Lecanemabe, aprovado pela Anvisa, será disponibilizado a partir do final de junho e é indicado para fases iniciais do Alzheimer, atuando na progressão da doença.
O Brasil deve começar a disponibilizar, no final de junho de 2026, um novo medicamento para o tratamento da doença de Alzheimer: o lecanemabe, conhecido comercialmente como Leqembi, após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
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A chegada do medicamento ao país é considerada um marco na neurologia, já que representa uma das primeiras terapias com ação direta sobre mecanismos biológicos associados à progressão do Alzheimer.
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O fármaco é indicado para pacientes em estágio inicial da doença, especialmente aqueles com comprometimento cognitivo leve ou demência leve, desde que haja confirmação da presença de placas de beta-amiloide no cérebro.
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Essas placas são proteínas que se acumulam no sistema nervoso e estão associadas à degeneração progressiva dos neurônios, característica central do Alzheimer.
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O lecanemabe é um anticorpo monoclonal que atua justamente na redução dessas placas, buscando retardar o avanço dos sintomas cognitivos.

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A administração do medicamento é feita por infusão intravenosa periódica, realizada em ambiente clínico e com acompanhamento médico especializado.
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Estudos clínicos internacionais apontam que o uso contínuo pode desacelerar a progressão da doença em pacientes selecionados, especialmente quando iniciado nas fases iniciais.
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A aprovação pela Anvisa levou em consideração dados de pesquisas que demonstraram benefício clínico em relação à evolução do declínio cognitivo, embora o medicamento não represente uma cura.
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O lecanemabe já havia sido aprovado em países como Estados Unidos e Japão antes de chegar ao mercado brasileiro, onde sua incorporação amplia as opções terapêuticas disponíveis.
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Desenvolvido pelas farmacêuticas Eisai e Biogen, o medicamento integra uma nova geração de terapias que atuam diretamente na biologia da doença, e não apenas no controle dos sintomas.

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Especialistas ressaltam que a indicação exige critérios rigorosos, incluindo exames específicos para confirmar o diagnóstico biológico do Alzheimer.
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Além disso, o tratamento requer monitoramento contínuo, já que terapias dessa classe podem apresentar efeitos adversos que precisam ser acompanhados de perto.
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A chegada do lecanemabe também reforça a importância do diagnóstico precoce, uma vez que sua eficácia está mais associada às fases iniciais da doença.
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No Brasil, a expectativa é que a chegada do medicamento no fim de junho represente um novo capítulo no enfrentamento do Alzheimer, ampliando possibilidades de tratamento e estimulando avanços na detecção precoce.
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Créditos: Jornal USP.
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