Por: Cerqueiras Notícias - Felipe

Publicado em

A Verdade Que Cuida: Encarar a Morte com Consciência e Amor

Geriatra Ana Claudia Quintana Arantes defende que esconder a morte não protege, mas priva o ser humano de viver com plenitude seus últimos momentos.

Falar sobre a morte ainda é um grande tabu em nossa sociedade. Muitos evitam o assunto como se o simples fato de nomeá-lo pudesse invocá-lo. Mas a médica geriatra e especialista em cuidados paliativos Ana Claudia Quintana Arantes convida a uma visão diferente: a morte, segundo ela, é parte natural da vida e precisa ser vivida com verdade e consciência.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Em seu livro "A morte é um dia que vale a pena viver", a autora propõe uma reflexão sensível, porém firme, sobre como lidamos com o fim da vida — tanto a nossa quanto a de quem amamos. Ela defende que a negação da morte não protege; ela priva.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Ana Claudia afirma que poupar alguém da verdade sobre sua condição terminal não é necessariamente um ato de bondade. Pode parecer que estamos protegendo a pessoa do sofrimento, mas na realidade, estamos tirando dela o direito de se preparar, de fazer escolhas e de viver conscientemente o tempo que ainda tem.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Não podemos impedir que alguém morra. Isso está fora do nosso controle. Mas o que podemos — e devemos — fazer é ajudar essa pessoa a estar presente em sua própria experiência, até o último instante. Isso é respeito, é dignidade, é amor.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Muitos acreditam que informar um paciente sobre sua morte iminente é cruel. No entanto, Ana Claudia mostra que a verdadeira crueldade pode estar justamente em esconder essa verdade, em mantê-lo numa ilusão que o impede de se despedir, de amar, de perdoar, de concluir sua história.

------ A matéria continua após os anúncios ------

A proximidade da morte é um momento profundamente humano. É quando as urgências da alma emergem: palavras não ditas, sentimentos não resolvidos, relações que precisam de fechamento. Quando negamos isso ao paciente, estamos não apenas interrompendo o processo de morrer, mas impedindo o processo de viver plenamente esse final.

------ A matéria continua após os anúncios ------

A medicina, por muito tempo, tentou vencer a morte como se fosse uma falha, uma derrota. Mas Ana Claudia propõe uma virada de olhar: não se trata de vencer a morte, mas de acolhê-la com sabedoria, cuidado e presença.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Os cuidados paliativos, campo em que a autora é referência, são exatamente isso: uma forma de cuidar que não foca mais na cura, mas no alívio do sofrimento e na qualidade dos últimos momentos de vida. É a medicina da escuta, do toque, da compaixão.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Para ela, a morte não precisa ser um horror. Pode ser um tempo de profundidade, de reconexão, de beleza. Mas isso só é possível quando há consciência e verdade no processo.

------ A matéria continua após os anúncios ------

E essa verdade não é apenas um diagnóstico clínico. É também uma abertura emocional e espiritual. É permitir que o paciente saiba onde está e para onde está indo, para que possa escolher como quer viver seus últimos dias.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Claro, cada pessoa tem o direito de decidir quanto quer saber sobre sua condição. Mas essa escolha só pode ser feita se a verdade for oferecida com empatia e respeito. Negar a verdade por medo do sofrimento é assumir o controle de uma vida que não é nossa.

------ A matéria continua após os anúncios ------

O medo que sentimos de falar sobre a morte muitas vezes é o nosso próprio medo — não o da pessoa que está morrendo. É difícil, sim, mas Ana Claudia nos lembra que o verdadeiro cuidado é o que sustenta o outro no momento em que ele mais precisa estar consigo mesmo.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Privar alguém de saber que está morrendo é também privá-lo de fazer as pazes com o tempo, com a vida que teve, com os vínculos que construiu. É impedir que ele faça despedidas, celebre o que viveu, ou até realize um último desejo.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Mundo das Utilidades

Quando nos calamos diante da morte, ou disfarçamos o fim, podemos estar deixando de lado uma das maiores experiências humanas: a consciência do tempo e a urgência do amor. A morte nos mostra que o tempo é finito, e que cada instante pode ser cheio de sentido.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Viver bem inclui morrer bem. E morrer bem exige escuta, afeto, coragem e presença. Isso é o que os cuidados paliativos proporcionam: um espaço em que o morrer é respeitado como parte do viver.

------ A matéria continua após os anúncios ------

BibiCar

Ana Claudia nos lembra que a morte, por mais dolorosa que seja, pode ser leve quando é acolhida com verdade e afeto. É possível morrer em paz — e, para isso, é preciso viver cada momento com consciência, mesmo que seja o último.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Assim, ao invés de apenas tentar adiar a morte a qualquer custo, talvez devêssemos perguntar: como posso ajudar essa pessoa a viver até o fim com dignidade, autonomia e amor?

------ A matéria continua após os anúncios ------

Irmãos Gonçalves

Porque, no fim das contas, como diz a autora, a morte é um dia que vale a pena viver. Não por ser desejável, mas por ser real, profundo e cheio de significado, quando vivida com presença.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Irmãos Gonçalves

Algumas Informações: portalraizes/  Ana Cláudia Quintana


------ A matéria continua após os anúncios ------

A Palavra Morde no Portal

Digite no Google: Cerqueiras Notícias

Entre em nosso Grupo do Whatsapp e receba as notícias em primeira mão 
(clique no link abaixo para entrar no grupo):

https://chat.whatsapp.com/DwzFOMTAFWhBm2FuHzENue

Siga nossas redes sociais.  
🟪 Instagram: instagram.com/cerqueirasnoticias
🟦 Facebook: facebook.com/cerqueirasnoticias

----------------------

----------

O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. 
Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais.

Mais sobre:
Comentários
O seu endereço de e-mail não será exibido no comentário.
Campos obrigatórios estão indicados com Asterisco ( * )
Ainda restam caracteres.

Seu comentário está aguardando aprovação.

Obrigado pelo seu comentário!