente nos primeiros anos de vida.
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Em 2025, hospitais e profissionais relataram um aumento no número de crianças entre cinco e sete anos que precisaram de atendimento especializado e, em alguns casos, internação ou intervenção psiquiátrica devido aos efeitos do uso excessivo de dispositivos digitais. Entre os sintomas observados estão ansiedade, irritabilidade, alterações no sono e dificuldade de interação social.
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Segundo especialistas, o problema costuma se desenvolver de forma silenciosa. Muitas famílias recorrem aos aparelhos eletrônicos para entreter as crianças durante a rotina diária, sem perceber que o uso prolongado pode provocar prejuízos ao desenvolvimento neurológico e emocional.
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Os efeitos mais comuns incluem atrasos na fala, dificuldade de concentração, redução da capacidade de aprendizagem, alterações de comportamento e perda de interesse por brincadeiras, atividades físicas e interação com outras pessoas.
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Outro problema recorrente é o comprometimento do sono. A exposição prolongada à luz emitida pelas telas pode dificultar a produção de melatonina, hormônio responsável pela regulação do ciclo do sono, provocando noites mal dormidas, irritabilidade e cansaço ao longo do dia.
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Especialistas também chamam atenção para o chamado esgotamento digital infantil. O excesso de estímulos oferecidos por vídeos, jogos e redes sociais pode gerar dependência, fazendo com que algumas crianças apresentem crises de choro, agressividade e ansiedade quando são afastadas dos aparelhos eletrônicos.
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Além dos impactos emocionais, estudos apontam que o uso exagerado de telas pode interferir no desenvolvimento da linguagem, da coordenação motora e das habilidades sociais, especialmente durante a primeira infância, período considerado fundamental para a formação do cérebro.

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Em alguns casos, os comportamentos provocados pelo excesso de telas podem até se assemelhar aos observados em crianças com transtornos do neurodesenvolvimento, o que exige avaliação criteriosa de profissionais para evitar diagnósticos equivocados.
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Diante desse cenário, órgãos de saúde reforçam a necessidade de estabelecer limites para o uso de dispositivos eletrônicos. As orientações variam conforme a idade da criança e destacam a importância da supervisão constante dos pais ou responsáveis.
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A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que crianças menores de dois anos não sejam expostas às telas. Entre dois e cinco anos, o tempo deve ser limitado a, no máximo, uma hora por dia, sempre com acompanhamento de um adulto.
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Especialistas ressaltam que a tecnologia não precisa ser eliminada da rotina familiar, mas utilizada de forma equilibrada. O conteúdo acessado, o tempo de exposição e a participação dos responsáveis fazem diferença para reduzir os riscos associados ao uso dos dispositivos.
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Como alternativa às telas, profissionais recomendam incentivar brincadeiras ao ar livre, leitura, atividades artísticas, jogos de tabuleiro e momentos de convivência em família. Essas experiências contribuem para o desenvolvimento da criatividade, da linguagem e das habilidades socioemocionais.

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Em março de 2025, o Governo Federal lançou o guia "Crianças, Adolescentes e Telas", elaborado em parceria com diferentes ministérios. O documento reúne recomendações para promover o uso saudável das tecnologias digitais e orientar famílias, educadores e profissionais da saúde.
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Pesquisas também mostram que o acesso à internet na primeira infância vem crescendo no Brasil, tornando ainda mais importante a conscientização sobre os limites e os cuidados necessários para preservar o desenvolvimento infantil.
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Para especialistas, o desafio não está em proibir o uso da tecnologia, mas em encontrar equilíbrio. Com acompanhamento familiar, limites claros e incentivo às atividades presenciais, é possível aproveitar os benefícios dos recursos digitais sem comprometer o desenvolvimento saudável das crianças.
Créditos: G1.globo.com.
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