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SAÚDE: Seis Hospitais de Juiz de Fora Anunciam Paralisação Parcial de Atendimentos pelo SUS

Atrasos nos repasses financeiros geridos pela Prefeitura motivaram o protesto. Urgências e emergências serão mantidas, mas procedimentos eletivos estão suspensos.

Na próxima sexta-feira, 02 de outubro de 2026, a rede de saúde pública de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, enfrentará uma paralisação parcial. A medida, anunciada de forma conjunta por gestores hospitalares e representantes sindicais, visa protestar contra a falta de previsibilidade financeira que atinge as instituições que prestam serviço para a rede pública na cidade.

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A medida extrema afetará diretamente a realização de consultas, exames e cirurgias eletivas agendadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As direções das unidades garantiram, no entanto, que os serviços classificados como essenciais, bem como os prontos-socorros para casos de urgência e emergência, continuarão operando para assegurar o suporte vital à população.

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O movimento grevista abrange seis importantes instituições filantrópicas e privadas conveniadas ao SUS no município. Estão confirmados na paralisação a Santa Casa de Misericórdia, o Hospital Ascomcer, o Hospital Ana Nery, o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), o Instituto Oncológico (também conhecido como Hospital 9 de Julho) e o Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus.

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Para tranquilizar parte da população, autoridades sindicais confirmaram que o atendimento seguirá normalmente em unidades de administração direta. O Hospital de Pronto-Socorro (HPS), o Hospital Regional João Penido e o Hospital Universitário (HU) não aderiram à suspensão. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu) também garantiu o funcionamento do Pronto-Atendimento Infantil (PAI), da UPA Regional Leste e do Departamento de Internação Domiciliar (DID).

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Foto: Reprodução

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O gargalo nos repasses financeiros

A raiz do protesto reside em uma crise financeira que se arrasta há meses, provocada por sucessivos atrasos nos repasses de verbas sob a responsabilidade da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF). As instituições alegam que a falta de pagamentos regulares tornou insustentável a manutenção integral das operações hospitalares na cidade.

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Representantes dos hospitais esclarecem que o problema central não é a falta de dinheiro originário das esferas superiores. A maior parte dos recursos cobrados provém dos governos Federal e Estadual, mas o montante precisa passar, obrigatoriamente, pelo Fundo Municipal de Saúde antes de ser transferido às unidades pela atual gestão municipal.

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Esse atraso no repasse final tem gerado um efeito cascata preocupante na administração dessas instituições. Sem a regularização do fluxo de caixa, os hospitais enfrentam dificuldades severas para honrar compromissos básicos com suas equipes, gerando atrasos no pagamento de salários de funcionários da enfermagem, área administrativa e corpo médico.

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Além da folha de pagamento, o bloqueio das verbas compromete a quitação de dívidas com fornecedores e a compra de medicamentos e insumos hospitalares. A situação coloca em risco iminente a capacidade operacional das unidades, que alertam estar operando no limite de seus estoques e recursos financeiros para manter as portas abertas.

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Mobilização sindical e diálogo frustrado

Anderson Stehling, presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos e Serviços de Saúde de Juiz de Fora (SindSaúde-JF), destacou que a paralisação é um grito de alerta. Segundo o dirigente, a insegurança contínua gerada pela falta de repasses desmotiva as equipes de linha de frente e enfraquece gravemente a rede de saúde local.

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Em contrapartida, outras categorias vivem realidades distintas e optaram por não paralisar. Lenir da Silva Romani, diretora estadual do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG), explicou que os servidores do Hospital Regional João Penido, administrado pelo Estado, decidiram manter os serviços, evidenciando as diferentes condições entre hospitais filantrópicos conveniados e unidades estaduais.

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Mundo das Utilidades

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A decisão de suspender os atendimentos eletivos não ocorreu de forma abrupta. Ao longo das últimas semanas, o SindSaúde-JF e os diretores hospitalares enviaram diversos ofícios alertando a Secretaria de Estado de Saúde, a Câmara Municipal e o Ministério Público sobre a iminência de um colapso na prestação de serviços aos usuários do SUS.

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Tentativas de mediação institucional também esbarraram em obstáculos. Duas reuniões de conciliação que estavam agendadas com o Ministério Público, nos meses de julho e agosto, precisaram ser remarcadas. O motivo, segundo os sindicatos, foi a incompatibilidade de agendas dos secretários municipais de Saúde e de Fazenda, o que travou o avanço prático das negociações.

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Foto: Reprodução

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Próximos passos e posição da Prefeitura

Em nota conjunta, as seis instituições que aderiram ao movimento lamentaram profundamente os transtornos causados aos milhares de pacientes que aguardam por procedimentos não urgentes. Contudo, reforçaram que permanecem com as portas abertas ao diálogo, aguardando que o Executivo municipal apresente um cronograma de pagamentos confiável para normalizar as atividades.

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Preço Fixo Utilidades

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Até o fechamento desta reportagem, a Prefeitura de Juiz de Fora não havia emitido um posicionamento oficial público sobre a paralisação programada ou sobre a previsão de regularização dos repasses atrasados ao Fundo Municipal. O portal Cerqueiras Notícias segue acompanhando o caso e atualizará as informações assim que houver manifestação formal da administração municipal.

Algumas Informações: Folha JF, Olá Juiz de Fora, Jornalista Ricardo Ribeiro, Minas Informa.

Síntese da Matéria 
🏥 O Evento: Seis hospitais de Juiz de Fora farão uma paralisação parcial dos atendimentos pelo SUS nesta sexta-feira, 2 de outubro de 2026. 
🛑 O que muda: Procedimentos e consultas eletivas serão suspensos. Atendimentos de urgência, emergência e serviços essenciais continuarão funcionando normalmente. 
📍 Hospitais paralisados: Santa Casa, Ascomcer, Ana Nery, São Vicente de Paulo (HSVP), Instituto Oncológico e Therezinha de Jesus. (HPS, João Penido e UPAs seguem operando). 
💰 O Motivo: As instituições protestam contra os sucessivos atrasos da Prefeitura no repasse de verbas (oriundas dos governos Estadual e Federal), o que tem comprometido a compra de insumos e o pagamento de funcionários.

 


A Palavra Morde no Portal

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