Se no jantar lhe servissem um prato de grilos ou minhocas, você comeria?
Embora muitas pessoas possam achar esses bichos nojentos, os insetos são considerados uma alternativa para combater a fome no mundo.
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Especialistas apontam que é uma forma de enfrentar os desafios alimentares e nutricionais.
“O consumo de insetos, ou entomofagia, contribui positivamente para o meio ambiente, a saúde e os meios de subsistência”, afirma a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
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A partir dessa abordagem, em 2016, Alejandro de la Brena Meléndez, que na época era estudante de engenharia biotecnológica no Instituto Tecnológico de Monterrey, e seus colegas Francisco Pérez e Cristina Clocchiatti criaram a Griyum, uma empresa emergente de cultivo de grilos.
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“Estamos otimizando e desenvolvendo sistemas de produção de grilo comestível sob condições controladas para que possam ser implementados em fazendas autossustentáveis, em colaboração com produtores externos de comunidades rurais”, disse Alejandro de la Brena, cofundador e CEO da Griyum, à CNN.
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Das 549 espécies comestíveis que existem no México, entre minhocas, formigas e gafanhotos, a empresa decidiu trabalhar com o grilo Acheta domesticus, porque sua produção não exige tantos recursos naturais.
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De acordo com a FAO, são necessários 2 litros de água para produzir 1kg de proteína de grilo, em comparação com os 22 mil litros necessários para 1kg de carne bovina, e são geradas até 100 vezes menos emissões de gases de efeito estufa.
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Nutrição
Além disso, possuem alto valor nutricional, 100g de grilo fornecem aproximadamente 69g de proteína, enquanto 100g de frango um pouco mais de 22g. Desses insetos se aproveita até 80% do animal, enquanto comente 55% do frango e do porco, e apenas 40% da carne bovina.
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Outra das suas vantagens é o sabor, diz Alejandro, que, segundo ele, é conhecido como mami, semelhante ao dos queijos ou de algumas nozes, além de ajudar a realçar o sabor de outros ingredientes.
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Graças a isso, esses insetos podem ser usados em quase todas as receitas: pães, biscoitos, massas, tortilhas, guloseimas para cães, ração para gado, salgadinhos e até cerveja.
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Veja mais: Alimentos à base de insetos podem se tornar realidade em breve
A ingestão de insetos já é praticada em pelo menos 113 países do mundo. Entre os ocidentais, a ideia seria aceita se os bichos viessem processados.
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Quando o assunto é meio ambiente, a produção sustentável de alimentos é temática obrigatória.
Cientistas em todo o mundo têm buscado alternativas viáveis para garantir que o acesso a alimentos saudáveis e nutritivos não seja um problema no futuro, especialmente com uma população mundial crescente e recursos naturais cada vez mais limitados.
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Entre as opções estudadas está a criação de alimentos à base de insetos. Aliás, uma equipe australiana está explorando a possibilidade de adicionar ao cardápio alternativo, “carnes” de gafanhotos e outros insetos para substituir as fontes tradicionais de proteína animal.
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Para muitos, a ideia de comer insetos parece absurda. No entanto, um estudo recente mostrou que a ingestão de insetos já é praticada em pelo menos 113 países do mundo.
Apenas para os ocidentais, o inseto ainda não é uma alternativa alimentar.
Diversas pesquisas indicam que, mesmo deste lado do mundo, esse tipo de refeição seria aceita caso os insetos viessem processados (e disfarçados).
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É justamente nessa abertura que os pesquisadores australianos estão atentos. “O maior potencial para a produção sustentável de proteína é com insetos e novas fontes vegetais.
Por exemplo, um dos meus alunos criou um sorvete de insetos muito saboroso”, comentou Louwrens Hoffman, da Universidade de Queensland, na Austrália.
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Para aqueles que ainda se recusam a tentar, existe outra opção: os cientistas estudam a possibilidade de transformar a carne de coelho e de canguru em novas fontes de proteína. Ainda há empresas que estão investindo em carnes desenvolvidas em laboratório que podem estar disponíveis nos mercados já em 2021.
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Fontes alternativas
O consumo de insetos na alimentação humana vem sendo estudado há alguns anos. Até agora foram documentadas mais de 2.000 espécies comestíveis.
E os resultados de pesquisas voltadas para esta área mostram que, como fonte de proteína, os insetos são nutritivos e fornecem uma série de vitaminas importantes.
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Além disso, são ecologicamente saudáveis, já que em sua produção são emitidos muito menos gases nocivos ao meio ambiente – especialmente se comparado a produção pecuária.
Diante dos benefícios, a ideia já foi aprovada até mesmo pelas Organização das Nações Unidas (ONU), que acredita no potencial dos insetos como solução para a escassez global de alimentos.
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Diante dos benefícios, a ideia já foi aprovada até mesmo pelas Organização das Nações Unidas (ONU), que acredita no potencial dos insetos como solução para a escassez global de alimentos.
Entretanto, antes de introduzi-los definitivamente no cardápio, a ciência busca formas de alinhar preferências.
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A equipe australiana, por exemplo, também tem se concentrado na produção sustentável de frangos de corte. Para tanto, eles pretendem substituir os farelos de grãos, como soja, por farelo de larvas de mosca negra.
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De acordo com os pesquisadores, incluir até 15% de farelo de larva na alimentação dos animais não compromete o desempenho da produção de frango, a eficiência no uso de nutrientes nem o aroma, sabor, suculência e maciez da carne. “Frangos na natureza não comem ração. Eles comem insetos e larvas. É tudo muito lógico”, ressaltou Hoffman.
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Além de manter o frango na dieta, os pesquisadores ainda querem adicionar outras alternativas, como a carne de canguru e coelhos.
Para a equipe, esses animais podem ser melhores fontes de proteína, já que é possível manejar esses animais em áreas consideradas inadequadas para a criação de frangos, porcos e bois.
Outro objeto de pesquisa é o rooibos – um arbusto encontrado na África do Sul usado principalmente para a produção de chá.
A planta tem sido testada para verificar seu potencial como aditivo natural no processo de fabricação da carne de coelho.
Algumas informações: VEJA
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