Saúde mental no trabalho: quando o cansaço vira burnout
O corpo vai trabalhar, mas a mente já pediu demissão.
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Nem todo cansaço passa com descanso. Há um tipo de exaustão que se acumula em silêncio, dia após dia, até transformar o trabalho — antes fonte de sustento e sentido — em peso.
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É quando acordar já cansa. Quando cumprir tarefas exige esforço dobrado. Quando a vontade some, mas a obrigação permanece. Esse estado tem nome: burnout. E ele não escolhe profissão, cargo ou salário.
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Durante muito tempo, o cansaço foi tratado como parte natural do trabalho. “Todo mundo está cansado”, “é só uma fase”, “descansa no fim de semana”. O problema é quando esse cansaço deixa de ser passageiro e passa a morar na rotina. É aí que entra o burnout — um esgotamento que não se resolve apenas com uma noite de sono.
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Mas afinal, o que é burnout?
Não é preguiça, não é falta de força de vontade e não é “drama”.
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Burnout é o esgotamento físico e emocional causado pelo trabalho. É quando a pessoa se sente exausta o tempo todo, perde o prazer pelo que faz e começa a se sentir incapaz, mesmo dando o seu máximo. Pode acontecer com o trabalhador braçal, com o professor, com a enfermeira, com o gerente ou com o empresário. O cargo muda, mas o desgaste é o mesmo.
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Pressão, metas e o medo constante de falhar
Ambientes de trabalho cada vez mais acelerados cobram produtividade sem pausa. Metas que não param de subir, prazos curtos, cobranças constantes e o medo de errar criam um estado permanente de alerta.
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O corpo até aguenta por um tempo, mas a mente cobra a conta. Quando trabalhar vira sinônimo de sobreviver à pressão, o adoecimento começa a se instalar.
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👉 Matéria sobre estado de alerta — fala sobre sobrecarga prolongada e sintomas que surgem quando o corpo opera em modo de tensão constante:
https://www.passaportedesaude.com.br/saude-mental-em-alerta-como-a-sobrecarga-prolongada-esta-adoecendo-os-brasileiro/
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Os sinais silenciosos
O burnout raramente chega de forma escandalosa. Ele costuma se anunciar aos poucos: irritação fora do normal, falta de paciência, dores de cabeça frequentes, insônia, cansaço extremo logo pela manhã, sensação de vazio, lapsos de memória e dificuldade de concentração.
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Muitas pessoas continuam indo ao trabalho, cumprindo tarefas, mas por dentro estão esgotadas. É um sofrimento silencioso, muitas vezes invisível para quem está ao redor.
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Como estabelecer limites possíveis
Falar em limites não é falar em abandono de responsabilidades, mas em preservação. Pequenas atitudes fazem diferença: respeitar horários de descanso, evitar levar trabalho para todos os momentos da vida, aprender a dizer “não” quando algo ultrapassa o que é possível, buscar apoio — seja de colegas, da liderança ou de um profissional de saúde. Empresas também têm um papel fundamental: ambientes mais humanos, com diálogo e metas realistas, protegem pessoas e resultados.
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Cuidar da saúde mental no trabalho não é luxo, é necessidade. Quando o cansaço vira burnout, o prejuízo não é só individual — ele afeta famílias, equipes e toda a sociedade. Entre a mente e a rotina, é preciso construir um caminho onde trabalhar não signifique adoecer.
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Lei nº 14.831 de 27 de março de 2024:
🔗 Texto completo da Lei nº 14.831/2024 (publicado no site oficial da Câmara dos Deputados) — institui o certificado às empresas que adotarem práticas de promoção da saúde mental no trabalho:
👉 https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2024/lei-14831-27-marco-2024-795429-publicacaooriginal-pl.html
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Busque ajuda!
Burnout não é sinal de fraqueza. É sinal de excesso. Excesso de cobrança, de pressão, de silêncio sobre o que dói.
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Estabelecer limites possíveis não significa desistir do trabalho, mas preservar a própria saúde para continuar vivendo — e não apenas funcionando.
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Talvez o primeiro passo não seja produzir mais, mas escutar o que o corpo e o cansaço estão tentando alertar.
Entre a mente e a rotina, cuidar de si não é pausa injustificada. É condição para seguir.
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Elizan Coradine - Terapeuta
Psicanalista - CRTHBR - 13346
Transformo dores em força 🧠
Constelação Familiar | Análise Corporal | Palestras
https://www.instagram.com/elizancoradine.terapeuta

Foto: Arquivo Pessoal
Algumas Informações: Elizan Coradine
📝 Síntese da Matéria
🧠 O que é Burnout: O texto, assinado pela terapeuta Elizan Coradine, define o Burnout não como "drama" ou preguiça, mas como um esgotamento físico e emocional acumulado onde o trabalho — antes fonte de sentido — se transforma em um peso insustentável.
🚩 Sinais Silenciosos: Diferente do cansaço comum que passa com descanso, o Burnout se instala na rotina através de sintomas como irritação, insônia, dores de cabeça, falhas de memória e sensação de incapacidade, atingindo qualquer profissional, do operário ao gerente.
⚙️ Causas: A síndrome é alimentada por ambientes acelerados, metas crescentes e o medo constante de falhar, criando um estado de tensão que a mente não suporta indefinidamente.
🛡️ Limites e Apoio: A autora defende que estabelecer limites (respeitar o descanso, saber dizer "não") é um ato de preservação, não de desistência. O texto reforça que o Burnout é sinal de excesso, não de fraqueza, e que buscar ajuda profissional é essencial.
⚖️ Legislação: É citada a Lei nº 14.831/2024, que institui um certificado para empresas que adotam práticas de promoção da saúde mental, reforçando o papel das organizações na prevenção do adoecimento.
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