Foi lançado oficialmente o livro "Santinha de Leopoldina: Legado e Fé" e a exibição do documentário "Santinha de Leopoldina", obras dedicadas à vida de Madre Vicenta Guilarte Alonso (1885–1960). O evento aconteceu na noite desta sexta-feira, 23 de outubro de 2026, na Catedral de São Sebastião, em Leopoldina (MG), que recebeu um público que misturava gerações: senhoras que foram alunas do Colégio Imaculada Conceição, devotos que aprenderam a rezar pedindo a intercessão da "Santinha", autoridades eclesiásticas e civis, e moradores que chegaram atraídos pela história que a cidade conta há décadas.
A cerimônia, conduzida por Alexandre Méscolin, começou com os discursos da jornalista Marcia Vaz Barbosa, autora das duas obras; Iano Almeida, da Associação Cultural Sons da Mata; o padre Wallace Andrade Teixeira, cura da Catedral de São Sebastião. Coube ao padre Wallace abrir o evento com a saudação e a bênção inicial.
O público então se acomodou para assistir ao documentário, que reconstrói em imagens e depoimentos a trajetória da religiosa espanhola que chegou a Leopoldina em 1927 e aqui permaneceu até sua morte, em 1960, atuando como porteira do Colégio Imaculada Conceição. A noite terminou com uma sessão de autógrafos, quando a fila de leitores se formou diante da mesa da autora.
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"O exemplo é para todo o mundo"
Marcia Vaz Barbosa definiu o sentido do que via naquela noite. "A Santinha de Leopoldina agora pertence ao mundo. O seu exemplo é para todo o mundo — o seu exemplo de caridade, de bondade, de grandeza espiritual", afirmou a jornalista, que relatou ter ouvido de leitores, durante a sessão de autógrafos, o compromisso de rezar pedindo a intercessão da religiosa.
"Eu já atingi o meu objetivo, que foi divulgar. E a gente vai continuar divulgando a história dessa pessoa que morou 33 anos em Leopoldina e é a primeira pessoa que tem vínculo com Leopoldina que tem um processo de canonização", disse.
Segundo a autora, o processo de canonização de Madre Vicenta foi iniciado em 1992 e resultou, em 20 de junho de 2024, na declaração de suas virtudes heroicas pelo Papa Francisco, que a tornou Venerável — etapa que antecede a beatificação.
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Para o padre Wallace Andrade Teixeira, a noite marcou uma retomada. "Foi uma alegria para nós e para a nossa cidade de Leopoldina essa retomada de divulgação, de conhecimento e até mesmo de devoção à Madre Vicenta, que é a nossa Santinha de Leopoldina", disse o cura da Catedral, que convidou o público a conhecer a religiosa de perto.
"Eu te convido a visitá-la na Catedral, rezar pedindo a ela a graça, para que cada vez mais nós tenhamos esse carinho com a Madre Vicenta e, de fato, um dia ela chegue às honras dos altares", afirmou.
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Representando a Associação Cultural Sons da Mata, Iano Almeida situou o projeto no campo da valorização da história local. "Para nós é muito importante valorizar a nossa história local, trazer para a nossa cidade um reconhecimento sagrado e projetar Leopoldina para outros lugares da nossa região, do país e até para fora dele", declarou.
Presente ao evento, representantes do Sicredi reafirmaram o apoio à iniciativa. "Para a gente é muito importante esse apoio cultural, principalmente na comunidade onde a gente está a atuar. Isso fortalece e é o espírito do cooperativismo", afirmou o gerente do Sicredi de Leopoldina Pâmero Fonseca Furtado, que destacou a relevância de a população conhecer "um pouco mais da cultura de Leopoldina" e a trajetória da religiosa.
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Quem foi Madre Vicenta
Nascida na Espanha em 1885, Vicenta Guilarte Alonso ingressou na Congregação das Filhas de Jesus e chegou a Leopoldina em 1927. No Colégio Imaculada Conceição, exerceu as funções de vice-priora e porteira — e foi justamente nessa última que construiu a fama que atravessou gerações.
Conhecida como "a santinha do colégio", destacou-se pela piedade, pela humildade e pelo acolhimento que oferecia às alunas e a todos que buscavam suas orações.
Seus restos mortais estão guardados na Catedral de São Sebastião, onde recebeu, na noite desta sexta-feira, mais uma vez, a visita dos leopoldinenses.
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Ficha técnica
O livro e o documentário são de autoria da jornalista Márcia Vaz Barbosa, com ilustrações de Luciano Baía Meneghite e filmagem e edição de João Gabriel Baía Meneghite.
A obra é uma realização da Prefeitura Municipal de Leopoldina e da Associação Cultural Sons da Mata, com produção da I8 Produções, comunicação da Márcia Vaz Comunicação e Cultura e apoio cultural do Sicredi, da Sol e Neve e da Diocese de Leopoldina.
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Foto: Divulgação
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