O governo japonês tenta acalmar, nessa sexta-feira (22), os temores ligados a um recente surto de infecções graves causadas por uma bactéria.
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O que aconteceu
Entre o início do ano e 13 de março, o Japão registrou 474 casos de síndrome do choque tóxico estreptocócico (STSS). É uma forma de infecção grave causada pela bactéria estreptococo do grupo A (GAS), segundo o instituto de doenças infecciosas do Japão.
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Japão tenta acalmar temores após surto de infecção bacteriana perigosa
A Coreia do Norte informou ao Japão na quinta-feira que não poderia receber em seu território uma partida das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026 entre as duas seleções, inicialmente marcada para a próxima terça-feira, segundo a Federação Japonesa de Futebol.
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Pyongyang não especificou o motivo, mas acredita-se que a epidemia no Japão seja a causa, segundo a agência de notícias japonesa Kyodo.
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O porta-voz do governo japonês, Yoshimasa Hayashi, se recusou a comentar a decisão de Pyongyang nesta sexta-feira, mas insistiu que o Japão não é o único país afetado.
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Desde o fim da pandemia de covid-19, "o número de pacientes com infecções nas vias respiratórias aumentou em vários países, incluindo o Japão", declarou Hayashi na sua coletiva de imprensa regular.
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Ondas de infecções por estreptococos do grupo A também ocorreram em 2022-2023 na Europa, América do Norte e Austrália.
Esta bactéria é transmitida principalmente por contato direto com secreções corporais.
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O Ministério da Saúde japonês já fez um apelo geral à população em janeiro para continuar tomando precauções, como lavar as mãos regularmente e usar máscara em locais públicos com aglomerações.
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Entenda: 3 fatores explicam o surgimento de tantas doenças

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Nos últimos anos, a covid-19 dominou as conversas e as preocupações, mas conforme a vacinação avança e o coronavírus deixa de ser tão assustador, nota-se o avanço de outras doenças que até agora não eram tão faladas.
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A OMS chama a atenção ainda para outras doenças infecciosas com potencial epidêmico, muitas delas conhecidas por nós: dengue, tuberculose, zika e ebola
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O que está acontecendo?
Existem três fatores apontados por especialistas para os surtos de novas doenças ou o ressurgimento de velhas conhecidas.
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Estamos mais vulneráveis
Há desequilíbrios ambientais
Vivemos uma crise sócio-econômica
Apesar de os vírus não estarem muito diferentes do que eram antes, nós estamos.
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Após passar os últimos anos isolados, nosso corpo sentiu e a nossa imunidade diminuiu. Como grupo, ficamos mais vulneráveis e estamos experimentando alguma instabilidade. O organismo está trabalhando para encontrar um novo equilíbrio pós-pandemia.
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Desequilíbrios ambientais, a devastação desordenada de florestas e a exploração da vida selvagem causam o chamado spillover, ou seja, o salto de um agente infeccioso de um hospedeiro para o outro (do animal para o homem), por exemplo.
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E a interferência do homem na natureza estimula o contato entre espécies e a consequente mutação dos vírus.
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Isso, somado a mudanças nas condições socioeconômicas da população, abre uma enorme janela para a proliferação de micro-organismos.
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No caso do Brasil, por exemplo, a desigualdade regional e a dimensão do país são fatores que contribuem fortemente para que novos patógenos circulem, especialmente os responsáveis por infecções respiratórias e os arbovírus, transmitidos por picada de insetos.
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Isso está sempre no radar das autoridades de saúde.
Só para se ter uma ideia, existem cerca de 120 arboviroses capazes de contaminar humanos, e entre as mais conhecidas temos: a dengue, a chikungunya, o zika vírus e a febre amarela —responsáveis por epidemias sazonais.
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Falta de cobertura vacinal, recusa da imunização por parte da população e deficiência no controle dos vetores estão entre os grandes obstáculos para diminuição dessas doenças.
A campanha de vacinação para o sarampo, por exemplo, não alcançou 70% das crianças brasileiras que precisam ser imunizadas.
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Prevenção
Para prevenir o surgimento de novas epidemias ou pandemias, só a ciência não basta. Isso parece ser unânime entre os especialistas. É preciso trabalhar um conjunto de políticas públicas para proteção da saúde e do meio ambiente, justiça social, educação da população, boa comunicação e ainda garantir o envolvimento de toda a comunidade.
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É claro que novas vacinas e medicamentos podem virar o jogo, mas não são suficientes se não houver cuidado com a segurança dos alimentos, o controle de mosquitos e roedores, o desenvolvimento de programas de controle animal, o tratamento da água e do esgoto de todas as regiões.
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No caso de doenças contagiosas, como covid e varíola, as indicações são as mesmas: distanciamento físico, uso de máscaras de proteção e higienização frequente das mãos.
Além disso, para controlar novos surtos, é necessário trabalhar de forma rápida na identificação molecular de micro-organismos e dos casos suspeitos.
Algumas informações: UOL
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