Por: Guilherme Gouvea

Publicado em

Metano e vírus descongelado: o futuro da Terra está em risco?

Uma das consequências mais óbvias do aquecimento global é o derretimento de geleiras espalhadas pelo planeta. No Ártico, as áreas de mar congeladas têm diminuído em um ritmo de 12,85% por década desde os anos 80. Já a Antártica perde gelo num ritmo médio de 145 gigatoneladas por ano.

------ A matéria continua após os anúncios ------

------ A matéria continua após os anúncios ------

Ou seja, é impossível não pensar: como seria se o gelo dos polos derretesse?

------ A matéria continua após os anúncios ------

------ A matéria continua após os anúncios ------

Saiba que este cenário impactaria bastante no aumento do nível dos oceanos, mas iria muito além disso.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Medições desde 1993 mostram que os oceanos subiram de nível a uma taxa de 3,3 milímetros por ano. À medida que o derretimento das geleiras acelera, a tendência é que esse ritmo aumente.

------ A matéria continua após os anúncios ------

O derretimento do Ártico é o menor dos problemas. Afinal, naquela região o gelo já se encontra sobre o mar, e a mudança de volume da água em estado sólido para o líquido teria pouco impacto nesse sentido.

------ A matéria continua após os anúncios ------

O maior problema aqui é o derretimento de geleiras que estão sobre massas de terra, como na Antártica —que registrou temperatura recorde neste ano— e na Groenlândia. O volume de gelo na Antártica é próximo de 30 milhões de quilômetros cúbicos, enquanto na Groenlândia são 3 milhões de km³, correspondendo a 90% do gelo da terra.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Sabe o que aconteceria se essas geleiras juntas derretessem? Estima-se que o nível médio dos oceanos subiria algo em torno de 70 metros.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Para se ter uma ideia, nessa situação o dono de um apartamento no 26º andar de um prédio no litoral deixaria de ter uma bela vista para o mar, mas ganharia água salgada na altura da sua janela. Seria o fim das praias e praticamente toda cidade litorânea do mundo acabaria submersa.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Irmãos Gonçalves

Cerca de 10% da população mundial vive em cidades costeiras que estão a menos de dez metros do nível do mar, e 40% da população mundial vive a uma distância de até 100 km do litoral. Ou seja, esse cenário significaria uma crise humanitária sem precedentes, com milhões de mortes.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Haveria, portanto, um intenso fluxo migratório em direção ao interior dos continentes, ao mesmo tempo que haveria profundas mudanças na geografia do globo. No site Flood Map é possível simular o efeito do aumento do nível dos oceanos. Note como o litoral brasileiro e parte da Amazônia vão sendo "devorados" pela água.

------ A matéria continua após os anúncios ------

A humanidade já estaria bem comprometida, mas outras espécies de animais sofreriam de maneira mais incisiva as consequências de um derretimento das geleiras. Os bichos associados a ambientes frios, como pinguins, focas e ursos polares, sofreriam uma ameaça séria de extinção.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Eles não seriam os únicos. Geleiras de locais como Groenlândia e Antártica são feitas, em sua maior parte, de água doce. Uma vez no mar, ela alteraria a salinidade do oceano e, consequentemente, causaria um impacto considerável na vida marinha. Espécies que vivem no mar estão adaptadas a uma salinidade de 35 mil ppm (35 gramas de sal em um litro de água) e qualquer alteração nisso significaria colocar a vida delas em risco.

------ A matéria continua após os anúncios ------

A reação em cadeia continuaria. Alterações na salinidade e na temperatura das águas marinhas também mudariam as correntes marítimas. Isso, por sua vez, teria tudo para intensificar catástrofes climáticas. Vale lembrar que fenômenos como o El Niño e furacões estão intimamente ligados à temperatura dos mares.

------ A matéria continua após os anúncios ------

W Aluminium

O novo fluxo de correntes afetaria o regime de chuvas em diversos lugares. Não seria surpresa, portanto, vermos áreas úmidas se tornando cada vez mais secas e vice-versa. Isso alteraria a flora e a fauna do mundo, além do potencial para prejudicar diversos aspectos da atividade humana, como a produção de alimentos.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Um dos aspectos mais críticos do derretimento das geleiras seria a liberação de uma enorme quantidade de carbono para a atmosfera.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Irmãos Gonçalves

Aqui, temos o que pode se chamar de desastre autossustentável. Quanto mais carbono há na atmosfera, maior o efeito estufa. Este, por sua vez, aumenta a temperatura do mundo e faz mais gelo se derreter, que joga mais carbono no ar, e assim o ciclo continua.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Temperaturas elevadas afetam o equilíbrio ambiental do planeta. Daí tende a acelerar a destruição das florestas tropicais que ajudam a regular o clima da Terra e que também são responsáveis por reter carbono. Sem as florestas, os efeitos de todas essas mudanças climáticas só crescem.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Mundo das Utilidades

A qualidade do ar em si também pioraria consideravelmente, já que concentrações maiores de carbono deixam a água dos mares mais ácida e afetam o ciclo de vida das algas que produzem oxigênio. Com um ar com mais carbono e menos oxigênio, maior a ocorrência de doenças respiratórias. Ou seja, eventualmente colapsaria os sistemas de saúde de todo o mundo.

------ A matéria continua após os anúncios ------

BibiCar

Ah, e tem o chamado albedo, que é a capacidade de uma superfície refletir radiação solar. Superfícies congeladas são responsáveis por cerca de um terço do albedo da Terra. Sem elas, a tendência é que o planeta absorva mais radiação e, adivinhe só, fique mais quente.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Para fechar o pacote de desgraças, quanto mais o aquecimento global se acentua e mais gelo derrete, camadas mais profundas de solo congelado também passariam a derreter. Essas camadas são chamadas de permafrost e estão permanentemente congeladas há milhares de anos.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Uma vez que o gelo desse solo derreta, teremos não apenas a liberação de toneladas e mais toneladas de gases de efeito estufa como o metano —produto da decomposição de material orgânico presente no permafrost— como também a possibilidade de vírus e bactérias "esquecidos" voltarem à ativa.

------ A matéria continua após os anúncios ------

Fonte: UOL


Digite no Google: Cerqueiras Notícias

Siga nossas redes sociais.  
🟪 Instagram: instagram.com/cerqueirasnoticias
🟦 Facebook: facebook.com/cerqueirasnoticias

----------------------

 

----------

O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. 
Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais.

 

Mais sobre:
Comentários
O seu endereço de e-mail não será exibido no comentário.
Campos obrigatórios estão indicados com Asterisco ( * )
Ainda restam caracteres.

Seu comentário está aguardando aprovação.

Obrigado pelo seu comentário!