Ação interestadual cumpriu mandados em Muriaé e Vila Velha contra grupo criminoso acusado de desviar doações destinadas ao Rio Grande do Sul e aplicar falsos golpes de empréstimos. (Veja o vídeo no final da matéria).
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Uma operação conjunta deflagrada na manhã desta sexta-feira, 26 de junho de 2026, pelas polícias civis de Minas Gerais e do Espírito Santo, resultou na desarticulação de uma organização criminosa especializada em fraudes virtuais. A ação interestadual cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão nos municípios de Muriaé (MG) e Vila Velha (ES).
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Em Muriaé, a ofensiva policial foi coordenada pela Delegacia de Polícia de Piúma (ES), contando com o suporte operacional da Agência de Inteligência da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Durante as incursões em uma residência localizada na região central da cidade mineira, os agentes localizaram e prenderam Jackson Leite de Sousa, Jefferson Leite de Sousa e Thays Martins do Nascimento.
Foto: Polícia Civil / Divulgação
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No interior do imóvel em Muriaé, as equipes policiais apreenderam diversos aparelhos celulares, computadores, dispositivos eletrônicos e uma quantidade de substâncias anabolizantes. Todo o material recolhido foi catalogado e encaminhado para análise pericial com o objetivo de colher novas provas sobre a atuação do grupo na região.
Foto: Reprodução Redes Sociais
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Simultaneamente, no estado capixaba, equipes da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE/PCES), efetuaram a prisão de Diego Leite de Sousa. O suspeito foi localizado em um apartamento de alto padrão no bairro Jockey de Itaparica, em Vila Velha, onde foram apreendidos mais equipamentos eletrônicos e um veículo utilitário esportivo (SUV) avaliado em cerca de R$ 190 mil.
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De acordo com as autoridades policiais, as investigações apontam que a organização criminosa operava de forma estruturada no ambiente digital, gerando prejuízos a vítimas espalhadas por diversas regiões do país. Inicialmente, o grupo criminoso criou um site fraudulento focado em desviar doações financeiras que seriam destinadas às vítimas das enchentes do Rio Grande do Sul. Após essa modalidade de fraude, os investigados migraram para a aplicação de golpes ligados a falsas ofertas de empréstimos financeiros na internet.
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O crime de estelionato eletrônico, prática central das investigações deste caso, consiste na obtenção de vantagem ilícita induzindo ou mantendo a vítima em erro por meio de artifícios fraudulentos cometidos no ambiente digital. Esta modalidade criminosa ganhou contornos severos na legislação brasileira com a criação de qualificadoras específicas que aumentaram significativamente o tempo de reclusão para os condenados.
Foto: Reprodução Redes Sociais
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O ambiente virtual facilita a atuação desses golpistas devido à possibilidade de mascarar identidades, utilizar servidores estrangeiros e criar páginas com aparência extremamente profissional. Sites falsos de leilões, páginas simuladas de bancos e links patrocinados que prometem facilidades financeiras ou assistenciais são as ferramentas mais comuns utilizadas por organizações criminosas para capturar dados bancários e transferências via Pix.
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A facilidade de disseminação de informações nas redes sociais e em aplicativos de mensagens também potencializa o alcance do estelionato eletrônico. Muitas vezes, as vítimas compartilham os links fraudulentos com amigos e familiares acreditando tratar-se de uma causa legítima ou de uma oportunidade real de negócio, o que multiplica o número de pessoas lesadas em um curto espaço de tempo.
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A polícia destaca que a engenharia social é o principal mecanismo do estelionato digital, onde os criminosos exploram a boa-fé, a vulnerabilidade ou o desespero financeiro dos cidadãos. No caso da fraude ligada às enchentes do Rio Grande do Sul, a organização criminosa se aproveitou da solidariedade pública nacional para reter recursos de forma ilícita, demonstrando a ausência de barreiras éticas por parte dos operadores do esquema.
Foto: Reprodução Redes Sociais
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O avanço tecnológico das ferramentas de transferência monetária instantânea, embora traga conveniência para o cotidiano, também é amplamente explorado por redes de estelionato eletrônico. O dinheiro arrecadado de forma criminosa costuma ser pulverizado rapidamente em contas de laranjas de diferentes instituições bancárias, dificultando o rastreamento imediato e o estorno dos valores para as vítimas.
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O combate a essa modalidade de infração exige uma atuação integrada das forças de segurança estaduais, como demonstrado na cooperação técnica entre as agências de inteligência de Minas Gerais e do Espírito Santo. As polícias civis de ambos os estados ressaltaram que as investigações prosseguem ativas com a finalidade de identificar outros possíveis integrantes da rede e mapear a extensão total dos danos financeiros gerados pelo grupo.
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Os quatro investigados presos nesta sexta-feira responderão judicialmente pelos crimes de estelionato majorado e organização criminosa. Eles permanecem à disposição do Poder Judiciário, aguardando as deliberações das comarcas responsáveis pela expedição das ordens de prisão.
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Veja o vídeo:
Vídeo: Reprodução Redes Sociais
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Algumas informações: Portal Muriaé
📝 Síntese: Operação policial interestadual desarticula rede de golpes virtuais
🚔 Prisões Efetuadas: Uma operação conjunta das polícias civis de MG e ES cumpriu quatro mandados de prisão preventiva contra suspeitos de estelionato eletrônico e organização criminosa. Três pessoas foram presas no Centro de Muriaé (MG) e uma em Vila Velha (ES).
📱 Materiais Apreendidos: Nas residências dos investigados foram apreendidos aparelhos celulares, mídias eletrônicas, anabolizantes e um automóvel de luxo avaliado em aproximadamente R$ 190 mil.
💻 Modalidade dos Golpes: A organização criminosa gerenciava sites falsos na internet. O grupo iniciou os crimes desviando doações financeiras que deveriam amparar as vítimas das enchentes do Rio Grande do Sul e, posteriormente, passou a aplicar golpes oferecendo falsos empréstimos financeiros.
🔒 Estelionato Eletrônico: O texto detalha a gravidade do estelionato digital, crime que usa páginas simuladas e engenharia social para ludibriar internautas através de transferências rápidas, gerando a necessidade de cooperação entre as polícias civis estaduais para a identificação de contas e ramificações criminosas.
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