Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, aponta que, devido ao aquecimento global e a alta na temperatura mundial, as mortes por doenças cardíacas graves, como infarto ou acidente vascular cerebral (AVC), aumentarão progressivamente até 2065.
Os pesquisadores calculam que, de 70 a 90 dias por ano até 2065, a temperatura média das cidades deve ultrapassar os 32ºC.
Com isso, as mort3s por doenças cardíacas relacionadas ao calor devem subir 2,6 vezes, alcançando os 4,3 mil óbitos anuais nos Estados Unidos.

Os cientistas analisaram as estatísticas de aumento de temperatura nos EUA entre 2008 e 2019 e como elas se relacionam com as mort3s por doenças cardíacas registradas no país. A partir destes números, os pesquisadores projetaram como seria o aumento de #óbitos com a alta nos termômetros.
O aumento do #calor extremo está vinculado às mort3s por doenças cardíacas por conta das alterações que a temperatura provoca no organismo.
O corpo precisa se resfriar ao estar em alta temperatura — por isso, suamos —, caso contrário, as veias e artérias se dilatam e a circulação sanguínea é intensificada, forçando demais o #músculo cardíaco.
“O número de eventos cardiovasculares devido ao calor afeta uma pequena proporção de adultos, mas esta investigação mostra como é importante que aqueles com riscos subjacentes tomem medidas adicionais para evitar temperaturas extremas”, afirma o médico Lawrence J.
Fine, um dos autores do estudo, em comunicado à imprensa.
Publicado na revista científica Circulation, o estudo prevê que pessoas pobres, idosas e negras serão as maiores vítimas das mort3s relacionadas ao aumento da #temperatura.
Dos 4,3 mil óbitos previstos nos EUA, por exemplo, 3,8 mil das vítimas estão nesta faixa populacional.
Onda de calor no Brasil pode agravar a saúde do coração

O especialista Rizzieri Gomes alerta para os riscos e traz dicas para proteger a saúde contra as altas temperaturas
Uma onda excepcional de calor está passando pelo Brasil, segundo a Metsul Meteorologia, com temperaturas que vão variar entre 40° e 45°, níveis que podem colocar em risco a saúde principalmente da população vulnerável, como enfermos e idosos.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) já emitiu alerta de perigo em vários estados do Brasil.
O fenômeno acontece em razão de uma forte massa de ar quente e seco está sobre o país, e com isso se estabelece um sistema de alta pressão.
Estes sistemas atuam como um bloqueio atmosférico, que impede o avanço de frentes frias e outros sistemas meteorológicos transientes, além de proporcionar uma queda significativa na umidade do ar. Por esse motivo o País está em estado de alerta.

Segundo o cardiologista Rizzieri Gomes, o calor excessivo pode afetar inclusive o coração. “A alta temperatura pode favorecer a vasodilatação corporal, ou seja dilatação nos vasos sanguíneos, diminuindo a pressão arterial, o que faz com que o coração necessite trabalhar mais para conseguir bombear o sangue”, detalha.
“Consequentemente, aumenta o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC), arritmia e insuficiência cardíaca, principalmente, em pessoas que já possuem algum tipo de doença cardíaca”, explica.
O alerta faz sentido, pois mortes estão sendo associadas ao calor em várias regiões do mundo.
No estado americano do Arizona, por exemplo, o número de óbitos nos quais a alta temperatura teve influência vem aumentando.
Autoridades de saúde pública no condado de Maricopa, o condado mais populoso do Arizona e onde fica a capital Phoenix, disseram que 202 mortes associadas ao calor foram confirmadas (levantamento realizado até 9 de setembro) - muito mais do que os 175 confirmados na mesma época do ano passado.
Algumas sugestões do cardiologista para lidar com o calor são:
- Permanecer em ambientes ventilados
- Manter-se bem hidratado
- Evitar a exposição direta ao sol nos horários entre 10 e 16 horas
- Usar roupas leves e soltas
- Evitar atividades que exijam esforço físico a céu aberto dentro dos horários de calor intenso
- Optar por banhos em água fria para baixar a temperatura corporal.
Fonte: Redes Sociais Metrópoles
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