Por: Guilherme Gouvea

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AQUECIMENTO GLOBAL: Em um alerta que ressoa como um grito de socorro

Em um alerta que ressoa como um grito de socorro, cientistas do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus da União Europeia apontaram que 2023 está prestes a ser consagrado como o ano mais quente dos últimos 125 mil anos. Este sombrio marco climático é resultado de dados alarmantes referentes ao mês de outubro de 2023, que se tornou o mês mais quente já registrado no planeta. Pior ainda, as projeções indicam que este recorde anual será ultrapassado com uma grande margem, deixando o mundo em alerta para um 2024 potencialmente ainda mais abrasivo.

A causa primordial desse aumento de temperatura é inequívoca: a contínua emissão de gases de efeito estufa, provenientes da queima de combustíveis fósseis e do desmatamento desenfreado. Esses gases, retendo o calor na atmosfera, perpetuam o fenômeno do aquecimento global. Adicionalmente, o fenômeno climático El Niño, aquecendo as águas superficiais do Oceano Pacífico, acentua a intensidade do calor observado.

As implicações deste quadro são vastas e desastrosas. As mudanças climáticas têm uma influência direta na elevação da frequência e intensidade de eventos extremos, tais como secas prolongadas, inundações devastadoras, ondas de calor escaldantes, furacões violentos e incêndios florestais incontroláveis.

A diversidade da vida, a agricultura, a saúde pública, a economia global e a segurança das populações estão sendo corroídas por esses eventos climáticos extremos. Em 2023, exemplos impactantes dessas consequências foram as inundações fatais que ceifaram milhares de vidas na Líbia, as ondas de calor insuportáveis na América do Sul e a trágica temporada de incêndios florestais que varreu o Canadá.

Diante dessa realidade inegável, cientistas e especialistas em clima clamam por medidas urgentes. A redução das emissões de gases de efeito estufa é imperativa, bem como a implementação de estratégias de adaptação e mitigação das mudanças climáticas. A educação e conscientização da sociedade em relação aos riscos e soluções desempenham um papel crucial nesta luta.

Leia mais notícia logo abaixo  nova onda de calor chegou ao Brasil :

Inmet ampliou alerta de perigo; sete estados devem registrar maior marca do ano.

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Uma nova onda de calor chegou ao Brasil e vai elevar muito a temperatura em grande parte do país nos próximos dias. O calor intenso se inicia neste fim da semana e deve se intensificar no decorrer da semana do feriado de 15 de novembro de 2023.

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou dois novos alertas e aumentou o nível de perigo para as regiões Sudeste e Centro-Oeste.

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Este é o segundo semestre deste ano e poderá ser mais forte do que as onda de calor de agosto, setembro e de outubro de 2023.

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Agora, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Rondônia, além do Distrito Federal, são classificados como estágio de grande perigo. Parte do Paraná, Espírito Santo, sul do Tocantins, sul do Pará e sul do Amazonas também estão em alerta para as altas temperaturas.

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"Estamos diante de uma onda de calor histórica, em um mês em que normalmente temos a umidade se espalhando de novo sobre o país, com chuvas amplas e volumosas, com radiação solar mais intensa e dias mais longos. 

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Potencialmente teremos recordes mensais para novembro em Palmas, Goiânia, Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Cuiabá e Campo Grande." (...) "É possível que esta onda de calor seja mais forte do que a de setembro, em termos de duração e abrangência", afirmou meteorologista Vinicius Lucyrio, da equipe de previsão climática da Climatempo.

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Irmãos Gonçalves

Como se caracteriza uma onda de calor? 
Onda ou bolha de calor é uma sequência de dias ou até semanas, onde as temperaturas em uma região, relativamente ampla, fica muito acima da média que seria normal para uma determinada época - em torno de 5°C ou mais acima da média, em uma área ampla.

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Ondas de calor são geradas por bloqueios atmosféricos causados por grandes sistemas de alta pressão atmosférica.

Uma alta pressão causa um forte movimento de ar de cima para baixo chamado de subsidência. A subsidência deixa o ar seco e a redução da umidade do ar inibe o crescimento das nuvens e diminui a chance de chover. Além disso, a alta pressão atmosférica naturalmente comprime o ar próximo da superfície fazendo o ar esquentar mais.

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Alta pressão atmosférica causa a subsidência, que é o movimento do ar de cima para baixo

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Recorde histórico de calor no Brasil pode ser superado
Dentro desta nova e intensa onda de calor de novembro de 2023, há possibilidade de que o Brasil estabeleça um novo recorde histórico de calor. Pelos registros do Instituto Nacional de Meteorologia, a maior temperatura oficialmente medida no Brasil, até agora, foi de 44,8°C, em Nova Maringá, nos dias 4 e 5 de novembro de 2020, na fortíssima onda de calor da primavera de 2020 .

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Calor da primavera de 2023 
Parte do calor acima do normal que o Brasil tem vivido na primavera de 2023 está associado ao fenômeno El Niño, que vem se desenvolvendo no oceano Pacífico Equatorial, na costa do Peru, desde o fim do outono de 2023.

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A mudança na circulação de ventos em vários níveis da atmosfera, causadas pelo fenômeno, altera o caminho normal das frentes frias sobre a América do Sul.  Assim, fica mais difícil a mistura do ar quente com o ar frio, de origem polar, que eventualmente possa chegar ao Brasil junto com as frentes frias.

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O El Niño dificulta a formação de corredores de umidade e isso também ajuda a manter o ar mais quente do que o normal sobre o Brasil, com chuvas que ocorrem de forma mais isolada.

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Irmãos Gonçalves

A chuva e a nebulosidade são importantes reguladores da temperatura diária. Menos nuvens, menos chuva resultam em mais horas com sol forte e mais calor.

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Verão 2023/2024 com El Niño
A primavera de 2023 acontece com um El Niño de forte intensidade, que vai persistir também durante o verão 2023/2024 e dentro de cenário climático global que vem batendo recordes de calor no ar e no mar nos últimos 5 meses, de forma consecutiva.

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Mundo das Utilidades

Não é apenas o oceano Pacífico Equatorial (onde ocorre o El Niño) que está muito quente.  O ano de 2023 está sendo marcado também por aquecimento excepcional do oceano Atlântico Norte, que também tem influência direta no clima do Brasil.

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BibiCar

Anomalia global da temperatura do oceano de 7/10/23 a 6/11/23 (Fonte: NOAA)

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EL Niño forte persiste até o outono de 2024
De acordo com análise da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) e do Climate Prediction Center (CPC),  no trimestre agosto, setembro, outubro,  o índice ONI (Oceanic Niño Index ) foi de 1,5°C positivo.

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 Este foi o maior valor observado para este trimestre desde o super El Niño de 2015, quando o índice ONI para agosto-setembro-outubro foi de 2,2°C, o maior  valor da série histórica para este trimestre, desde 1950.

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Os principais centros de monitoramento do clima global concordam que o atual episódio do fenômeno El Niño deve atingir seu máximo entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024, persistirá por todo o verão 2023/2024 e só deve começar a enfraquecer durante o outono (Hemisfério Sul) de 2024.

Fonte: Terra


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