Cena extremamente rara de ser registrada, sobretudo em alta resolução e com visibilidade boa, é impressionante. (Assista ao vídeo no final da matéria)
Registrar o exato momento em que um terremoto ocorre, até poucos anos atrás, era algo bastante incomum, e essa realidade só mudou mais recentemente após a proliferação de câmeras por todos os lugares, especialmente em celulares.
Agora imagine flagrar um terremoto debaixo d’água, no oceano, num local com grande visibilidade, boa luz e com um equipamento de alta qualidade.

Foi exatamente o que fez (por acaso) o mergulhador Bruce Deng, no domingo (12), enquanto explorava as profundezas do Mar de Banda, na região onde ficam as míticas Ilhas Molucas, um arquipélago pertencente à Indonésia e que um dia foi o destino mais extremo dos aventureiros navegadores europeus que cruzavam o globo atrás de especiarias.
O tremor, de 7,2 de intensidade, foi bastante forte. Ele provocou uma cena impressionante, onde os lindos e coloridos corais são imediatamente cobertos por uma espécie de “tempestade de areia”, enquanto os cardumes se fecham ainda mais e “fogem” desesperadamente.
Até os mergulhadores parecem não saber exatamente o que fazer enquanto chacoalham, embora a possibilidade de algo acontecer naquele momento fosse nula.
O que são os Terremotos?

Terremotos são abalos sísmicos que ocorrem nas áreas de falhas geológicas encontradas nas placas tectônicas, sendo mais frequentes em placas que convergem entre si.
"Os terremotos são fenômenos naturais oriundos das pressões internas do planeta, que fazem as placas tectônicas se movimentarem, liberando tais pressões. Com isso, a superfície sente essa liberação em forma de tremor, o que pode acarretar sérios prejuízos.

Causas dos terremotos
Os abalos sísmicos ou tremores de terra geralmente ocorrem quando as rochas estão sob grande pressão, vinda do interior do planeta. Essa pressão exerce uma força nas rochas (placas tectônicas) e procura alguma maneira de se exaurir.
As falhas geológicas presentes nas zonas de contato entre as placas são altamente favoráveis para a ocorrência dessa dissipação.
A maioria dos abalos sísmicos ocorre nas zonas de contato entre as placas, pois são áreas de movimentação rochosa e com grandes falhas geológicas. Entretanto, também pode haver falhas no interior das placas, o que permite a ocorrência de abalos em áreas no interior, e não só nas bordas tectônicas.
Essa pressão vinda do interior do planeta e o movimento tectônico provocam vibrações sísmicas destrutivas, bastante comuns nos limites das placas. Quando um bloco rochoso se choca com outro, há o tremor, seja no oceano, seja em terra firme.
O ponto onde começa esse tremor é chamado de epicentro, isto é, trata-se do ponto geológico na superfície diretamente sobre o foco, ou seja, se um epicentro está localizado a 50 quilômetros de uma região, significa que o foco do tremor está a uma distância de 50 quilômetros e a uma profundidade que pode variar entre 2 e 20 quilômetros, dependendo da intensidade do tremor.
Essa profundidade de até 20 quilômetros ocorre em áreas continentais, pois abaixo disso há uma temperatura muito alta, o que dificulta o choque rochoso. Já as placas tectônicas oceânicas têm uma composição mais resistente, podendo ter epicentros de até 690 quilômetros.
Intensidade dos terremotos
Para medir a intensidade desses abalos, os geólogos usam os sismógrafos, aparelhos capazes de medir com precisão os falhamentos geológicos, o que contribui para a identificação de áreas propensas à ocorrência de abalos sísmicos.
Espalhados pelo mundo todo, os sismógrafos são capazes de analisar três tipos de movimentos do solo:
-horizontal norte-sul;
-horizontal leste-oeste;
-vertical cima-baixo.
Além disso, são capazes de medir a intensidade do tremor a fim de aperfeiçoar os estudos sobre tais áreas. Entretanto, ainda não chegamos à capacidade de prever terremotos, mas sim de estudar quais áreas (falhas geológicas) estão mais sujeitas à ocorrência de abalos a longo prazo.
Consequências dos terremotos
Os terremotos, em sua maioria, podem causar sérios danos para a sociedade, haja vista o tamanho e intensidade de cada um. Ademais, os maremotos podem gerar ondas gigantes de 20 metros, em média, varrendo áreas costeiras num piscar de olhos. Essas ondas recebem o nome de tsunamis. Tais ondas podem chegar ao litoral em uma velocidade de até 800 km/hora.
Casas e prédios destruídos, pontes com estruturas comprometidas, vítimas fatais e/ou presas sob os escombros são algumas das consequências desses tremores em áreas continentais. O fenômeno em si não necessariamente causa algum dano na superfície, pois muitos terremotos podem ocorrer em áreas de baixa densidade demográfica, alterando a paisagem de forma pouco significativa.
As grandes consequências estão ligadas ao colapso das construções civis em decorrência de:
deslizamentos de terras;
incêndios causados por quedas de fiação elétrica;
rompimento de represas;
inundações causadas por tsunamis.
Fonte: Revista Forum
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