Objetivo deste projeto a ampliar e melhorar da infraestrutura de rodoviária e serviços de logística e transporte mineiro.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) assinou nesta quinta-feira (15) um contrato com o governo de Minas Gerais para realizar estudos técnicos e estruturar a concessão de um conjunto de novos trechos rodoviários em diferentes regiões do Estado, que somam até 2,4 mil km.

Neste projeto estão inclusas rodovias localizadas nas regiões do Vetor Norte, da Zona da Mata e do Noroeste mineiro. Os trechos fazem parte da Terceira Rodada do Programa de Concessão de Rodovias Estaduais de Minas Gerais.
Segundo o diretor de Planejamento e Estruturação de Projetos do BNDES, Nelson Barbosa, o objetivo deste projeto a ampliar e melhorar da infraestrutura de rodoviária e serviços de logística e transporte no Estado de Minas Gerais, por meio da estruturação de parcerias com a iniciativa privada.

Conforme informações do BNDES, a partir dos estudos técnicos, o banco contribuirá para a identificação e alocação dos riscos associados aos empreendimentos, a qualidade e a modicidade tarifária e a avaliação da viabilidade técnica, econômica e ambiental dos projetos.
Com o apoio de consultorias especializadas, serão avaliados também os melhores modelos de negócios para a viabilizar a concessão.
Barbosa disse ainda que o banco acompanhará ainda os processos de consulta e audiência pública, de realização dos leilões e da assinatura do contrato entre o setor público e o parceiro privado vencedor do certame.

“Tanto no financiamento quanto na estruturação de projetos, o BNDES demonstra o seu comprometimento com o apoio aos diversos estados e com o desenvolvimento do país”, explica.
Ainda de acordo com informações do banco, além dos novos trechos, o contrato também prevê que poderão ser reavaliados os projetos para concessão de até 1.109,5 km de rodovias localizadas nas regiões de São João del Rei, da Lagoa da Prata-Itapecerica e de Patos de Minas-Arcos.
Infraestrutura - O que é e quais os seus desafios e prioridades
O que é infraestrutura?
Infraestrutura é o conjunto de serviços fundamentais para o desenvolvimento socieconômico de uma região tais como saneamento, transporte, energia e telecomunicação. A falta de infraestrutura dificulta a atração de investimentos, a competitividade das empresas e a geração de novos empregos.
A melhoria da infraestrutura brasileira é fundamental para o desenvolvimento socioeconômico, pois favorece um melhor ambiente de negócios, na atração de mais investimentos, na competitividade das empresas e na geração de empregos.
Uma rede de transportes adequada, disponibilidade de energia elétrica e banda larga livre de oscilações e interrupções a custos competitivos são insumos essenciais para alcançar esse objetivo.
Quais serviços fazem parte da infraestrutura?
Os serviços de infraestrutura são formados basicamente pelos sistemas de saneamento, transporte, energia e telecomunicação.
Fazem parte de uma infraestrutura: rodovias, usinas hidrelétricas, portos, aeroportos, rodoviárias, sistemas de telecomunicações, ferrovias, rede de distribuição de água e tratamento de esgoto, coleta de águas pluviais, gás canalizado e sistemas de transmissão de energia, entre outros.
Quais os principais tipos de infraestrutura?
Para que o Brasil consiga se inserir nas cadeias de valor, é necessário o investimento em setores básicos, a exemplo do que vimos acima. De forma mais detalhada, veja como cada um tipo de infraestrutura se comporta:
- Infraestrutura urbana
É todo o conjunto de serviços básicos em uma cidade como telefone, água, gás, luz, transporte público em geral (aeroportos, portos, rodovias, ferrovias) e rede de esgoto - sistemas indispensáveis ao bem-estar e qualidade de vida da população.
-Infraestrutura econômica
A infraestrutura é essencial para o desenvolvimento econômico. A melhoria da infraestrutura econômica tem impacto direto em diversos segmentos de produção e da economia, como empresas, indústrias, bens e serviços, tecnologias e até mesmo na competitividade de mercados internacionais.
- Infraestrutura industrial
A indústria é um dos segmentos diretamente afetados pelo desenvolvimento da infraestrutura. A infraestrutura industrial contribui para a cadeia produtiva, para a distribuição de cargas e produtos.
-Infraestrutura de transportes
Corresponde aos sistemas de transporte, como rodovias, ferrovias, aeroportos, portos e hidrovias.
·Rodovias: O Brasil é um dos países com maior dependência de modal rodoviário para transporte de cargas, que representa 61% da matriz de transporte brasileira ou, descontando a movimentação de minérios e petróleo, 86% do total.
Esse desbalanceamento na matriz eleva o custo de transporte e penaliza o setor produtivo e consumidores finais, especialmente devido à deterioração das estradas.
Ferrovias: Nos últimos anos, se, de um lado, o setor ferroviário avançou com a conclusão do principal trecho da Ferrovia Norte-Sul, após décadas de promessas para sua entrega, por outro, a malha ferroviária nacional continuou marcada pela baixa conectividade, a preponderância do minério de ferro como responsável por quase 80% da movimentação e a extensão praticamente estagnada.
Mais de 30% da extensão de trilhos ferroviários brasileiros estão inutilizados e 23% sem condições operacionais, segundo o estudo Transporte ferroviário: colocando a competitividade nos trilhos, feito pela reportagem.
De acordo com a pesquisa, o aumento da malha e da conectividade do sistema são fatores-chave para a competitividade no transporte de cargas e o melhor aproveitamento das linhas.
Aeroportos: O programa de concessão aeroportuário pode ser considerado a experiência recente mais bem-sucedida de transferência de ativos de infraestrutura. Atualmente, o país conta com 22 aeroportos operados pelo setor privado, que respondem por 67% da movimentação de passageiros no país.
Portos: Todos os terminais portuários marítimos e fluviais brasileiros são operados por agentes privados, seja por arrendamento ou autorização. No entanto, a infraestrutura dos grandes portos permanece sob responsabilidade das Companhias Docas, estatais que apresentam um baixo nível de eficiência em suas administrações, elevados passivos trabalhistas e falta de gestão.
Elaborado pela equipe de reportagem, o estudo As barreiras da burocracia: o setor portuário estima um gasto adicional de R$ 2,9 bilhões a R$ 4,3 bilhões anuais com a demora na liberação de cargas e custos administrativos. O trabalho mostra também que os constantes atrasos nas obras de infraestrutura portuária deixam de gerar mais de R$ 6,3 bilhões de caixa aos investidores.
-Infraestrutura logística
Tem como prioridade investir em ferrovias, rodovias, portos, aeroportos e hidrovias. O objetivo é melhorar a eficiência e o escoamento da produção brasileira e garantir a segurança dos usuários.
Além disso, tem como objetivo ampliar o acesso à internet em regiões remotas, aumentar a segurança na comunicação de dados e melhorar a interconectividade da rede brasileira com outros países.
O que pode ser feito para melhorar a infraestrutura?
Para melhorar a infraestrutura de uma cidade é preciso investir em serviços básicos à população como transporte, distribuição de água, rede de esgoto, energia elétrica, internet e telefonia.
Investir em infraestrutura possibilita a atração de investimentos, a geração de empregos, o crescimento econômico, o aumento na competitividade do país frente a mercados internacionais e a melhoria em serviços públicos à sociedade.
É necessário um esforço urgente de ampliação e de melhoria da qualidade da infraestrutura existente no Brasil. Isso exige aumento do investimento público e privado e maior eficiência na gestão.
Existem várias ações quem podem ser tomadas para melhorar a infraestrutura brasileira, são exemplos:
A criação de parcerias com a iniciativa privada para captar investimentos;
· Concessões de aeroportos;
· Mudanças em legislações;
· Redução do Custo Brasil;
· Obras em rodovias e conclusão de obras em estágio mais avançado;
· Novo marco legal do saneamento básico;
· Uso de fontes renováveis de energia;
· Articulação com o Congresso Nacional para liberação de emendas para obras públicas.
Quais os principais desafios da infraestrutura no Brasil?
O país convive há muitos anos com um processo de progressiva deterioração da infraestrutura, fundamentalmente por uma combinação de baixos investimentos, escolhas por vezes errôneas no que investir e problemas de integridade na execução dos projetos, gerando comumente dilação nos custos e prazos.
Investe-se, há mais de duas décadas no Brasil, pouco mais de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura. O setor público é responsável por cerca de metade desse montante. Para compensar a depreciação do capital fixo per capita, o país deveria investir no mínimo 3% do PIB para manter o estoque de capital.
Fonte: CNN / Portal Indústria
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