Operação Abre-te, Sésamo, deflagrada na manhã da quinta-feira (15), cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. Ação mira esquema criminoso envolvendo agentes de segurança pública.
Quatro policiais civis foram alvos de mandados de prisão preventiva na manhã da quinta-feira (15 de outubro), em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. As prisões ocorreram durante a deflagração da "Operação Abre-te, Sésamo", uma ação conjunta coordenada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em parceria com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil.
A força-tarefa tem como objetivo desarticular uma organização criminosa que conta com a suposta participação de agentes de segurança do estado, investigados por envolvimento direto em crimes graves na região.
Mandados e bloqueio de bens
Além dos quatro mandados de prisão preventiva cumpridos contra os policiais, as equipes foram às ruas para executar seis mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. A Justiça também deferiu medidas cautelares rigorosas de cunho financeiro, determinando o sequestro e a indisponibilidade de diversos bens móveis e imóveis dos suspeitos.
A operação mobilizou promotores de Justiça, servidores do MPMG, agentes do Gaeco e o efetivo da própria Corregedoria-Geral da Polícia Civil, que conduziu as diligências contra seus quadros funcionais. Até o momento, a identidade dos agentes envolvidos não foi divulgada pelas autoridades para preservar o andamento das investigações.
Desdobramento da Operação Ali Baba
De acordo com o Ministério Público, a "Operação Abre-te, Sésamo" é um desdobramento direto de uma investigação anterior, batizada de "Operação Ali Baba". O inquérito inicial mapeou e apurou a atuação de uma complexa organização criminosa radicada em Juiz de Fora.
As investigações do Gaeco e da Promotoria de Justiça de Combate ao Crime Organizado revelaram que o grupo criminoso operava um esquema robusto fundamentado em práticas de extorsão, agiotagem e lavagem de dinheiro, atividades ilícitas que estariam intimamente relacionadas e financiadas pelo tráfico de drogas no município.
Posicionamento da Polícia Civil
Diante do envolvimento de seus agentes no esquema criminoso, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) manifestou-se por meio de nota oficial. A corporação confirmou que a operação foi executada pela sua Corregedoria-Geral, com o apoio técnico do Gaeco, e ressaltou o compromisso com a legalidade.
No comunicado, a instituição afirmou de forma categórica que "não compactua com possíveis desvios de conduta dos servidores" e reiterou que as diligências continuam em andamento, podendo resultar em novas medidas judiciais e processos administrativos disciplinares conforme o avanço dos trabalhos.
Foto: Elson Moreira / TV Integração
Algumas informações: Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) / TV Integração.
Síntese da Matéria
🚨 A Operação: MPMG, Gaeco e Corregedoria da Polícia Civil deflagraram a "Operação Abre-te, Sésamo" nesta quinta-feira (15), em Juiz de Fora (MG).
🚔 Os Alvos: Quatro mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra policiais civis suspeitos de integrar uma organização criminosa.
🔎 Apreensões: A ação também cumpriu seis mandados de busca e apreensão e determinou o sequestro e bloqueio de bens móveis e imóveis.
⚖️ Os Crimes: A operação é um desdobramento da "Operação Ali Baba" e investiga crimes de extorsão, agiotagem e lavagem de dinheiro relacionados ao tráfico de drogas.
📄 Posicionamento: A Polícia Civil declarou que sua Corregedoria não compactua com desvios de conduta de seus servidores.
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