Um dos médicos envolvido na análise do supostos corpos de extraterrestres revelados na última semana, no México, afirmou que o material não apresenta indícios de ter sido manipulado. Segundo ele, o corpo pertenceria a um mesmo esqueleto.
A avaliação, que contraria diversos especialistas ainda céticos quanto ao assunto, é do diretor do Instituto de Pesquisas em Ciências da Saúde da Secretaria da Marinha do México, José de Jesús Zalce Benitez. As informações são do portal The Telegraph.
Os supostos corpos foram apresentados por um famoso ufólogo mexicano, em audiência pública sobre fenômenos anômalos no Congresso Nacional do México.
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O ufólogo Jaime Maussan Flota, que produz um programa sobre o tema na televisão mexicana, disse que os corpos foram estudados pela Universidade Nacional Autônoma do México (Unam), que teria calculado a idade deles em cerca de mil anos.
Ainda segundo Maussan Flota, análises de DNA mostraram que eles não fazem parte da história da evolução humana. O ufólogo disse ainda que os corpos foram localizados no Peru em 2015 e estão mumificados.
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Óvnis no México? Supostos cadáveres de aliens são fraude, dizem cientistas
A apresentação de duas “múmias” descritas como corpos de seres não humanos no Congresso do México, na terça-feira, 12, causou espanto e fez com os memes se multiplicassem em todo o mundo. Os dois “espécimes”, que o ufólogo e jornalista mexicano Jaime Maussan disse terem sido encontrados no Peru, eram de estatura pequena e cor calcária; cada um tinha mãos com três dedos e o que pareciam ser cabeças encolhidas ou ressecadas.
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“É a rainha de todas as evidências”, disse Maussan. “É isso: se o DNA está nos mostrando que eles são seres não humanos e que não há nada parecido com isso no mundo, nós deveríamos considerar isso como tal.” Mas ele alertou que ele ainda não queria se referir aos corpos como “extraterrestres”.
Os corpos aparentemente dessecados teriam sido encontrados no subsolo do arenoso deserto costeiro peruano de Nazca. A área é conhecida por figuras gigantescas e enigmáticas escavadas na terra e vistas apenas de uma perspectiva aérea. A maioria atribui as Linhas de Nazca a antigas comunidades indígenas, mas as formações capturaram a imaginação de muitos.
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Em 2017, Maussan fez alegações semelhantes no Peru, e um relatório do Ministério Público do país concluiu que os corpos eram, na verdade, “bonecos fabricados recentemente, que foram cobertos com uma mistura de papel e cola sintética para simular a presença de pele”.
O relatório acrescenta que as figuras são quase certamente feitas pelo homem e que “não são restos mortais de alienígenas ancestrais que tentaram apresentar”. Os órgãos não foram divulgados publicamente na época, por isso não está claro se são os mesmos apresentados ao congresso do México.
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Universidade nega
Durante sua apresentação, o ufólogo e comunicador do México afirmou que os dois corpos encontrados no Peru tinham mais de mil anos segundo pesquisa realizada pelo Laboratório Nacional de Espectrometria de Massa com a Universidade Nacional Autônoma do México. No entanto, o laboratório afirmou posteriormente em comunicado que o trabalho de datação por carbono-14 naquele laboratório “visa apenas determinar a idade da amostra que cada utilizador traz e em nenhum caso tiramos conclusões sobre a origem das referidas amostras”.
O laboratório universitário que realizou os testes “desassocia-se de qualquer uso, interpretação ou subsequente deturpação dos resultados que fornece”, disse o instituto. “Em nenhum caso tiramos conclusões sobre a origem dessas amostras.”
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Na quarta-feira, 13, Julieta Fierro, uma pesquisadora do Instituto de Astronomia da Universidade Nacional Autônoma do México, estava entre aqueles que expressaram ceticismo, dizendo que muitos detalhes sobre as figuras “não fazem sentido”.
Da mesma forma, como o laboratório da universidade, ela acrescentou que as alegações dos investigadores de que a sua universidade endossou a sua suposta descoberta eram falsas, e observou que os cientistas precisariam de tecnologia mais avançada do que os raios X que alegavam usar para determinar se os corpos alegadamente calcificados eram “não humanos”.
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“Maussan fez muitas coisas. Ele diz que conversou com a Virgem de Guadalupe”, disse ela. “Ele me disse que os extraterrestres não falam comigo como falam com ele, porque eu não acredito neles.” A cientista acrescentou que pareceu estranho que eles extraíram o que certamente seria um “tesouro de uma nação” do Peru sem convidar o embaixador peruano.
No mesmo sentido, Antígona Segura, uma das principais astrobiólogas do México, questionou as afirmações de Maussan. “Estas conclusões simplesmente não são apoiadas por evidências”, disse o Dr. Segura, que colabora com o Nexus for Exoplanet System Science, uma iniciativa da Nasa para procurar vida em mundos distantes. “A coisa toda é muito vergonhosa.”
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Entenda o caso:
Jaime Maussan, ufólogo que participou da audiência pública, disse que os corpos têm mais de mil anos e são de seres extraterrestres
Depois de os Estados Unidos lançarem um site sobre avistamentos de óvnis, também conhecidos como UFOs ou UAPs, e realizarem uma audiência no Congresso sobre supostos encobrimentos de ‘naves intactas’, mais um país deu um passo na discussão sobre a vida extraterrestre.
No México, a Câmara dos Deputados realizou, nesta terça-feira, 12, a primeira audiência pública para a Regulação de Fenômenos Anômalos Não Identificados. Como parte da audiência, o ufólogo Jaime Maussan pediu, junto de outros especialistas, aos legisladores que reconheçam a vida extraterrestre no país e apresentou dois supostos corpos de alienígenas.
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De acordo com Maussan, que também é comunicador, os corpos têm mais de mil anos e são objeto de estudo de uma pesquisa realizada pela Universidade Nacional Autônoma de México (Unam).
A instituição determinou, por meio de análise de carbono 14, que eles permaneceram enterrados por um milênio dentro de uma diatomácea, um tipo de alga que não permite o crescimento de bactérias ou fungos, o que permitiu sua preservação.
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Ele enfatizou que os seres supostamente extraterrestres não são corpos recuperados de naves que caíram na Terra, mas sim corpos enterrados. “Não são múmias, são corpos intactos, completos, que não foram manipulados por dentro e que têm uma série de elementos que os tornam verdadeiramente extraordinários”, disse.
Os corpos foram encontrados no Peru, na região das Linhas de Nazca, em 2015, e têm cerca de 60 centímetros de comprimento.

Foto: Reprodução
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Para o ufólogo, há evidências suficientes para provar que existe vida extraterrestre e afirmou que “se tivermos a coragem de aceitar que estamos sendo visitados por inteligências não humanas que vêm para a Terra desde as profundezas do universo, poderíamos até viajar para outros universos”.
Ele acrescentou que a aceitação é necessária para gerar condições de segurança no espaço aéreo mexicano, aumentar as pesquisas sobre o assunto e tornar os resultados transparentes.
O ufólogo lembrou que o México já deu um passo à frente quando circulou pela primeira vez o vídeo de uma aeronave da Força Aérea Mexicana, onde 11 objetos anômalos não identificados foram observados por meio de uma câmera infravermelha.
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Nos Estados Unidos, recentemente, David Grusch, que trabalhou em análise de fenômenos anômalos inexplicáveis em uma agência de inteligência geoespacial do Departamento de Defesa ganhou as manchetes de jornais de todo o mundo ao denunciar que o governo norte-americano supostamente guarda naves extraterrestres “intactas e parcialmente intactas” escondidas e que guarda informações sobre o assunto sem que o Congresso saiba.
Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
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Óvnis: EUA criam site para explicar aparições no céu após pressão por transparência
Página vai revelar fotos e vídeos do objetos voadores não identificados à medida em que os casos forem investigados
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O Departamento de Defesa dos Estados Unidos lançou um site para divulgar os casos solucionados de óvnis, os objetos voadores não identificados, também conhecidos como UFOs ou UAPs.
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A ideia é que o público tenha acesso a informações, fotos e vídeos do escritório do Pentágono que investiga o fenômeno no momento em que o governo americano tem sido acusado de esconder informações sobre extraterrestes.
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Em nota, o Pentágono afirmou que está “comprometido com a transparência” e explicou que o site deve servir como um “balcão de informação” à medida em que os casos forem investigados e abertos para o público geral. O Departamento de Defesa prometeu ainda que a página deve ser atualizada regularmente para contemplar as atividades e descobertas mais recentes.
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Entre os primeiros vídeos já publicados no site está uma gravação de cerca de seis segundos que mostra um objeto parado enquanto outro se desloca rapidamente no sul da Ásia. Segundo a investigação, o primeiro é um avião comercial e o segundo um sensor distorcido pela baixa definição do vídeo.
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Em entrevista coletiva, o porta-voz do Pentágono Patrick Ryder ressaltou que “o site é o próximo passo no processo para garantir que o público tenha acesso a informações e insights” sobre o fenômeno.
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Recentemente, o Congresso americano cobrou o governo por mais transparência no assunto em uma audiência pública que ouviu testemunhas sobre supostos encontros com objetos não identificados. Os óvnis se transformaram em um tema bipartidário depois um ex-oficial de inteligência acusou o governo de esconder naves extraterrestres “intactas e parcialmente intactas”.
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Veja os vídeos:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
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Vídeo: Reprodução Redes Sociais
Algumas informações: Estadão
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