Um emocionante encontro de gerações da música mineira será realizado, no sábado, 28 de outubro, com a abertura do ‘Circuito Sons de Minas 2023’, na Casa de Leitura Lya Maria Müller Botelho, em Leopoldina. Patrocinado pela Energisa, o circuito será realizado em formato híbrido com shows presenciais em Leopoldina, Muriaé e Cataguases com entrada franca.
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Para abrir a noite de sábado (28 de outubro), Nara Pinheiro (voz/flautas) e Marcio Guelber (violão/sanfona/teclados) apresentam um show autoral, mostrando a versatilidade do duo como instrumentistas-compositores, que se destacam na cena da música mineira contemporânea.
Nara é vencedora do prêmio BDMG Instrumental, realizando seu show no CCBB de Belo Horizonte e SESC São Paulo. Marcio foi premiado pela Bienal Brasileira de Música Contemporânea, da Funarte e estreou sua obra na Sala Cecilia Meireles, no Rio de Janeiro.
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Em seguida, sobe ao palco o grupo mineiro ‘Tata Chama e a Inflamáveis’, independente de música brasileira e experimental, que mostra seu caráter coletivo e identidade plural, permitindo que suas canções transitem entre os diversos ritmos da música latino-americana, misturando elementos sintéticos e orgânicos para construir uma música universal, mas que, ao mesmo tempo, grita Minas Gerais.
A banda apresenta o show Fogo-Fátuo, baseado no álbum homônimo lançado em 2022, e é composta por: Alice Santiago - Vocal e Violão, Daniela Zorzal - Baixo elétrico, Eduardo Yroxe - Percussão e Vocal, Chico Cabral - Percussão e Pads eletrônicos, Pedro Brum - Guitarra e voz, Sarah Vieira - Vocal e Flauta transversa e Tata Rocha, Vocal e Teclado.
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Fechando a noite um dos mais respeitados grupos instrumentais brasileiros: ‘Dudu Lima Trio’ com Leandro Scio e Caetano Brasil, convidando o maestro, pianista e compositor mineiro de formação erudita, regente e arranjador, Wagner Tiso, celebrando 60 anos de carreira do artista que faz parte da história da MPB.
Tiso é um dos maiores nomes de sua geração, autor de grandes clássicos como ‘Coração de Estudante’, composto em parceria com Milton Nascimento, com quem lançou na década de 70 o lendário álbum ‘Clube da Esquina’, eleito em 2022 o maior álbum brasileiro de todos os tempos dentro de uma vastíssima obra.
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O trio é formado por Dudu Lima, reconhecido pela crítica especializada como um dos maiores instrumentistas brasileiros na atualidade, virtuose contrabaixista, arranjador e compositor mineiro, com 21 álbuns lançados em 35 anos de carreira, entre eles o icônico ‘Tamarear - Milton Nascimento & Dudu Lima Trio’.
Leandro Scio, baterista e percussionista mineiro, integra há mais de trinta anos o Dudu Lima Trio, entre shows e gravações do grupo com grandes nomes da música brasileira e internacional.
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Mestre das baquetas leva sua categoria e sutileza musical, aos mais nobres palcos do país do exterior. Caetano Brasil, clarinetista, saxofonista e compositor mineiro, é um dos mais expressivos nomes da nova geração da música instrumental mineira.
Sua trajetória vem sendo reconhecida nacionalmente com premiações como melhor instrumentista no BDMG Instrumental, e internacionalmente, com a indicação para o Grammy Latino 2020, na categoria Melhor Álbum Instrumental com Cartografias.
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Os shows serão gravados e disponibilizados na plataforma do YouTube, ultrapassando assim o limite das nossas montanhas e levando para o mundo, em sua versão digital a qualidade e excelência da música mineira, mesclando nomes consagrados com novos talentos da cena contemporânea.
“A Energisa tem um compromisso forte com a cultura, apoiando as diversas manifestações culturais produzidas em sua área de atuação. Esta é mais uma iniciativa que mostra que demonstra o nosso o propósito de valorizar os artistas brasileiros e reforçar o engajamento com as populações atendidas. Estamos orgulhosos do que estamos construindo na área cultural”, comentou Eduardo Mantovani, diretor-presidente da Energisa Minas Rio.
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Antes do show no sábado, Dudu Lima Trio e Leandro Scio farão um workshop no Conservatório Estadual de Música Lia Salgado, em Leopoldina. Será nesta sexta, 27, às 14h, com entrada gratuita.
O Circuito Sons de Minas - 3ª Edição tem o patrocínio da Energisa, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, sendo produzido por Gravatás Arte & Cultura, Amanita Produções Culturais e Filomena Toledo, com apoio cultural da Fundação Ormeo Junqueira Botelho, Instituto Energisa, Minas Tower e Rádio Cidade 104,3 FM, e realização Governo de Minas Gerais - Governo Diferente - Estado Eficiente.

Foto: Divulgação
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Serviço
Data: 28 de outubro de 2023 (Sábado)
Horário: 19h
Local: Casa de Leitura Lya Maria Müller Botelho, que fica na Rua José Peres, 04 – Centro – Leopoldina
Entrada gratuita com classificação livre: controle de lotação por ordem de chegada, limitada a capacidade do espaço de 230 lugares.
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E vem mais por aí: no dia 18 de novembro, o Circuito Sons de Minas chega a Muriaé, no Teatro Municipal Belmira Vilas Boas, e no dia 07 de dezembro em Cataguases, no Anfiteatro Ivan Müller Botelho - Museu da Energisa.
Algumas informações: Comunicação Social Energisa
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Wagner Tiso

Foto: Reprodução
Wagner Tiso Veiga é um artista completo. Ao longo de seus 60 anos de carreira, o pianista, regente, compositor e arranjador, foi um dos responsáveis pela criação do Clube da Esquina, tocou e orquestrou para mais de 150 intérpretes diferentes, dentre eles, todos os grandes nomes da música popular brasileira, se apresentou em quase todos os países do mundo e hoje, possui uma obra com mais de 30 álbuns, inúmeras trilhas para cinema, TV e teatro, 2 peças sinfônicas completas e quase 200 arranjos musicais.
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Nascido na cidade mineira de Três Pontas em 12 de dezembro de 1945, de família com origens ciganas do Leste Europeu, Wagner é filho de um bancário e de uma professora de piano, onde teve o primeiro contato com a música. Ainda criança, conheceu Milton Nascimento, fizeram juntos os estudos do acordeom e suas primeiras descobertas musicais, mudaram-se para Alfenas, e fortaleceram uma amizade que se mantém até hoje.
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Iniciou sua carreira em 1958 no grupo W’s Boys, um conjunto que animaria os bailes da cidade, composto por Waltinho, Wilson, Wanderley e Milton Nascimento (que se apresentava como Wilton). Na década de 60 participou dos grupos Sambacana, os conjuntos de Edison Machado e Paulo Moura, e Berimbau Trio. Nesse período Wagner e Milton conheceram Marilton Borges e sua família, formando o embrião do Clube da Esquina, um dos maiores movimentos musicais do país, em que Tiso tocou órgão, piano, e arranjou músicas.
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Em 1969, fez o arranjo e compôs Matança do porco, para a trilha sonora de Os deuses e os mortos, filme de Ruy Guerra, que representou o Brasil no Festival Internacional de Berlim. Além dele, mais de 30 filmes receberam suas trilhas, como Chico Rei (1984), O Boto (1987) e A ostra e o vento (1997), ambos de Walter Lima Júnior, Jango (1989), de Silvio Tendler, onde o tema do filme foi letrado por Milton Nascimento e se transformou na música hino das Diretas Já, Coração de Estudante, e O Guarani (1995), de Norma Bengell.
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Na década de 70 criou, juntamente com Robertinho Silva, Tavito, Luis Alves, Laudir de Oliveira e Zé Rodrix, a banda de rock progressivo, Som Imaginário, tocando nos shows e gravações de Milton Nascimento. Em 1972, arranjou e orquestrou os discos Clube da Esquina e O Milagre dos peixes, de Milton Nascimento. Foi eleito, pela crítica especializada, o Melhor Arranjador de 1974 e de 1975. Em 1977 gravou seu primeiro disco solo, Wagner Tiso, com composições próprias, além de 2 músicas em parceria com Nivaldo Ornellas, e vocais de Milton Nascimento e da esplendorosa Maria Lúcia Godói.
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Wagner, ao longo da sua vida, morou em vários países, onde também fez participações musicais com diversos artistas e orquestras sinfônicas locais. Gravou 3 discos na Suíça, e em 1974, participou da gravação do LP Flora Purim em Montreux, no mesmo país. Também gravou Native dancer, de Wayne Shorter, em Los Angeles. Morou na Espanha entre 1988 e 1989 e, em Portugal, por inúmeras vezes entre 1972 e 2000. Tocou com o Quinteto de Cello por toda Europa, como Dinamarca, Alemanha, Paris, etc.
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Em 1979, lançou o LP Assim seja, produzido por Milton Nascimento, e nos anos 80 foram diversas gravações lançadas. O LP Trem mineiro (1980), Todas as teclas (1983), LP com César Camargo Mariano, o LP Coração de Estudante (1985), com participação de Milton Nascimento, o LP Os Pássaros (1985), Branco & preto/Preto & branco (1986), a coletânea Giselle (1986) e, com João Carlos Assis Brasil e Ney Matogrosso, gravou o LP A Floresta do Amazonas – Villa-Lobos (1987). Ainda em 1983, participou da Noite Brasileira, no Festival de Montreux, ao lado de Alceu Valença e Milton Nascimento, que resultou em um disco.
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No final da década ainda lançou os LPs Manú Çaruê – Uma aventura holística (1988), com texto de Geraldo Carneiro e participações de Cazuza e Ritche, e Cine Brasil (1989). O show foi gravado ao vivo e lançado em LP. Os anos 90 também foram de intensa produção, com seis trabalhos lançados, entre eles o disco Wagner Tiso – Profissão: Música (1992), contendo apenas clássicos de outros autores, como Brasileirinho (Waldir Azevedo), Por causa de você (Tom Jobim e Dolores Duran) e Na Baixa do Sapateiro (Ary Barroso).
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Lançou com Milton Nascimento, em 1999 o disco Debussy e Fauré com o Rio Cello Ensemble. O disco foi distribuído em bancas de jornal, acompanhado de uma revista contendo fotos e dados sobre sua trajetória artística. Em 2000, lança o CD Tom Jobim Villa-Lobos, também com o Rio Cello Ensemble. Em 2002 gravou com Zé Renato o CD Memorial, homenagem a Juscelino Kubitschek, e no ano seguinte o CD Tocar. Em 2004, lançou o CD Cenas Brasileiras, ao lado da Orquestra Petrobrás Pró-Música (OPPM), dirigida por Roberto Tibiriçá e gravada, ao vivo, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
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Em 2005, comemorando 60 anos de vida e 45 de carreira, voltou ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro com o show Um Som Imaginário, com uma banda formada por Itamar Assiére, Lula Galvão, Sérgio Barrozo, André Boxexa e Mingo Araújo, e também pela Orquestra Petrobras Sinfônica, tendo como regente convidado Carlos Prazeres, dividindo sua regência com Wagner. Participaram do espetáculo Milton Nascimento, Gal Costa, Cauby Peixoto, Paulo Moura, Uakti, Toninho Horta, Nivaldo Ornelas, Robertinho Silva, Luiz Alves, Victor Biglione, Tizumba e Guarda de Moçambique do Divino.
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Lançou, em 2006, o CD e DVD Um Som Imaginário, registro ao vivo do espetáculo realizado no ano anterior. Já em 2007 foi a vez da coleção de quatro CDs intitulada Da sanfona à Sinfônica – Wagner Tiso 40 anos de arranjos, traçando um panorama da música Brasileira a partir da remasterização de gravações originais de suas orquestrações realizadas em 40 anos de trajetória. Lançou, em 2009, o CD Samba e Jazz – Um Século de Música, O disco contou com a participação de Nicolas Krassik (violino), Hermeto Pascoal (flauta), Nivaldo Ornelas (sax), Hamilton de Holanda (bandolim), Paulo Moura (clarinete) e Victor Biglione (guitarra), entre outros.
Em 2011, lançou o CD Outras canções de cinema, com composições de sua autoria em duo com Márcio Malard. Também compôs 2 peças sinfônicas completas, American nights, se apresentando junto às orquestras sinfônicas de Salvador e do Espírito Santo, e Cenas Brasileiras, que estreou no Theatro Municipal e já foi apresentada em diversas cidades do país. Também, o grupo O Som Imaginário retornou aos palcos, com formação diferente da original, com Wagner Tiso, Robertinho Silva, Tavito, Nivaldo Ornelas, Luiz Alves e Victor Biglione, novo integrante do sexteto, se apresentando, inclusive, em 2012 na Virada Cultural de Belo Horizonte, e na tradicional Virada Cultural de São Paulo.
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Em 2014 entre outras apresentações, Wagner fez concerto com Antônio Zambujo e participou da Turnê “Uma Travessia” que comemorou a atividade musical os 51 anos de atividade musical de Milton Nascimento, com participação dos companheiros do Clube da Esquina. Também, se apresentou no Festival Internacional de Jazz e Bossa de Santa Teresa ao lado da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo e, junto com o cantor e compositor Tunai subiram ao palco da Caixa Cultural São Paulo para apresentar pela primeira vez o show Saudade da Elis.
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Entre 2015 e 2016, Wagner Tiso se apresenta com Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) e inaugurou a “Casa Wagner Tiso Jazz Club” no Porto da Barra em Búzios, Região dos Lagos do Rio, onde reuniu grandes nomes da música e novos talentos. Além da dedicação à casa de shows, tocou com Orquestra Camerata Sesi, e o violoncelista tcheco Jan Zalud e seguiu se apresentando pelo Brasil e fazendo arranjos.
Dentre os diversos prêmios que o maestro já conquistou, se destacam o Prêmio da Ordem dos Músicos do Brasil, o Troféu Villa Lobos de melhor LP instrumental em 1994, melhor música original em 1987 pelo Rio Cine Festival, o prêmio de melhor música Golden Metais em 1991, prêmio Cineclube do Banco do Brasil de melhor trilha sonora em 1994, melhor música de longa metragem do Festival de Gramado em 2004 e, Festival Ibero-americano de cinema para melhor trilha sonora original em 2008.
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Desde 2016, Wagner tem se apresentado em diversos formatos de shows, como regente convidado; em show solo, onde faz uma homenagem aos maiores compositores brasileiros; em duo ou trio com Victor Biglione e Marcio Malard, com músicas desde Villa Lobos, passando pela MPB e diversos chorinhos; também com Quarteto ou Octeto de Cello, apresentando desde clássicos populares a Debussy e Fauré; com a banda Som Imaginário, e as músicas que fizeram sucesso; com diversas orquestras dentro e fora do Brasil, apresentando suas 2 peças e arranjos variados e; ao lado de Tunai, com o show Saudade da Elis, onde se apresentou em quase todo o país, com diversas participações especiais.
Em 2018 realizou o primeiro Festival Internacional de Piano Solo – FIPS em Belo Horizonte com apresentações de vários pianistas renomados e premiação para os artistas revelação. Esta lançando seu primeiro Songbook, e criou ao lado de sua produtora Mariana Lisboa, o Instituto Wagner Tiso. O instituto nasce da vontade de compartilhar o conhecimento adquirido ao longo dos 60 anos de carreira do maestro Wagner Tiso, com interesse de compartilhar seu vasto conhecimento, não tendo a pretensão de erguer uma sede suntuosa para receber seus alunos, o maestro/compositor/arranjador/pianista decidiu unir-se a projetos sociais já estabelecidos, fortalecendo assim iniciativas sociais que nos dias de hoje são de suma importância na construção de oportunidades de carreiras solidas para jovens de baixa renda. Como a musica é o que nos representa, neste inicio de trabalho estamos nos associando a dois grandes projetos sociais, são eles: “Cidade dos Meninos Sa o Vicente de Paulo” e “Projeto Valores de Minas”.
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