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Após China, agora França entra em alerta com casos de pneumonia em crianças

Médicos identificaram que muitos pacientes com menos de 15 anos foram infectados pela bactéria ‘Mycoplasma pneumoniae’

A França enfrenta um aumento significativo de casos de pneumonia entre crianças e adolescentes, um cenário parecido com o observado na China.

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Uma reportagem da emissora de televisão parisiense BFMTV informa que os atendimentos para essa doença aumentaram 36% na semana de 13 a 19 de novembro.

Cresceram também as notificações de gripe (+24%), bronquite (+23%) e suspeitas de Covid-19 (+44%) em menores de 15 anos.

Em relação aos casos específicos de pneumonia, chamam a atenção dos médicos aqueles causados pela bactéria Mycoplasma pneumoniae, a mesma relatada em alguns pacientes chineses, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

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“Há mais casos, e eles são mais graves, com casos em terapia intensiva”, diz à BFMTV o médico pediatra Andreas Werner, presidente da Afpa (Associação Francesa de Pediatria Ambulatorial).

Os pacientes apresentam tosse e febre alta. O médico adverte que há situações em que antibióticos convencionais são ineficazes.

O especialista acrescenta que, normalmente, a infecção afeta indivíduos de 6 a 15 anos, sendo muito mais rara entre crianças abaixo de 5 ou 6 anos.

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Segundo o virologista Bruno Lina, também ouvido pela emissora parisiense, os casos “são pneumonias agudas comunitárias, ou seja, não são adquiridas no hospital, mas na cidade”.

Ele enumera os principais sintomas: “Febre, tosse, espirros, dor de cabeça e, quando a pneumonia se desenvolve, tosse com falta de ar”.

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Foto: Reprodução

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O aumento de casos em território francês é acompanhado pelas autoridades sanitárias. A tendência de aumento precisa ser confirmada nas próximas duas a três semanas.

A bactéria Mycoplasma pneumoniae costuma aparecer de tempos em tempos, salienta o virologista.

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“Sabemos que é uma bactéria que tem ciclos de circulação internacional, aproximadamente a cada cinco anos. O inverno de 2023-2024 [no Hemisfério Norte] ocorre nos cinco anos que se seguiram à última vez em que a Mycoplasma pneumoniae causou uma epidemia internacional com um aumento no número de casos.”

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Por que novo surto de pneumonia em crianças na China preocupa OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu à China mais informações sobre "focos de pneumonia sem origem definida" que supostamente se espalham entre crianças no norte do país.

Segundo reportagens veiculadas na imprensa local não alinhada ao governo comunista, hospitais pediátricos de algumas partes do país estão sobrecarregados pelo número de crianças doentes.

Reportagem da FTV News, veículo de notícias taiwanês, citado em alerta enviado pelo ProMED. — Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

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As autoridades chinesas atribuíram o aumento de doenças semelhantes à gripe neste inverno ao relaxamento das medidas restritivas relacionadas à pandemia de Covid-19.

A OMS orientou que a população da China tome medidas para reduzir a transmissão de agentes infecciosos respiratórios — como usar máscaras, lavar as mãos e tomar vacinas.

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Num comunicado, a OMS diz procurar por mais informações sobre os relatos publicados nos meios de comunicação social e do ProMed — um sistema global de vigilância de surtos — sobre "focos de pneumonia sem origem definida em crianças no norte da China".

Após a divulgação do comunicado, a agência de notícias estatal Xinhua publicou um artigo na quinta-feira (23 de novembro) em que menciona funcionários da Comissão Nacional de Saúde do país. Esses representantes dizem que estão acompanhando o diagnóstico e o tratamento de crianças com doenças respiratórias.

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Embora as menções à China e a suposta uma onda de infecções possam deixar as pessoas apreensivas, pois trazem lembranças da pandemia de Covid-19, é normal que a OMS faça esses questionamentos aos países.

Mas até que o governo chinês responda, não há como saber o que está por trás desse aumento de infecções respiratórias entre as crianças.

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Irmãos Gonçalves

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Desde outubro, o norte da China registou um "aumento de doenças semelhantes à gripe" em comparação com o mesmo período dos últimos três anos, acrescenta a OMS.

Na semana passada, a Comissão Nacional de Saúde da China informou que houve um aumento de várias doenças respiratórias em todo o país, em particular de gripe, Covid-19, vírus sincicial respiratório e Mycoplasma pneumoniae (uma bactéria que costuma afetar os mais jovens).

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Outros países, como o próprio Brasil, também registaram crescimentos semelhantes assim que as políticas para conter a pandemia de Covid-19 foram encerradas.

"A China provavelmente passa por uma grande onda de infecções respiratórias no público agora, já que este é o primeiro inverno após um prolongado confinamento, o que deve ter reduzido drasticamente a circulação de vírus respiratórios e causado uma diminuição da imunidade a esses patógenos", avalia o professor François Balloux, do Instituto de Genética da Universidade College of London, no Reino Unido.

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Relato de surto de pneumonia em crianças na China faz OMS pedir 'informações detalhadas'

A Organização Mundial de Saúde (OMS) informou que pediu "informações detalhadas" às autoridades chinesas sobre os relatos de um surto de pneumonia em crianças.

Casos reportados em diferentes cidades na China levaram um importante programa de vigilância da Sociedade Internacional de Doenças Infecciosas a emitir um alerta expressando "preocupação" e também cobrando "informações definitivas" sobre a extensão da doença.

Pessoas caminham na rua com máscaras em Pequim, na China, em 15 de fevereiro de 2023.  — Foto: Arquivo/Mark Schiefelbein/ AP

Foto: Reprodução

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Até a mais recente atualização desta reportagem, não havia relato de mortes, mas sim do aumento abrupto das internações de crianças em Pequim e Liaoning, áreas que ficam 800 km de distância.

De acordo com a OMS, o aumento na incidência de doenças respiratórias na China foi relatado pela Comissão Nacional de Saúde no dia 13. As autoridades locais associaram a alta à suspensão de restrições contra a Covid-19 e ao aumento na circulação de agentes infecciosos já conhecidos, como o vírus sincicial respiratório (VSR) e SARS-CoV-2, entre outros.

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A OMS afirma que meios de comunicação e o Programa de Monitoramento de Doenças Emergentes (ProMED) da Sociedade Internacional de Doenças Infecciosas relataram "clusters" de pneumonia não diagnosticada em crianças no norte da China.

Clusters são agrupamentos de casos semelhantes de uma doença em uma determinada região geográfica e período de tempo.

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"Não está claro se esses estão associados ao aumento geral de infecções respiratórias anteriormente relatado pelas autoridades chinesas ou se são eventos separados", afirma a OMS.

A organização diz que "solicitou informações epidemiológicas e clínicas adicionais, bem como resultados laboratoriais desses clusters relatados entre crianças, por meio do mecanismo de Regulamentações Internacionais de Saúde".

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"Desde meados de outubro, o norte da China relatou um aumento em doenças semelhantes à gripe em comparação com o mesmo período nos três anos anteriores. A China possui sistemas para capturar informações sobre tendências em influenza, doenças semelhantes à gripe, VSR e SARS-CoV-2, e relata para plataformas como o Sistema Global de Vigilância e Resposta à Influenza", afirmou a OMS.

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Irmãos Gonçalves

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Surto generalizado

O alerta enviado na terça-feira (21 de novembro) pelo sistema ProMED, da Sociedade Internacional de Doenças Infecciosas, resume uma reportagem publicada pelo site FTV News, que é um veículo de notícias taiwanês. Além do resumo, o ProMED apresenta um comentário de Dan Silver, relator do ProMED, que é cedo para associar o cenário ao surgimento de outra pandemia.

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"(Os relatos sugerem) um surto generalizado de uma doença respiratória não diagnosticada em várias áreas na China, pois Pequim e Liaoning estão quase 800 km de distância. Não está claro quando esse surto começou, pois seria incomum tantas crianças serem afetadas tão rapidamente. O relatório não menciona que adultos foram afetados, sugerindo alguma exposição nas escolas. O ProMED aguarda mais informações definitivas sobre a etiologia e a extensão desta preocupante doença na China", escreveu o relator.

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Mundo das Utilidades

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Monitoramento de saúde global 
Em entrevista, a infectologista Luana Araújo lembra que, no passado, o ProMED foi responsável por compartilhar informações iniciais sobre os surtos de ebola e de COVID, antes mesmo de termos quaisquer informações oficiais.

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BibiCar

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"Ele faz aquele papel de observação e compartilhamento de informações, aponta para preocupações em observações de situações da ponta para as quais precisamos de ajuda ou de alerta para o restante da comunidade", explica Luana.

A infectologista afirma que, apesar do monitoramento, o alerta não é motivo para pânico ou preocupação imediata com uma nova pandemia.

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"(As informações) são ínfimas até agora. Nenhuma confirmação etiológica, apenas elocubrações", alerta Luana. “Na verdade, o momento é de se reafirmar aquilo que sabemos válido e valioso para quadros infecciosos em geral: a tríade higiene de mãos, vacinação e informação jamais será superestimada.”

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A especialista lembra que vários fatores podem estar ligados ao surto. "Sobre o agente etiológico (vírus causador da doença), o que se sabe é que temos um aumento da circulação e, algumas mudanças nos padrões desta circulação, de agentes diversos neste momento - muito pelo isolamento forçado no período crítico da pandemia", analisa Luana.

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"Nestes casos na China não se fala em óbitos. Fala-se em aumento de internações. Isto é crucial, porque nos dá pistas sobre o comportamento destes agentes: são imunopreveníveis (e essa população está vacinada, diminuindo a chance de desfecho trágico?) ou são autolimitados mesmo?", questiona a especialista.

Algumas informações: D24AM


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