Beatriz Vitória, de 27 anos, foi encontrada em uma cova rasa após 12 dias desaparecida. Polícia Civil aponta premeditação no crime; ex-namorado e atual companheira estão presos preventivamente.
A despedida da vendedora Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, vítima de um assassinato brutal na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi marcada pela dor e por severas restrições de tempo. A família da jovem teve apenas 30 minutos para realizar o velório na tarde da sexta-feira (23 de outubro), no Cemitério Municipal de Jaboticatubas.
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A limitação drástica do tempo de homenagem fúnebre foi imposta pelas condições críticas em que o corpo foi resgatado pelas equipes de perícia. Segundo Maxwell Mota, irmão da vítima, a impossibilidade de uma cerimônia tradicional decorre do estado avançado de decomposição aliado à ação de substâncias corrosivas utilizadas pelos criminosos.
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Os responsáveis pela morte teriam despejado uma grande quantidade de soda cáustica sobre o cadáver na tentativa de acelerar a degradação e ocultar vestígios. Esse fator químico inviabilizou completamente a realização da tanatopraxia — técnica de conservação, higienização e preparação de corpos para velórios —, obrigando as autoridades a recomendarem o sepultamento imediato.
Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota. Foto: Reprodução
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A emboscada e os dias de desaparecimento
Conhecida carinhosamente como Bia, a jovem estava desaparecida desde a noite de 9 de outubro. O sumiço ocorreu após ela sair de um bar onde confraternizava com amigos na área urbana de Jaboticatubas.
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As investigações da Polícia Civil apontam que, ao deixar o estabelecimento, Beatriz recebeu uma ligação telefônica e caminhou até um veículo. No interior do carro estavam o seu ex-namorado, a atual companheira dele e uma adolescente de 15 anos. A partir do momento em que entrou no automóvel, a vendedora não foi mais vista com vida.
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Durante 12 dias de intensa angústia, familiares e moradores da cidade se organizaram em mutirões de busca. A prima da vítima, Mayra Eduarda Pereira de Souza, relatou que as diligências informais da comunidade ocorriam de forma ininterrupta, vasculhando áreas afastadas de madrugada, de dia e à tarde.
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O desfecho trágico ocorreu apenas na quarta-feira (21), quando o corpo foi finalmente localizado em uma cova rasa na zona rural conhecida como Terra dos Portugueses. A adolescente de 15 anos que estava no veículo, tratada pelas autoridades policiais como testemunha, foi fundamental para guiar os investigadores com precisão até a cena de ocultação do cadáver.
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Indícios de premeditação e possível gravidez
A Polícia Civil de Minas Gerais trata o caso como um feminicídio com indícios contundentes de planejamento antecipado. Os levantamentos periciais na Terra dos Portugueses revelaram que a cova já havia sido escavada na mata antes mesmo de Beatriz e dos suspeitos chegarem ao local na noite do crime.
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O ex-namorado da vítima, Samuel Castro Melo, de 18 anos, e a atual namorada dele, Carla Luíza da Silva, de 23 anos, foram presos sob suspeita de autoria do assassinato e ocultação do cadáver. Na quinta-feira (22), o Poder Judiciário converteu a prisão do casal em preventiva, mantendo-os detidos enquanto os aparelhos celulares apreendidos passam por devassa cibernética para confirmar se a motivação está atrelada a ciúmes e conflitos anteriores.
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Um elemento que agrava o contorno do inquérito é a suspeita de que a vítima estivesse gestante. Dias antes de desaparecer, Beatriz confidenciou à família que desconfiava de uma gravidez. A Polícia Civil esclareceu que ainda aguarda laudos complementares do Instituto Médico-Legal (IML) para confirmar ou descartar oficialmente a gestação no momento da morte.
Marisa, mãe de Beatriz Vitória. Foto: Reprodução
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O perfil da vítima e o clamor por justiça
O assassinato chocou a cidade e interrompeu a trajetória de uma mulher descrita em uníssono como alegre e prestativa. Beatriz morava com a mãe, Marisa Pereira Neves, que criou as três filhas sozinha e mantinha uma relação de extrema proximidade e parceria com a jovem.
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No convívio social, Bia era conhecida pelo cuidado constante com o bem-estar alheio. A empreendedora Andreza Nayad Moreira, amiga íntima da vítima, recorda a rotina de troca de áudios diários e o hábito de Beatriz de elevar a autoestima das pessoas ao seu redor, sempre enviando elogios afetuosos.
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Para o irmão Maxwell, a memória que prevalecerá será a da irmã que animava os encontros familiares com descontração, brincadeiras e música. Ele também pontuou aos investigadores que o relacionamento anterior da jovem com Samuel já era marcado por histórico de brigas e episódios de violência.
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Diante do tempo exíguo para a última despedida e da crueldade dos métodos empregados no crime, a família concentra suas forças no pedido por punição rigorosa. O sentimento compartilhado por todos é o de que a instrução do processo não deixe lacunas, garantindo que os envolvidos não saiam impunes.
Os suspeitos do crime são o ex-namorado de Beatriz, Samuel Castro Melo, de 18 anos, e a atual namorada dele, Carla Luiza da Silva, de 23. Foto: Reprodução
Algumas Informações: Portal Chico Sabe Tudo / G1 Minas Gerais
Síntese da Matéria
⚰️ Despedida Rápida: O velório de Beatriz Vitória (27 anos) durou apenas 30 minutos em Jaboticatubas (MG).
🧪 Ação Química: O uso de soda cáustica pelos criminosos inviabilizou a técnica de conservação do cadáver (tanatopraxia).
🔍 Descoberta: Após 12 dias sumida, a vítima foi encontrada em uma cova na zona rural que, segundo a perícia, já estava aberta antes da chegada dela, indicando premeditação.
🔗 Prisões: O ex-namorado, Samuel Castro Melo (18), e a atual dele, Carla Luíza da Silva (23), estão presos preventivamente. Uma adolescente de 15 anos auxiliou a polícia a achar o corpo.
🤰 Agravante: Há a suspeita, levantada pela própria vítima dias antes de sumir, de que ela pudesse estar grávida. O fato depende de exames oficiais do IML.
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