Por: Guilherme Gouvea

Publicado em

2023 supera recorde de temperatura global: o ano mais quente da história já registrado

Calor extremo pode se tornar recorrente no futuro devido ao aumento das mudanças climáticas.

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Mais pessoas vão morrer de calor extremo no mundo nas próximas décadas. De acordo com uma análise do The Lancet Countdown divulgada na última quarta-feira (15), é esperado um aumento de cinco vezes no número de óbitos decorrentes das altas temperaturas.

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De acordo com o relatório, o calor extremo pode impactar a vida de muitas formas. Desde secas que podem se tornar mais comuns nas próximas décadas, até a propagação de mosquitos que podem transmitir doenças infecciosas.

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O número de pessoas com mais de 65 anos que morreram devido ao calor aumentou 85% entre 1991-2000 e 2013-2022. “No entanto, estes impactos que vemos hoje podem ser apenas um sintoma inicial de um futuro muito perigoso”, disse Marina Romanello, diretora executiva do Lancet Countdown.

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Mortes por calor extremo
Considerando um aumento de dois graus Celsius até o fim do século, o que é menos do que as previsões atuais, as mortes podem aumentar 370% até 2050, ou seja, 4,7 vezes.

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“As pessoas que vivem nos países mais pobres, que muitas vezes são menos responsáveis ​​pelas emissões de gases com efeito de estufa, estão a suportar o peso dos impactos na saúde”, disse Georgiana Gordon-Strachan, do Lancet Countdown.

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“O mundo está a mover-se na direção errada, incapaz de conter o seu vício em combustíveis fósseis e deixando para trás comunidades vulneráveis ​​na tão necessária transição energética”, complementou ainda o chefe da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

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Calor extremo vai ser o novo padrão para os próximos anos?
Os últimos dias estão sendo marcados por recordes de calor em praticamente todo o Brasil. 2023 já pode ser considerado um dos anos mais quentes já registrados na história. O super el niño e o aquecimento global são apontados como as principais causa dessas mudanças de temperatura, mas situações como essa podem se tornar mais recorrentes.

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O Inmet colocou 15 estados em alerta vermelho para onda de calor nesta semana, indicando  um fenômeno meteorológico de “intensidade excepcional, com grande probabilidade de ocorrência de grandes danos e acidentes”.

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Irmãos Gonçalves

Em seu mais recente relatório, o órgão cita julho, agosto, setembro e outubro como meses com médias de temperatura acima da média histórica. “Dentre os quatro meses consecutivos mais quentes deste ano, setembro apresentou o maior desvio (diferença entre o valor registrado e a média histórica) desde 1961, com 1,6ºC acima da climatologia de 1991/2020 (média histórica)”, diz o Inmet.

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O órgão ainda classifica 2023 como o mais quente registrado desde a década de 1960. “Em 2023, os meses citados foram marcados por calor extremo em grande parte do País e eventos de onda de calor, reflexo dos impactos do fenômeno El Niño (aquecimento acima da média das águas do Oceano Pacífico Equatorial), que tende a favorecer o aumento da temperatura em várias regiões do planeta. Desta forma, o cenário indica que o ano de 2023 será o mais quente desde a década 60”.

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Calor extremo vai ser o novo padrão para os próximos anos?
2023 é um dos anos mais quentes já registrados, com ondas de calor no mundo todo. Será que os próximos anos serão ainda piores?

Os últimos dias estão sendo marcados por recordes de calor em praticamente todo o Brasil. 2023 já pode ser considerado um dos anos mais quentes já registrados na história. O super el niño e o aquecimento global são apontados como as principais causa dessas mudanças de temperatura, mas situações como essa podem se tornar mais recorrentes.

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O Inmet colocou 15 estados em alerta vermelho para onda de calor nesta semana, indicando  um fenômeno meteorológico de “intensidade excepcional, com grande probabilidade de ocorrência de grandes danos e acidentes”.

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Em seu mais recente relatório, o órgão cita julho, agosto, setembro e outubro como meses com médias de temperatura acima da média histórica. “Dentre os quatro meses consecutivos mais quentes deste ano, setembro apresentou o maior desvio (diferença entre o valor registrado e a média histórica) desde 1961, com 1,6ºC acima da climatologia de 1991/2020 (média histórica)”, diz o Inmet.

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W Aluminium

O órgão ainda classifica 2023 como o mais quente registrado desde a década de 1960. “Em 2023, os meses citados foram marcados por calor extremo em grande parte do País e eventos de onda de calor, reflexo dos impactos do fenômeno El Niño (aquecimento acima da média das águas do Oceano Pacífico Equatorial), que tende a favorecer o aumento da temperatura em várias regiões do planeta. Desta forma, o cenário indica que o ano de 2023 será o mais quente desde a década 60”.

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Está essa onda de calor, é a quarta que o país vai viver. Ela deve ser mais forte do que a que tivemos em setembro. A onda de calor de outubro, ela foi mais restrita e atingiu mais fortemente a região centro-oeste do país. Agora a gente tem uma situação de uma onda de calor mais extensa sobre o país, então abrangendo mais áreas e também mais forte.

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Irmãos Gonçalves

Mas será que as mudanças serão mais recorrentes?
Uma reportagem com relatórios do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostra que o número de eventos climáticos extremos desde 1960 aumentaram no Brasil de forma considerável.

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-Nos anos 90 as ondas de de calor não ultrapassam um limite de cerca de 1,5 °C em comparação com a média histórica;
-Mas nos anos 2010 elas atingiram 3 °C a mais em alguns locais do Brasil;
-Ainda houve uma uma queda na taxa média de chuvas, variando entre 10 e 40%, no Nordeste, em partes do Sudeste e no Brasil central;
-No Sul do Brasil e em partes do Sudeste, houve um aumento de 10 a 30% nas chuvas.

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Mundo das Utilidades

“As mudanças climáticas estão impactando diversas regiões do mundo de maneiras distintas”, explica Lincoln Alves, pesquisador do Inpe e coordenador do estudo.
“Nossas análises revelam claramente que o Brasil já experimenta essas transformações, evidenciadas pelo aumento na frequência e na intensidade de eventos climáticos extremos em várias regiões desde 1961, que irão se agravar nas próximas décadas proporcionalmente ao aquecimento global”, finaliza.

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BibiCar

O que causa esse aumento das temperaturas?
O Inmet deu destaque para o El Ninõ, mas segundo o estudo da Climate Central usado pela BBC, isso é apenas o começo. De acordo com o texto, o fenômeno está apenas começando “a aumentar as temperaturas e, com base nos padrões históricos, a maior parte do efeito do fenômeno será sentido no ano que vem. Com base nos registros, é altamente possível que os próximos 12 meses sejam ainda mais quentes”.

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O El Niño então deve ter um pico em 2024, indicando um verão forte pela frente. Depois disso, o aquecimento do oceano deve amenizar por um tempo.

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“É provável que nem todos os anos sejam tão intensos como 2023. Mas a tendência é que, independentemente do El Niño, continuemos a experimentar eventos extremos relacionados à temperatura ou às chuvas”.

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Fonte: Olhar Digital

 

 

 

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