Por: Cerqueiras Publicidades

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Onda de calor extrema fecha escolas e coloca Europa em estado de alerta

Temperaturas acima de 40°C afetam milhões de pessoas, provocam interrupções em serviços públicos e reforçam preocupações com a crise climática.

Uma intensa onda de calor que atinge grande parte da Europa tem provocado transtornos em diversos países, levando autoridades a emitir alertas máximos e adotar medidas emergenciais para proteger a população. As temperaturas já ultrapassam os 40°C em várias regiões e podem continuar elevadas pelos próximos dias.

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Os efeitos do calor extremo são sentidos em países como França, Espanha, Reino Unido, Alemanha, Itália, Bélgica e Suíça. Em algumas localidades, os termômetros registraram marcas históricas para o mês de junho, algo considerado incomum até mesmo para regiões acostumadas a verões quentes.

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Na França, mais de 1.300 escolas precisaram fechar temporariamente, enquanto milhares de outras alteraram seus horários de funcionamento para reduzir a exposição de alunos e professores às altas temperaturas.

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O calor também tem provocado impactos significativos nos sistemas de transporte. Linhas ferroviárias tiveram horários reduzidos e alguns serviços foram cancelados devido ao risco de danos causados pelo superaquecimento de trilhos e equipamentos.

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Importantes pontos turísticos europeus também foram afetados. Em Paris, atrações mundialmente conhecidas reduziram horários de visitação ou interromperam atividades temporariamente para garantir a segurança de turistas e trabalhadores.

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Além dos transtornos à rotina, a onda de calor tem aumentado a pressão sobre os sistemas de saúde. Hospitais e serviços de emergência registraram crescimento na procura por atendimento relacionado a desidratação, exaustão térmica e outros problemas causados pelas temperaturas extremas.

Homem lava o rosto para se refrescar durante onda de calor em Madri, na Espanha, em 23 de junho de 2026. REUTERS/Mohammed Salem

 

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As autoridades também alertam para o aumento do número de acidentes em áreas de lazer aquáticas. Na França e na Alemanha foram registrados diversos casos de afogamento durante os dias mais quentes, quando milhares de pessoas buscaram rios, lagos e praias para tentar aliviar o calor.

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Meteorologistas explicam que a situação está sendo provocada por uma grande massa de ar quente vinda do norte da África. Associada a um sistema de alta pressão atmosférica, ela formou uma espécie de “domo de calor”, que impede a dispersão do ar quente e mantém as temperaturas elevadas por vários dias consecutivos.

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Especialistas afirmam que fenômenos como este têm se tornado mais frequentes, intensos e duradouros nas últimas décadas. Estudos climáticos apontam que o aquecimento global está aumentando a probabilidade de ocorrência de eventos extremos em várias partes do planeta.

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Pesquisadores destacam que a Europa está aquecendo em ritmo superior à média global. Isso faz com que episódios de calor intenso ocorram mais cedo no verão e atinjam temperaturas cada vez mais elevadas.

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Segundo organismos internacionais, a atual onda de calor é considerada uma das mais severas já registradas para o final de junho. Em algumas regiões, as temperaturas estão entre 3°C e 10°C acima da média histórica para o período.

Uma mulher se protege do sol com um guarda-chuva na Praça do Trocadero, perto da Torre Eiffel, enquanto as temperaturas sobem em Paris durante a segunda onda de calor que afeta grande parte da França, em 20 de junho de 2026 — Foto: REUTERS/Sarah Meyssonnier

 

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As consequências vão além da saúde pública. O calor excessivo afeta a agricultura, aumenta o risco de incêndios florestais, eleva o consumo de energia elétrica e pode comprometer o abastecimento de água em determinadas áreas.

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Governos europeus têm adotado medidas emergenciais para minimizar os impactos. Entre elas estão a abertura de centros de resfriamento, distribuição de água, restrições a atividades ao ar livre e orientações especiais para idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.

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A Organização Meteorológica Mundial prevê que o episódio poderá persistir por mais algumas semanas em diversas regiões do continente, mantendo milhões de pessoas sob risco de estresse térmico e outros problemas relacionados ao calor extremo.

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Para cientistas, a atual crise climática reforça a necessidade de políticas de adaptação e redução das emissões de gases de efeito estufa. A avaliação é de que eventos como a onda de calor que atinge a Europa tendem a se tornar cada vez mais frequentes se o aquecimento global continuar avançando nas próximas décadas.
Créditos: G1.com.


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