Prestes a completarem 3 anos, os primeiros nônuplos do mundo foram oficialmente reconhecidos pelo Guinness World Records como o maior número de crianças sobreviventes em um único nascimento.
Os bebês nasceram prematuros, com pesos entre 0,5 gramas e 1kg, mas hoje estão saudáveis e fortes. Antes deles, não havia registro de nenhum caso em que os nônuplos vivessem por mais do que algumas horas.
Os pais reconhecem que a tarefa não tem sido fácil, mas encaram isso como uma bênção. “Criar os filhos não é fácil, mas sabemos que os filhos são um presente de Deus”.
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Acharam que eram sete
No início da gravidez, os médicos acreditavam que Halima Cisse e o marido Abdelkader Arby, esperavam sete crianças.
Essa tarefa já seria assustadora por si só – já que criar sete bebês certamente não é tarefa fácil – mas uma surpresa aguardava o casal.
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Depois que Halima foi transferida para uma clínica no Mali, eles descobriram que, na verdade tinha nove bebês a caminho: cinco meninas e quatro meninos.

Foto: Reprodução
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O parto
O parto foi cesariano e teve participação de 32 médicos, após uma gravidez que durou pouco menos de sete meses.
Os bebês foram imediatamente transferidos para incubadoras e passaram vários meses no hospital antes de finalmente voltarem para casa.
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Ah, e além dos nônuplos, o casal ainda tem uma filha mais velha, hoje com seis anos.

Foto: Reprodução
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Truques e apoio
Agora imagine tentar alimentar ou colocar na cama nove crianças ao mesmo tempo. Isso já pode ser considerado um recorde!
Felizmente, a mãe tem muita força e paciência e pode contar com a ajuda da família, e a irmã nunca sai do lado dela.
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E Halima também tem alguns truques infalíveis, como um simples e bom abraço. “Nós os abraçamos para poderem dormir”, contou.

Foto: Reprodução
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Milagre da vida
Embora a saúde das crianças esteja boa, eles continuam sendo monitorados devido às circunstâncias do nascimento.
Os pais dizem que são extremamente gratos a todo mundo que contribuiu para este “milagre”.
O recorde anterior, de acordo com o Guinness Book, era da americana Nadya Suleman, que deu à luz a oito crianças em 2009.
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Veja como o caso foi anunciado no Brasil
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
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Gestação múltipla: o que muda e quais os cuidados necessários
É difícil achar quem não se encante ao encontrar gêmeos, trigêmeos ou até mais bebês. Muitos pais os vestem até com roupas idênticas. No entanto, uma gestação múltipla, ou gemelar, precisa de muitos cuidados e acompanhamento clínico rigoroso para prevenir e tratar possíveis desfechos graves para a mãe ou os bebês.
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Uma gravidez de mais de um bebê é tecnicamente chamada de gestação múltipla. "Ela ocorre quando o embrião formado se divide gerando gêmeos idênticos (univitelinos), ou quando a mulher ovula mais de um óvulo e eles são fecundados por espermatozoides distintos, gerando mais de um bebê, nesse caso, bebês diferentes (bivitelinos)", descreve Patrícia Fonseca, médica obstetra da Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), vinculada à Rede Ebserh.
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Foto: Reprodução
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No Brasil, um levantamento realizado pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), em 2020, mostrou que as gestações únicas correspondem a 97,7% dos casos, as duplas a 2,1% e triplas ou mais, a 0,05%.
Passado o "susto" inicial, uma gravidez múltipla costuma trazer muita alegria para as futuras mães, afinal, não são todas que vivem essa experiência. No entanto, ela necessita de muito mais atenção que uma gestação única.
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Conrado Milani Coutinho, obstetra especialista em medicina materno-fetal e médico assistente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da Universidade de São Paulo (USP), explica que esse tipo de gestação aumenta o risco de diversas condições tanto para o feto quanto para a mãe.
Entre os riscos mais comuns para os bebês está a prematuridade, e todas as complicações que isso pode acarretar. Em cerca de 60% dessas gestações os bebês nascem antes do tempo.

Foto: Reprodução
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"Na gestação de dois, a idade média de nascimento gira em torno de 36 semanas, trigemelares cai para 32 semanas, e quadrigemelares cai para 28 ou 26 semanas, dificultando a sobrevivência desses bebês", ressalta Herlânio Costa, médico obstetra, chefe do Serviço de Medicina Fetal da Maternidade Escola Assis Chateaubriand, da Universidade Federal do Ceará (UFC), vinculada à Rede Ebserh.
Existe ainda o risco de restrição de crescimento fetal, além de possíveis malformações. Em países mais desenvolvidos, o número de mortes é menor que em países em desenvolvimento, como o Brasil.
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"Estima-se que o risco de morte intrauterina é quatro vezes maior, se comparado com uma gestação única", indica Coutinho, obstetra especialista em medicina materno-fetal.
Já a gestante tem maior risco de desenvolver pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, trabalho de parto prematuro, anemia e descolamento prematuro da placenta. Pré-disposição para tromboses, problemas dermatológicos e outras patologias também podem influenciar no desfecho da gravidez.
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A taxa de mortalidade da mulher varia de acordo com a sua própria saúde, com o pré-natal e o parto. Mas vale alertar que, caso a mulher já tenha hipertensão, diabetes ou sofra com algum problema cardíaco, os riscos aumentam.
"É uma condição que chamamos de gestação de alto risco, por isso precisa ser acompanhada por um profissional especializado nesses casos", diz Coutinho. O médico afirma que qualquer complicação que pode ocorrer em uma gestação única tem os riscos aumentados em casos de múltiplas.
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O número de placentas influencia muito na gestação
Em uma gestação múltipla, os dois bebês podem compartilhar a mesma placenta — esta é chamada de gestação monocoriônica —, ou, cada um ter a sua placenta e saco amniótico separados, esta chamada de dicoriônica.
Um grande estudo britânico, realizado por pesquisadores do Harris Birthright Research Center for Fetal Medicine e do King's College Hospital, publicado em 2020, avaliou mais de 6 mil gestações múltiplas entre 11 a 13 semanas.
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Considerado pelos especialistas o trabalho mais robusto de medicina-fetal até o momento, o estudo confirmou que o risco de uma gestação múltipla aumenta dependendo de fatores como a idade gestacional, o número de placentas e de bolsas.
De acordo com Costa, o risco de um bebê de gestação múltipla não evoluir pode chegar a 8% no primeiro trimestre de gestação, mas, quando isso acontece até doze semanas, o risco de vida para o outro bebê é praticamente nulo, e a gravidez segue como uma gestação única.
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Por outro lado, quando um dos bebês morre depois do primeiro trimestre há risco de complicações para o outro devido a comunicação vascular que eles tinham, além da possibilidade de ele ficar com sequelas. Mas isso apenas no caso de gestação monocoriônica.

Foto: Reprodução
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Cesariana não é obrigatória em gestações múltiplas
Ao contrário da gestação única, onde o bebê pode nascer até com 41 semanas, na múltipla isso não acontece — os especialistas não permitem que ela ultrapasse 38 semanas, a fim de diminuir possíveis complicações durante o parto.
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Segundo Costa, chefe do Serviço de Medicina Fetal da Maternidade Escola Assis Chateaubriand é possível seguir com a gestação múltipla pelos nove meses, desde que seja dicoriônica (duas placentas separadas), os bebês estejam bem e cuja mãe não apresente nenhuma complicação.
"A interrupção da gestação gemelar deverá ser indicada de forma prematura entre 32 e 34 semanas, diante de gestação gemelar com uma única placenta e uma única bolsa das águas ou quando tem mais de dois fetos — trigemelar, quadrigemelar...", salienta Patrícia Fonseca, médica obstetra da Maternidade da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
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Já em relação ao tipo de parto, os especialistas apontam algumas situações em que será necessário realizar uma cesariana. São elas:
- Primeiro gêmeo em apresentação não cefálica (bebê sentado ou atravessado);
- Gêmeos com uma única placenta e uma única bolsa das águas;
- Gestações múltiplas com mais de 2 fetos;
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- Patologia materna, fetal ou placentária;
- Comprometimento da vitalidade de um ou ambos os fetos;
- E como fluiu a gestação até o momento do parto.
Algumas informações: Só Notícia Boa / BBC Brasil
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