Agora, ao invés de optar pelo sepultamento tradicional ou cremação, uma nova opção surge: a aquamação.
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O arcebispo sul-africano Desmond Tutu (1931-2021), renomado líder na luta contra o apartheid e vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 1984, expressou em vida o desejo de ser aquamado, um método que ele considerava mais alinhado com suas convicções ambientais.
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Segundo seu amigo, o reverendo Michael Weeder, era “o que ele aspirava como ativista ambiental”, essa escolha refletia o compromisso de Tutu com práticas sustentáveis.
A aquamação é promovida como uma alternativa mais ecológica à cremação tradicional, pois utiliza água em vez de fogo para decompor os corpos.
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Nesse processo, os restos mortais são reduzidos a cinzas de maneira semelhante à cremação convencional, porém sem a emissão de gases de efeito estufa associados à queima de combustíveis fósseis.
De acordo com a empresa britânica Resomation, que desenvolveu essa técnica, uma “análise ambiental independente” demonstrou que a aquamação é uma alternativa “mais ecológica”, pois, “reduziu as emissões de gases de efeito estufa de um funeral em cerca de 35%” em comparação com a cremação tradicional.
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Esse aspecto sustentável tem atraído a atenção de defensores do meio ambiente e daqueles preocupados com a pegada de carbono de práticas funerárias.
Desmond Tutu deixou um legado não apenas na luta por justiça social e direitos humanos, mas também ao incorporar seus valores ambientais até mesmo em decisões sobre seu funeral.
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Sua escolha pela aquamação destaca a crescente conscientização sobre práticas funerárias mais sustentáveis e seu impacto positivo no meio ambiente global.
Inovação ecológica: hidrólise alcalina como alternativa sustentável
A empresa Bio-Response, especializada nos Estados Unidos neste processo inovador, destaca que a hidrólise alcalina reduz drasticamente o uso de energia, “90% em relação à cremação com chamas”, comparado à cremação tradicional.
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O processo, cientificamente conhecido como hidrólise alcalina, envolve aquecer o corpo a 150°C em uma solução de hidróxido de potássio e água por 90 minutos.
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Esta técnica dissolve o tecido corporal, preservando apenas os ossos, que são posteriormente enxaguados a 120°C, secos e triturados em um equipamento chamado cremulador.
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Seguindo todas essas etapas, os restos mortais podem ser tratados de acordo com os desejos do falecido, permitindo o enterro ou a dispersão das cinzas, como é comum na cremação convencional.
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Aquamação: transformação rápida dos corpos
A técnica simula o processo de hidrólise alcalina que ocorre naturalmente quando um corpo se decompõe, só que neste caso a decomposição que ocorre em um período de até 20 anos ocorre em questão de poucas horas.
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A prática da aquamação, conhecida como hidrólise alcalina, acelera o processo natural de decomposição corporal, geralmente estendido ao longo de décadas, para apenas algumas horas.
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Essa tecnologia, já implementada em alguns países, representa uma alternativa inovadora aos métodos tradicionais de cremação e sepultamento.
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Em 2014, Philip Olson, um especialista em ética tecnológica da Virginia Tech University, nos Estados Unidos, publicou um artigo na revista Science, Technology, & Human Values discutindo os benefícios da técnica de aquamação.
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"Os defensores se concentram nos benefícios ambientais da hidrólise alcalina na cremação e no sepultamento, alinhando a tecnologia com o movimento de ‘sepultamento verde’"
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Nos Estados Unidos, Olson observou que o procedimento foi pioneiramente utilizado na década de 1990 por pesquisadores do Albany Medical College.
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Eles buscavam uma solução eficiente e econômica para descartar restos de animais experimentais contendo radioisótopos de baixo nível.
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Na época, o procedimento estava legalizado em oito estados americanos. Olson destacou que havia setores da sociedade que se opunham vigorosamente a essa tecnologia.
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A introdução da aquamação como uma alternativa ecológica e sustentável no contexto funerário representa um avanço significativo em termos de consciência ambiental e ética tecnológica.
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A escolha de Desmond Tutu por esse método não apenas demonstra seu compromisso com práticas ambientalmente responsáveis, mas também ressalta a importância de considerações éticas e sustentáveis mesmo em momentos tão pessoais quanto o planejamento de um funeral.
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A aquamação, também conhecida como hidrólise alcalina, oferece uma solução inovadora ao reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa associadas à cremação tradicional.
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Além disso, seu processo rápido de decomposição, simulação do ciclo natural de decomposição corporal em um curto período de tempo, destaca-se como uma opção eficiente e menos dispendiosa em termos energéticos se comparada aos métodos convencionais.
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A discussão sobre a aquamação também ressalta a necessidade contínua de avaliar e adotar tecnologias que minimizem o impacto ambiental, especialmente em setores como o funerário, onde tradicionalmente a preocupação ambiental pode não ter sido priorizada.
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A pesquisa e desenvolvimento contínuos nesse campo oferecem oportunidades para avançar em direção a práticas mais sustentáveis e éticas em todas as áreas da vida.
Algumas Informações: Portal O Segredo
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